terça-feira, 7 de maio de 2013

Fundamental o controle da natalidade

Para o governo federal o Bolsa Família é um ovo de colombo eleitoreiro. 50 milhões de pessoas recebem por mês, R$ 140,00 o que, naturalmente, estimula as famílias a terem mais filhos, mesmo que em condições humanas lamentáveis. Para a politicagem, não importa. Vale o voto. Para os cafetões religiosos, ídem.

As previsões são e sempre foram catastróficas: agora informam que em breve vai faltar água, comida, ar. O ser humano estaria com os dias contados por uma razão muito simples: o planeta está com a lotação esgotada. Somos 7 bilhões, muito em breve 10 bilhões e aí, segundo a ciência, será a hora de fecharem a tampa.
A grande verdade é que a única alternativa é o controle da natalidade, um assunto que provoca calafrios em grande parte dos políticos aéticos porque representa menos votos, menos eleitores. Os maus religiosos também não querem ver seu gado diminuir. Enquanto isso, as cidades incham, milhares de pessoas vivem na rua, ao relento, as favelas não param de proliferar no chamado terceiro mundo, enfim, mais desumano do que isso não conheço.
No Brasil, o controle da natalidade se torna urgente na medida em que o Estado não consegue acompanhar o ritmo de crescimento populacional, e faltam hospitais, escolas, comida, vida. Caberia ao governo promover o controle dessa nítida explosão demográfica mas, populista, faz contrário. Através de bolsas famílias e similares estimulam as pessoas a terem mais e mais filhos, mesmo que em condições desumanas. Isso sem falarmos que no meio dessa indústria a corrupção é a interessada número um.
Alternativa? Não vejo. Talvez você, leitor, tenha alguma sugestão que não seja controlar a fonte. Aí, é só escrever nos comentários. E para refletir, aqui vai:
Corrupção mamou 67 bilhões em 8 anos
Texto restaurado e remixado
Segundo a Advogacia Geral da União, no ano passado foram desviados 67 bilhões de reais dos cofres federais, em maracutaias envolvendo Ongs, estados, municípios e similares. Segundo calculou O Globo, de cada 100 reais roubados o governo só conseguiu recuperar 2 reais e 34 centavos.
Quando escrevo que a corrupção deveria ser transformada em crime hediondo (da mesma forma os motoristas bêbados que matam inocentes no trânsito) me chamam de radical. Peraí! Lembram daquele anão do orçamento, colega de Ibsen Pinheiro na roubalheira, que ganhou mais de 10 vezes na loteria, comprovando que esse negócio de sorteio estatal também é a maior balela? Cadê ele? Não deveria estar numa penitenciara de segurança máxima? E o Ibsen? Está aí, com um mandato debaixo do braço. O que difere Ibsen Pinheiro do traficante Polegar?
Collor está lá, nariz em pé, trocando gargalhadas com Lindberg de Farias, ex-cara pintada da Paraíba que veio parar no Rio, virou prefeito de Nova Iguaçu e foi transformado em senador. Sarney, o nosso Kadafi, está lá. Anos, anos, anos, armando, desarmando impunemente.
Aí vem as contas: 67 bilhões de roubalheira em 8 anos. Não tenho noção de quantos galpões de notas de 10 reais 67 bilhões são capazes de ocupar. Tenho noção, sim, de quantas celas os assaltantes de terno e gravata ocupariam caso o Brasil, através de suas fracas ferramentas, julgasse e enfiasse esses ratos na jaula.
Um colega meu informa que em 42 anos de reinado, Kafadi roubou 100 bilhões. Nós, 67 em 9 anos. Pior: não vejo ninguém se indignar, se rebelar, enfim, fica o dito pelo não dito e essa história que fede segue assim mesmo, nas coxas? Que país é este?, perguntou o não insuspeito deputado Francelino Pereira (Arena) em 1976. Pergunta que virou sucesso da Legião Urbana. Temos que virar esse jogo. Como? Não sei.