sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Os 70 anos de Roger Waters, o cronicamente inquieto co-fundador do Pink Floyd

Em abril de 2008 fui entrevistar Roger Waters no Teatro Amazonas, em Manaus. Uma entrevista super negociada. Tive que mandar meu currículo para que os ingleses que assessoram o pai do Pink Floyd tivessem certeza de que a entrevista estaria resumida, apenas, a ópera (magistral) “Ça Ira!”, clássica, erudita, que Waters compôs sobre a revolução francesa, e que ainda corre o mundo.

Meu currículo foi aprovado. A entrevista com Mark Knopfler, anos antes, pesou muito na decisão, já que, me disseram, o criador do Dire Straits elogiou quando leram para ele. Meu encontro com Waters foi formal. Ele estava de camiseta preta, calça jeans preta, tênis branco, meio que traje oficial. 

Segui o que prometi: só falei de “Ça Ira!”. Depois que fez psicanálise, Roger Waters domou seus dragões interiores e tornou-se um gentlement, de fala mansa, e absolutamente apaixonado pelo seu trabalho.

E sua paixão atual, tenha certeza disso, é “Ça Ira!”, ópera que foi aclamada no mundo todo, inclusive em São Paulo, meses atrás, onde o pai da criança, Waters, apareceu de surpresa e ficou assistindo lá de cima, discretamente.

Hoje, 6 de setembro, esse gênio da cultura mundial completa 70 anos de idade no auge do vigor físico, psicológico, existencial, criativo. E mesmo que ele insista em desmentir, todo mundo sabe que no ano que vem, 2014, ele vai lançar o seu primeiro álbum-solo após anos e mais anos de afastamento. Com certeza, vai ser mais um discaço, provavelmente hermético, revolucionário, inquisidor, como tudo o que este grande músico, que ao lado de Syd Barrett fundou o Pink Fliy em 1966, faz e vai continuar fazendo.

Parabéns George Roger Waters. O mundo sensível e inteligente agradece por você ter nascido.

Assista:

                                 

Pink Floyd - Live at Pompeii - Directors Cut

Live at Pompeii foi originalmente lançado em setembro de 1972, uma versão editada em 1974, com gravações em estúdio de Dark Side of the Moon.

Relançado em 2003 como nova versão do diretor Adrian Maben, com cenas adicionais e cenas espaciais da Nasa.
Montagem do Diretor de 2003:

1. "Echoes, Part 1" / "On the Run" (Footage Studio) (sem créditos) (a partir de Meddle / The Dark Side of the Moon, 1971/1973)

2. "Careful With That Axe, Eugene" (B-side de "Aponte-me ao Céu" single de 1968)

3. "A Saucerful of Secrets" (de A Saucerful of Secrets, 1968)

4. "Us and Them" (Footage Studio) (de The Dark Side of the Moon, 1973)

5. "Um dia desses eu vou cortar você em pedaços" (de Meddle, de 1971, 
também conhecida como "One of These Days")

6. "Mademoiselle Nobs" (de Meddle, de 1971, anteriormente conhecido como "Seamus")

7. "Brain Damage" (Footage Studio) (de The Dark Side of the Moon, 1973)

8. "Definir os controles para o coração do Sol" (de A Saucerful of Secrets, 1968) 9. "Echoes, Part 2" (a partir de Meddle, 1971)

Direção: Adrian Maben

Produzido por: Steve O'Rourke

Michele Arnaud

Reiner Moritz

Estrelando: Pink Floyd

Música: Pink Floyd

Fotografia:
Willy Kurant

Gabor Pogany
Edição: José Pinheiro