sexta-feira, 24 de maio de 2013

Um país onde Organizações não Governamentais chafurdam na grana do próprio Governo


Texto restaurado e remixado
O Brasil é um oceano de espertos, graças a impunidade seletiva, aquela que só pune os não empistolados, os não poderosos, os não endinheirados. Há uns 20 anos começou a surgir no não belo horizonte do cambalacho nacional a sigla ONG que, como se sabe, significa Organização Não Governamental. Bonitinho. Parece até coisa de escoteiro.

Na época escrevi um artigo sei lá onde descendo o bambu. Esbofeteei pesado, perguntei quando iria começar a roubalheira, alguns leitores reagiram mal, outros me apoiaram, mas fato é que não é preciso ser Pitononisa para prever que por aqui, terra da rasteira, do cheque voador, do caixa dois, laranja e similares, esse papo de ONG ia acabar na sarjeta, no quá quá quá do ladravazes.

Deu no que deu. De uns meses para cá, abrimos os jornais e vemos ONG e Governos (federal, estaduais e municipais) chafurdando alegremente na sarjeta da roubalheira. Caíram até ministros. Coisa simples. A ONG finge que não é Governo e o Governo finge que não é ONG. O tráfico de grana alta anda de um lado pro outro freneticamente e todo mundo bota o boi na sombra.

Outro personagem que surgiu nos últimos 20 anos foi o Ministério Público, defensor incólume dos direitos dos cidadãos. Pois esperamos que os MP.s acabem com essa orgia de ONGs com governos solicitando, por obséquio, que todos sejam encaminhados a cadeia pois, como se sabe, desde 1.500 o problema do Brasil é um só: corrupção. Saúde escrachada, culpa da corrupção. Segurança educação, transportes, cultura, tudo o que não funciona, em todas as áreas, foi e é por causa da corrupção, madame-mor de todos os delitos com o dinheiro público.

Não foi à toa que, quando subiu a favela da Mangueira, nos anos 50, Walt Disney viu um papagaio malandrão, um urubu fofoqueiro, ouviu muitas histórias por lá e criou Zé Carioca e Nestor. Mas isso é outro papo, para outra coluna.

Está ou não está na hora do povo tirar a fantasia das ONGs? É impressão minha ou esses caras (afogados em incentivos e isenções fiscais) estão nos achando com cara de bobocas? Comente aqui.