sexta-feira, 12 de julho de 2013

Lenda? O dia em que Tim Maia peitou Castor de Andrade, mas acabou enfiando o rabo entre as pernas


Texto restaurado e reeditado

É fato ou boato? Lembro que essa história (ou estória?) saiu publicada na revista “Status”, nos anos 80. Uma das netas do lendário bicheiro e dono do Bangu Atlético Clube, Castor de Andrade, fez 15 anos e pediu de presente ao avô um show de Tim Maia. Isso mesmo. A garota era louca pelo Tim e vê-lo em sua festança de 15 anos seria a materialização de um sonho de anos, anos, anos.

Castor mandou seus assessores procurarem o empresário do Tim. Localizaram, se reuniram, Castor pagou metade do que foi combinado (a outra metade ficou para o final do show) e ficou tudo certo. O avô, orgulhoso, disse a neta que ela teria o desejado presente: Tim Maia cantando em seu 15º aniversário.

No dia da festa, Bangu acordou cedo. O bairro que se orgulha do slogan “40 graus à sombra” estava no maior alvoroço. As 5 da tarde, Castor despachou seus dois assessores, de terno completo preto, para fazerem plantão na porta da casa de Tim Maia e, mais tarde, levá-lo de carro até o local do show. Aí, há uma polêmica. Muitos dizem que o show foi no Cassino Bangu (onde acontecia nos anos 80/90 o célebre concurso Miss Shortinho), mas há quem diga que foi no Scalla.

Os dois assessores de Castor chegaram a casa de Tim Maia e o “síndico”, com aquele jeitão dele, foi logo explicando: “Olha rapaziada, não vai dar pra ir não. Meu cachorro está doente, ele não vive sem mim”. E os assessores, “seu Tim, nós viemos aqui buscar o senhor por ordem do Doutor Castor de Andrade”. E o Tim “para com isso, não existe hipótese de eu cantar com meu cachorro assim, doente, deitado, não dá não”.

Depois de uns 40 minutos de conversa, um dos assessores de Castor puxou uma pistola, encostou na cabeça do cachorro e deu um único tiro. Olhou pro Tim e disse: “Cachorro está resolvido. Vista a roupa e vamos pro show”. Tim, trêmulo, foi. E cantou, cantou, cantou como há muito tempo não se ouvia. No final foi cumprimentado pelo Doutor Castor de Andrade em pessoa e, só o Tim, chorou no ombro do “rei do bicho”.


Essa história (real?) está perdida no folclore da moderna música brasileira, à disposição dos pesquisadores.