sábado, 28 de dezembro de 2013

Surfando no resto do passado de 2014

                           
                                                      
Ouvindo um disco de 1973, escrevo neste restinho do passado de 2014, futuro de 2012, vulgo hoje. Para muitos, especialmente os existencialistas, o hoje é o que importa já que o ontem já foi e o amanhã é uma possibilidade.

No entanto, sentado aqui na antesala de 2014, observo tudo o que plantamos neste ano que está indo, literalmente, para o espaço. Muita coisa. 2014 será a hora da abençoada e merecida colheita, ao som de Neil Young (Harvest Moon, lua da colheita, veja aqui).

Entre colegas, conhecidos e amigos, fiz uma enquete informal e a maioria gostou de 2013, cada qual com seus motivos. Espero que para o leitor, o ano dito velho tenha sido generoso, bacana, honesto e que 2014 venha com força mostrando a tal colheita (fui dormir com esta palavra na cabeça) que vai, sim, acontecer. Por que não?

Leio sobre o planeta e, bom isso, parece que vivemos uma daquelas fases de trégua entre os mortais. Não há nenhuma grande guerra internacional, nem epidemia, a fome continua injusta e no seus devidos lugares e noto o amadurecimento e humanização das relações dos Estados Unidos com o chamado Terceiro Mundo. Graças a um homem chamado Barack Obama, que cumprimentou Raul Castro (presidente de Cuba, irmão de Fidel) no velório de Nelson Mandela, e telefonou para o presidente do Irã informando que descongelou bilhões de dólares para o país. O Irâ concordou em acabar com o seu arsenal nuclear. Que diferença para aqueles símios da família Bush!

Essa não é uma mensagem de ano novo, apesar do jeitão. Ainda tenho muito a falar de 2013, um ano que jogou na mesa (pode ser impressão minha) muita maturidade dos líderes mundiais. Quanto ao Brasil, segue o caminho que a população desejou e não há nada a fazer contra a opinião popular. Mas o Brasil é tema para outro artigo. Específico, especial, brasileiro com muito orgulho.