sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Niterói virou uma gigantesca cracolândia

                           
                                                      

Campo de S. Bento, Icaraí. Foto do leitor Alex Joopert: O Globo

Molambada geral. Minha cidade, Niterói, hoje transformada em cidade escarrada para a periferia da periferia do Rio, como se não bastasse a sujeira, os assaltos 24 horas, a barbárie na praia de Icaraí onde a prefeitura insiste em fazer Reveillon para as sub-cidades do entorno, assiste agora, todas, literalmente TODAS as praças estão ocupadas por vagabundos, pivetes, assaltantes, todos viciados em crack.

Perguntei a Polícia Militar o que ela pretende fazer e a resposta foi curta, ridícula, a la Poncio Pilatos: “crack é problema da prefeitura.” O oficial que conversou comigo disse ainda, em off, que “o abandono das praças e similares em Niterói ajudam a esconder e abrigar os marginais”.

Proporcionalmente, Niterói ostenta um dos mais caros IPTUs do Brasil, o que deveria fazer a prefeitura tratar a população a pão de mel. No entanto, o que se vê no Jardim São João, Praça da República, Campo de São Bento é um tapa na cara dos cidadãos. Tudo largado, mato crescendo, marginais assaltando.

Com relação ao Reveillon na praia de Icaraí, que é sim uma barbárie, todo ano é a mesma coisa. Para quem não sabe, o IPTU na praia de Icaraí é um dos mais caros da América Latina e é justamente para lá que a prefeitura “convida” a lambança, a molambalização de Niterói que vive na periferia da cidade para levar seus trailers que vendem cachaça e similares, mais cachorro quente de origem duvidosa (ah, você pergunta por Vigilância Sanitária? 
Desculpe mas hahahaha, só rindo) e muita briga, facada e estupro na areia da praia.

Essa laia tem que torcer, e muito, para que eu jamais seja prefeito de Niterói porque meu decreto número um seria acabar com toda e qualquer interrupção no trânsito (e na paz) da Praia de Icaraí, seja para Reveillon, bloco das piranhas, procissões, parada gay, shows, enfim, tudo. Aí você pergunta “mas onde seria feita a tradicional queima de fogos do dia 31 de dezembro?”. Elementar, meu caro, no Caminho Niemeyer, espaço subutilizado que, ao fundo, tem uma bela vista do Rio.


Niterói está entregue a marginália ampla, geral e irrestrita, a vagabundos que tomam banho nas esquinas usando latas d´água, enfim, a cidade virou esgoto social. Fazer o que? Sei lá. Fugir daqui começa a se tornar uma ideia mais do que concreta.