quarta-feira, 17 de julho de 2013

Led Zeppelin: tento explicar o inexplicável

Texto restaurado e remixado

É impressionante. A edição do programa ‘CAFÉ PARIS”, que dirijo e ancoro com o amigo Luiz Erthal na TV O Flu (canal 12 da operadora SIM e também em www.tvatlantica.com) precisou cortar um vídeo do Led Zeppelin. Gritaria geral!!! Tanto que vou reprisar o vídeo em breve.

Toda a vez que posto um vídeo do Led Zeppelin no Facebook em seguida vem uma chuva de comentários. Não importa a época, seja 1969 na Dinamarca ou 1979 na Inglaterra, quando em agosto, após quatro anos foras dos palcos, Page, Plant Jones e Bonham explodiam o festival de Knebworth, na Inglaterra. Em dezembro do ano seguinte, com a morte de Bonham, a banda saiu de cena. Mas, como os Beatles, Led Zeppelin tem a magia da eternidade, como outros gigantes da arte.

O gozado dessa história é que, por exemplo, Robert Plant gravou vários discos sem o Zep, e, vamos ser francos, não aconteceu. Composições fracas, discos ruins. O mesmo aconteceu com o grande branco de alma negra Jimmy Page, a meu ver o segundo melhor guitarrista de todos os tempos (em primeiro permanece o imbatível Jimi Hendrix), cujos discos-solo também não decolaram e, francamente falando mais uma vez, estiveram muito distantes do que esperamos dele. John Paul Jones, idem. Não aconteceu. Mas quando Page e Plant gravaram “No Quarter”, CD/DVD dos anos 90, foi uma bomba. Sensacional, absolutamente mágico. O DVD com cenas no Marrocos, Page e Plant cantando e tocando no meio da rua, é demolidor.

Sabemos que Lennon, McCartney, Ringo e George não conseguiram gravar discos-solo que chegassem aos pés de qualquer um dos Beatles. Eu sei, muitos leitores vão gritar, mas opinião não é palavrão. No caso do Zeppelin a magia é mais impressionante porque a biografia da banda mostra que Page & Plant são a mistura ideal, o caldeirão onde as porções de genialidade são misturadas. É evidente que a potência devastadora de John Bonham na bateria e o baixo fraseado de John Paul Jones brilham até hoje a bordo do Led Zeppelin.


Outro fenômeno: nunca, em nenhum momento, milhões de fãs (nos quais me incluo) cansam de ouvir qualquer disco do Zeppelin. Do primeiro ao último. Fãs que sequer eram nascido quando a banda acabou. O que será isso? Existe uma explicação? Enquanto pensamos e soltamos balões cheios de interrogações, assistimos ao rápido revival do Zeppelin em 2008. Se reuniram para um único show com Jason Bonham (filho de John) na bateria.

Assista ao Zeppelin no começo: