domingo, 29 de dezembro de 2013

Barbárie no octógono, nova versão da horda que ia ao Coliseu torcer para leão comer cristão

                           
                                                      
Leio que o lutador Anderson Silva quebrou a perna durante a luta contra o outro imbecil, Chris Weidman. Isso sem falar do sangue que jorrou, da histeria da torcida clamando por morte, exatamente como a horda que ia ao coliseu romano ver leão comer cristão, dois mil anos atrás.

Anderson Silva é um bilionário, assim como todos os campeões dessa boçal modalidade chamada MMA, ou UFC (não vou perder meu tempo pesquisando prováveis diferenças entre as duas modalidades), e ganha a vida dando e arrancando sangue nos octógonos da vida, uma rinha de luxo sustentada pela dinheirama das redes de TV, da indústria do álcool, do jogo e também da publicidade “limpa” de uma maneira geral.

Torço para que esses bípedes continuem se destruindo à vontade porque sou contra qualquer tipo de censura. O que me incomoda, e muito, é a divulgação maciça dessa barbárie pelos meios de comunicação, especialmente no Brasil, país falso-moralista que proíbe, por exemplo, briga de galos. Ora, podemos pegar o galo, matar o galo, por na panela e comer, mas não podemos assistir os galos imitarem Anderson Silva. Por que?

O ser humano não está tão distante dos primatas assim. Eu diria que nosso antepassado mais direto, o macaco, mora no octógono da esquina, como vemos na foto que ilustra essa coluna. Afinal, a massa (pelo que observo) fica histérica e goza quando lutadores arrancam vísceras nos octógonos do mundo. Esquisita a espécie humana. Por um lado torce para que todas as doenças tenham cura e, por outro, alimenta a morte apostando em MMA/UFC, roleta russa (aquela do revólver na cabeça com uma bala só) e na Coréia do Norte paga ingresso para assistir a fuzilamento de condenados.

As crianças não entendem nada, e na falta de explicação, vendo seus pais urrarem de alegria vendo na TV homens matando homens num ringue de luxo acabam, as crianças, achando que isso é normal e tocam a vida. Torta. Fazer o que?