terça-feira, 23 de julho de 2013

A chuva, o frio, a cidade

Texto restaurado e reeditado

Chuva. Que saudade de você. Quando amanheceu o dia senti suas gotas roçarem em minha janela, a brisa fria, a temperatura despencando de 30 para 20 graus. Chuva. Saí para ir até a padaria na esquina e vi um passarinho bebendo água numa pequena poça d´água. Como me faz bem este cenário. Chuva, quase frio, calma que parece reinar na cidade. Como um filme de Cacá Diegues em câmera lenta.

Minha relação com o verão anda meio caótica nos últimos anos. Muito em função do excesso de carros, das praias superlotadas, da euforia coletiva, de uma certa baderna generalizada e, é lógico, o calor quase hediondo. Mas, verão é verão e estamos no inverno, que começou timidamente, como uma espécie de veranico com suas labaredas.

Passei da padaria e decidi fazer uma caminhada pelo bairro, apesar de não gostar muito de andar de guarda chuva. A cidade parecia estar deitada numa cama de espuma, repousando. Carros, ônibus, ciclistas, pessoas nas calçadas, os bares relativamente vazios com uma meia dúzia bebendo cerveja assistindo a algum replay de jogo de futebol na TV. Calma. É isso que o inverno me passa. Calma. Calma e beleza porque a luz dos dias de sol é belíssima e se eu fosse pintor iria colocar o cavalete na rua todos os dias.


Por falar em hoje, essa coluna agradece muitíssimo e sempre a presença de vocês que fizeram o volume de acessos chegar perto dos 90 mil e em breve 100 mil. Que bom!