quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Mais de 40 anos depois do fim, The Beatles ainda surpreende








Clinton Heylin é um jornalista e pesquisador inglês que o Irish Independent definiu como “o maior biógrafo do mundo do Rock”. Sobre os Beatles li quase dez livros, muita porcaria, admito, no entanto,  no bolo, estão o clássico “A Vida dos Beatles” de Hunter Davies (a única biografia autorizada da banda), o sensacional “Many Years From Now”, magistral tijolaço de 720 páginas escrito por um grande amigo de Paul McCartney, Barry Miles e “Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band – um ano na vida dos Beatles e amigos”, de Clinton Heylin. Estou relendo este.

A releitura está sendo crucial (no momento em que articulo minha própria obra com micro-biografias críticas e comentadas de pessoas do Rock) porque revela fatos que, sinceramente, passei por cima naquela ansiedade da primeira leitura.

Pois está lá na página 109: “Quando ele (Macca) apareceu no dia 1º.de fevereiro (de 1967) com uma canção-título para o álbum, “Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band”, George Harrison ficou aliviado, achando que enfim tinha um papel a desempenhar com a robusta guitarra solo prevista na composição.

“No entanto, depois de sete horas tentando gravar o solo de Harrison, McCartney decidiu que ele mesmo tocaria essa parte e, sem se preocupar com uma eventual recriminação, foi adiante e gravou o seu próprio riff”.”

Essa informação foi confirmada pelo próprio Paul em 2004. Ou seja, a fantástica guitarra que abre o álbum que dividiu a história do Rock (ouça lá embaixo), que todos julgávamos ser de George Harrison, é de Paul McCartney, que a partir de Sgt. Peppers (ele admite no livro) passou a assumir o controle da banda.

Por que? Porque Lennon, já envolvido com Yoko Ono não estava apenas de saco cheio de ser um beatle. Acima de tudo ele não estava conseguindo compor músicas de qualidade. Ringo Starr já estava alheio e ainda bate pé afirmando que a bateria de “A Day in The Life”, é dele sim. E George Harrison continuava expondo publicamente o que chamava de rejeição de Lennon & McCartney as suas músicas.

Fato é que, em praticamente todas as biografias, Lennon e Harrison dizem que só fizeram lixo nos Beatles. Atacaram o tempo todo numa inútil tentativa de defesa. Ringo? Era só fastio enquanto que Paul, até o último segundo da existência dos Beatles, lutou pela banda, acreditou na banda e se tornou a banda.


Isso é fato!