quarta-feira, 31 de julho de 2013

Calendário

Texto restaurado e reeditado
Tempos atrás, li uma crônica do colega Joaquim Ferreira dos Santos falando das mudanças do inverno e da complicação que elas, segundo ele, estão levando para os cronistas atuais. Digo, bons cronistas atuais que, por sinal, são poucos. O que lemos muito é baixa ajuda e similares, o que não vem ao caso. Há quem goste de tomar sorvete assistindo o Dr. Drauzio Varella no Fantástico dizendo que sorvete dá sapinho e que carambola, como o carcará, pega, mata e come.

A minha questão aqui na Coluna do LAM também tem a ver com o calendário. Meu amigo Alvaro Luiz Fernandes avisou, logo que a Coluna inaugurou, que ao escrever todos os dias eu estava pesando a mão. A alegação dele é que as pessoas não tem tempo para ler tudo o que aparece. Tem razão.

Por isso, optei por postar de segunda a domingo, direto. Domingo ainda não engoli, mas as estatísticas da empresa que hospedava a Coluna estatística insistia em informar que há bastante leitores domingo.

Mas vamos lá. A média de cliques entre quinta-feira e domingo é de 2.300, contra 5.500 em fins de semana comuns. Isso perto de um feriadão.
Calendário é assim mesmo. Julio Cesar meteu 31 dias. Depois, Augustus, injuriado, empurrou 31 também e fevereiro que não tem pistolão ficou com 28. Maior surubium, diria Marco Antonio que, e apaixonado por Cleópatra perdeu 420 navios e o trono em Roma. Coisas da vida, cantaria Roberto Carlos dois mil anos depois.

Bom, isso tudo pra saber de vocês: tá bom assim? Todos os dias?






terça-feira, 30 de julho de 2013

Perdi um grande amigo: Dr. Edgard Porto

Sim, um grande e admirável amigo nos deixou. Dr. Edgard Porto morreu domingo, 70 e poucos anos, em casa, depois de guerrear bravamente contra um câncer.

Não tenho palavras para descrever a grandeza humilde desse gigante gentil, de um metro e 90 de altura, que se orgulhava de ser médico psiquiatra. Por isso, só andava vestido de branco. Em qualquer lugar. Vocês devem estar estranhando o fato de eu chamar um amigo de doutor, mas há 30 anos, desde que o conheci, o tratamento é “você, doutor”. Por que? Porque eu o admirava como pessoa e como médico.

Um médico que desconhecia fronteiras, numa área dificílima que é o universo das emoções e distúrbios afetivos do ser humano. Dr. Edgard Porto não os temia, mas os respeitava. Ele me disse uma vez “meu caro, os distúrbios psiquiátricos são como o mar. Não devemos temê-lo, mas respeitar, sempre”.

Era apaixonado pela vida, por sua esposa dona Ana, pelos filhos, netos. Suas deliciosas crônicas dominicais na revista do Flu, do jornal O Fluminense, mostravam essa faceta. Amava profundamente Niterói, em especial o bairro que morava, São Francisco.

Na foto que ilustra esse texto, o trecho exato da praia de São Francisco onde ele me contou que, ainda pós-adolescente, passava a noite com os amigos olhando as estrelas. Dr. Edgard também amava o Gragoatá, a Gruta de Capri, que fica ao lado do prédio onde mantinha seu consultório, bons livros, música, os anos 70 no Teatro Municipal do Rio e, é claro, o de Niterói que visitou comigo enquanto Claudio Valério Teixeira (também amigo dele) restaurava nos anos 1990.

Acabei de saber, três horas atrás, que ele atendia de graça pessoas carentes de uma comunidade em São Francisco. Provavelmente um segredo dele, que minhas emoções deixam escapar. Um grande homem, um irmão, um amigo, enfim uma história ambulante de fatos, sons, ventos, peixes, medicina, hospitais, gente.


Obrigado Dr. Edgard Porto! Obrigado, querido amigo Dr. Edgard Porto! Niterói o abraça, afetuosamente. O mundo também. Viaje em paz, meu amigo.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Adeus, política formal!

Anuncio publicamente que abandonei a política partidária formal. Há três anos, comuniquei a meu saudoso amigo João Sampaio, cujos dois anos de morte serão lembrados no dia 13 de agosto, que estava saindo da militância partidária.

João, um irmão, um líder, um orientador a quem devo muito, me disse “siga em frente, vá na onda da sua intuição”. Fui. Fui, sim. Para mim a militância formal perdeu muito mais o sentido quando meu amigo João Sampaio partiu. 

Além disso, estava me atrapalhando no plano pessoal.
Comecei a militar formalmente em 1978, mas informalmente transpiro política desde o dia em que nasci. E vou continuar transpirando. Vivi grandes momentos como militante formal, conheci pessoas maravilhosas como, por exemplo, Darcy Ribeiro e com o passar do tempo, das brigas naturais, dos bate-bocas quentes, viscerais, que muitas vezes quase acabaram em pancadaria minha paixão pela política foi ganhado mais espaço. Mas, a militância partidária não fazia mais sentido.

Agora, eu me sinto livre como um falcão voando alto, podendo sentar com qualquer um num bar, num catamarã, num ônibus, num avião , sem me preocupar se é do partido A, B ou C. Mais: a libertação sempre citada por Darcy Ribeiro (ouça o João do Corujão falando disso em www.tvatlantica.com/cafeparis) é maior do que os partidos, do que as formalidades, as cerimônias.


Valeu! Fiz amigos na política partidária formal. Mantenho esses amigos a quem comuniquei minha decisão. Adeus, política formal! Bem-vindo, sempre, Brasil!

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Solidão

Texto restaurado e remixado.


Não adianta fugir, correr, pular cercas. Ela é o maior desafio existencial da espécie humana. Solidão. Por mais que saibamos se tratar da condição humana básica e que em muitos casos se apresenta como um agudo sentimento passageiro, a solidão é impiedosa. Machuca, fere, marca. Musa de milhares de canções, filmes, poemas, livros. Há tempos, Alceu Valença compôs este clássico sobre a solidão:
Flagelo dos que não suportam conviver com suas ebulições interiores, ignorando a regra, provada e comprovada, de que o homem é o mais solitário dos mamíferos. Por mais solidário que às vezes demonstre parecer.
A solidão exige muita resistência, criatividade, autocompreensão. Os que se tornam reféns deste deserto que ora se apresenta como fato consumado, ora como circunstância de momento, cai nos braços da culpa, que é bem pior. É fato que todos os seres humanos eventualmente estejam nas garras da solidão.
Transformá-la em criação é o desafio. Desafio possível.
O solitário latino, por inúmeras razões socioculturais, parece padecer mais. Ninguém sabe ao certo porque a solidão, apesar de voraz, é imprecisa. Muito imprecisa. E nos pega sem dia e hora desmarcados. Pega, mas não leva.

Um papo sobre meu romance "5 e 15"

No blog www.5e15lam.blogspot.com estou publicando a nova versão de meu primeiro romance, "5 e 15". A ideia é do amigo e editor Luiz Augusto Erthal, da Nitpress.

Compartilhar com os leitores (e co-autores) o texto que estou reescrevendo, fazendo uma versão definitiva deste livro. Dos 22 capítulos que reescrevo, publicarei 18 no blog. Um capítulo a cada terça-feira. Depois, o livro ganhará uma nova edição em papel.

Por isso, convido: acesse, leia, opine, compartilhe: www.5e15lam.blogspot.com .

Aqui, uma entrevista que concedi ao portal Whiplash em 2006, quando lancei a primeira edição.


– Por que o livro se chama 5 e 15?

Luiz Antonio Mello – Quando assisti ao filme “Cidade dos Anjos” e vi a personagem da Meg Ryan fazendo cirurgias ao som de Jimi Hendrix, percebi que só os reacionários acham que Rock, Blues, música atonal são “coisas de maluco”. Há alguns anos fiz uma pequena cirurgia e o anestesista perguntou se podia ligar um som no centro cirúrgico e pôs Pink Floyd. A Ciência melhora quando ouve, lê, assiste ou que quer. 5 e 15 é uma referência/homenagem à ópera rock “Quadrophenia” do The Who e uma de suas músicas se chama “5 e 15”. Mais, 5 e 15 é momento de Alvorada e momento de crepúsculo. Hora do rush. Além do que, por razões que Crimson deixa óbvias, o número 15 tem uma importância crucial para ele.

– Por que você chama de “Ficção Atonal Beta” na capa do livro?

LAM - Como o romance eventualmente esbarra em pessoas verídicas, usei a expressão ficção atonal porque a música atonal, ou seja, sem tom, livre, permite devaneios fora da partitura; quanto a Beta é um jargão da Informática que representa programas, sistemas que ainda estão em fase experimental. Como é meu primeiro romance, achei que seria muita prepotência não chamá-lo de Beta.

– É um livro de Rock?

LAM – Não. O Rock está presente na vida do Crimson como trilha sonora e objeto de reflexão. Quadrophenia significa também um tipo de esquizofrenia. Está bem explicado na orelha do livro. Acho normal que muita gente pergunte se o livro é de Rock, pois a minha história orgulhosamente está muito vinculada a essa manifestação cultural. Mas 5 e 15 é uma constatação de que a Ciência pode derrubar o império do narcotráfico, como também ditaduras de Estado, ditaduras caseiras (o personagem Otacílio mostra bem isso), enfim, eu acho que a Ciência é um dos braços mais poderosos de Deus.

- Você é jornalista, cronista. Como se sentiu escrevendo um romance?

LAM – Comecei a rabiscar 5 e 15 em 1998. Mas parei. Não me sentia com capacidade suficiente para me embrenhar no maior desafio da Literatura que é o romance. Ia deletar as 70 páginas iniciais, mas antes entrei em um grupo de discussão literária na Internet e mandei esses “rabiscos” para desconhecidos opinarem. Gente que tem muita intimidade com livros e por não me conhecerem não teriam constrangimento em falar o que pensam. Eles deram OK. Ainda assim parei de novo várias vezes. Amigos me incentivaram a finalizar. E em 2004 com o monitoramento da jornalista Raquel Medeiros, concluí a primeira versão. Mexi mais de trinta vezes e estaria mexendo até hoje.

– 5 e 15 é o primeiro de uma série?

LAM - Comecei trabalhar em Jornalismo aos 16 anos. Aos 18, fui repórter de uma rádio popular e passava os dias em favelas, tiroteios, uma experiência crucial na minha formação profissional. Mas eu sempre digo que se não fosse Ana Maria Machado não sei se teria prosseguido em Jornalismo. Saí dessa rádio popular e fui trabalhar na rádio JB AM. E ela, Ana Maria, fazia pessoalmente a entrevista de seleção para a vaga. Olhou meu micro currículo e disparou uma única pergunta: que livros você leu? Passei.
5 e 15 traz vivências minhas a bordo do Jornalismo com J maiúsculo que exerci na rádio e Jornal do Brasil naqueles duros tempos de ditadura. Esse tipo de Jornalismo mostrou que nada é possível sem esperança. Provou que ou você acaba com o baixo astral ou o baixo astral acaba com você. Logo, farei outros romances. Sempre em nome da perseverança e otimismo. Sem pieguices. Não me convidem para pagode de hiena.
 

5 e 15 é esperança e os outros que virão também. Detesto vitimologia.

Press Release

5 e 15 é uma condição atual. Luiz Antonio Mello conta com a mão pesada de Crimson, personagem nascido a fórcepes e que tem DNA semelhante ao de Jack Kerouac, Willian Burroughs e Alen Grinsberg.

Como o lobo que tanto sabe viver só como em bando, Crimson corre atrás de um ideal humanitário para sua “alcatéia”: a cura para os males de uma sociedade atormentada pelas angústias do país e que ninguém até hoje sabe “que é esse”. Que percorre todos os continentes e ninguém sabe até hoje “que é deles” e principalmente, que como uma escavadeira sem dó nem piedade, naufraga no território interior de cada um de nós.

Crimson busca obsessivamente a fórmula que extirpe uma guerra química que corrói veias e detona cabeças de corpos em fuga patológica de moléstias como corrupção e falta de ética.
Inspirado no título de uma das músicas de Pete Townshend (mentor intelectual do autor) na ópera rock “Quadrophenia” (1973), 5 e 15 tem vilões que como os britanicamente pontuais relógios das estações de trem, tentam jogar o mundo no fundo da lama com hora marcada. Mas Crimson luta. Utiliza miligramas líquidos, sólidos e gasosos e nos convida a conhecer desvios. Desvios necessários para chegar à fórmula libertadora. A fórmula quimicamente perfeita dos libertários e prisioneiros de sua própria indolência existencial.
Crimson não conhece a desistência. Só a resistência.

Ao acabar de ler 5 e 15 olhe para o céu. Lá está o relógio da verdade de cada um de nós. O que Carl Gustav Jung já chamou de individuação. Os ponteiros de relógios de muitas vidas que se foram e de outras salvas por “homens-Crimson”. Um relógio que tem uma máquina mais precisa que as suíças e que é eternamente grata aos que não desistem de seus sonhos. Aos que enterram suas memórias ruins, não olham para trás e que acima de tudo, refletem a luz dos que não tem medo de andar na contramão. Na pista ao lado, os imbecis com seus relógios marcam um tempo que aprisiona e mata. Essa não é a estrada de Crimson e se você escolheu esse livro não é a sua também. Eu tenho a honra e o prazer de apresentar a você, Crimson e sua saga. Dose única e vital.

terça-feira, 23 de julho de 2013

A chuva, o frio, a cidade

Texto restaurado e reeditado

Chuva. Que saudade de você. Quando amanheceu o dia senti suas gotas roçarem em minha janela, a brisa fria, a temperatura despencando de 30 para 20 graus. Chuva. Saí para ir até a padaria na esquina e vi um passarinho bebendo água numa pequena poça d´água. Como me faz bem este cenário. Chuva, quase frio, calma que parece reinar na cidade. Como um filme de Cacá Diegues em câmera lenta.

Minha relação com o verão anda meio caótica nos últimos anos. Muito em função do excesso de carros, das praias superlotadas, da euforia coletiva, de uma certa baderna generalizada e, é lógico, o calor quase hediondo. Mas, verão é verão e estamos no inverno, que começou timidamente, como uma espécie de veranico com suas labaredas.

Passei da padaria e decidi fazer uma caminhada pelo bairro, apesar de não gostar muito de andar de guarda chuva. A cidade parecia estar deitada numa cama de espuma, repousando. Carros, ônibus, ciclistas, pessoas nas calçadas, os bares relativamente vazios com uma meia dúzia bebendo cerveja assistindo a algum replay de jogo de futebol na TV. Calma. É isso que o inverno me passa. Calma. Calma e beleza porque a luz dos dias de sol é belíssima e se eu fosse pintor iria colocar o cavalete na rua todos os dias.


Por falar em hoje, essa coluna agradece muitíssimo e sempre a presença de vocês que fizeram o volume de acessos chegar perto dos 90 mil e em breve 100 mil. Que bom!

QUEM MANIPULA A BANDIDAGEM MASCARADA INFILTRADA NAS MANIFESTAÇÕES DEMOCRÁTICAS? FOTOS DE ONTEM:







segunda-feira, 22 de julho de 2013

Nas mãos de Deus - dedicado ao grande Michael Hedges (1953-1997) , Téo Elias e Josué Rodrigues


Texto restaurado e reximado
Tempos atrás, estava andando por uma calçada não muito perto de casa quando, na minha frente, a poucos metros, uma mulher pisou em falso e caiu. Ela estava de mão dada com uma criança de, no máximo, quatro anos.
As pessoas que estavam por perto, quase que em coro, gritaram “meu Deus!”. Corremos para ajudar. A criança chorou um pouco, um pequeno arranhão no cotovelo, nada demais. A mãe estava muito nervosa. Muito. Achava que a filha poderia ter se machucado, que o temperamento da menina era fechado.
Nada aconteceu. A pequena multidão se desfez. O marido da mulher chegou e a levou para dentro de uma farmácia. Antes, agradeceu a todos nós pela ajuda. E de novo, praticamente em coro, ouvi “vá com Deus”.

O Senhor está em minha vida até nos atos-reflexos. Sei que muitos, mas muitos leitores desta coluna não acreditam em Deus e não quero, de forma alguma, que pensem que estou tentando forçar uma barra. É que me deu vontade de escrever. Só isso.

Minha fé em Deus é radicalmente inabalável por razões concretas que vivencio, vivenciei e vou vivenciar. O caso do tombo na calçada que abriu esse texto, que poderia ter tido conseqüências graves (foi uma queda muito feia) e outros tombos bem mais profundos que muitos levam/levaram ao longo da vida, muitas vezes geram a “senha” “meu Deus!”. No meu caso, há muitos anos (podem por aí umas décadas) fui levado por um grande amigo, Roberto Marra, a conhecer uma pessoa que está entre as mais maravilhosas, generosas, sensíveis, éticas que conheço: meu amigo Téo Elias, que é pastor da seríssima, eticamente inquestionável, Igreja Betânia.

Quem leu meu livro “A Onda Maldita – como nasceu e quem assassinou a Fluminense FM”*, visitou o abismo em que caí em 1985. Não tive o menor constrangimento em contar tudo, expor em via pública porque quis compartilhar com os leitores. Pois, neste ano de 1985, conheci o Téo e mais tarde o Josué Rodrigues, atual reverendo e também meu amigo. Como a Betânia está longe de ser uma instituição de fanáticos lá conheci outras faces de Deus. Aprendi que a fé é uma questão pessoal, totalmente pessoal.

Deus é uma energia cotidiana em mim e habita meus atos, fatos, emoções, decisões. Há uns anos assisti a um filme de surf chamado “Nas mãos de Deus” e é aquilo mesmo. Na adolescência peguei muita onda de peito, com pranchas pequenas de madeira (hoje o esporte é conhecido com bodyboard), mas depois fui tragado por minha onda predileta que é a Comunicação. O filme é sobre ondas gigantes e o título mais do que apropriado. Surfistas, como astronautas, paraquedistas e outros que vivem no limite de fato estão nas mãos de Deus. Como nós. Todos nós.

Estou para escrever esse texto desde a tragédia na serra, a chuva que arrasou parte de Teresópolis, Friburgo e Petrópolis. Achei melhor deixar para depois. Foi quando veio o episódio do Japão, enfim, o mundo não para. De novo, ouvi, li, assisti a expressão “meu Deus!” voltar com toda a força.


* Livro disponível nas livrarias Gutenberg (Icarai e São Gonçalo) rede Nobel e Travessa (São Gonçalo e Rio) ou pelo site  http://nitpress.webstorelw.com.br/products/a-onda-maldita

Veja: 

                         

sábado, 20 de julho de 2013

Eu não conheço o Babalu!

Texto restaurado e remixado
Não conheço nenhum Babalu, apesar de um colega, que encontrei no catamarã, ter insistido em me mandar um “abraço do Babalu”. Sabe aquele sono eventual que bate depois do almoço, você entra num catamarã social vazio e fica ao sabor da brisa? Foi o que planejei naquela tarde.

Corta! Encontrei o conhecido na chamada “fila do gado”, aquela que o povão forma para entrar na embarcação. Como ele não lê esse blog, posso afirmar do fundo do coração: o cara é chato pra cacete. Mas, fazer o que? Ele se aproximou, colou em mim e sentou a meu lado.

E tome a falar do tal Babalu que, segundo ele, é meu amigo de infância. Mentira porque passei minha infância (três a nove anos) em Angra dos Reis e, de lá, todos os meus amigos se espalharam pelo mundo. Mas eu não estava a fim de discutir, apesar de ser rigoroso com esse papo de “fulano é seu amigo”. 

Não é assim.  Muitas vezes já me perguntaram “você conhece Fulano?”, e respondi, com elegância, “não, conheço só de vista”. Dizer que conhecemos alguém nos transforma em avalistas do “conhecido”.

Não é o caso do sujeito que encontrei no catamarã que, de fato, sei quem é, mas saber quem é e conhecer são situações completamente diferentes. E quando o barco atracou no Rio, confesso que me deixei levar pela multidão e, propositalmente, me perdi do conhecido que me congestionou com uma overdose de palavras e frases soltas. Não agüentei ouvir tanta inutilidade pública e estava vendo a hora que ia pegar no sono no meio do monólogo dele.

Fui a uma reunião e, na saída, em frente ao Museu de Belas Artes, na Rio Branco, encontrei um leitor. Ele estava acompanhado da mulher, me apresentou. Achei engraçado porque não o conheço e nem ele a mim, apesar de minhas crônicas e contos, eventualmente, abrirem o buraco da fechadura. 

O leitor estava satisfeito, cheio de “Fulaninha, esse aqui é o Luiz Antonio...” e a esposa, também constrangida, disse “muito prazer” e tudo ia muito bem até ele me perguntar para onde eu ia. Temendo que ele fosse para Niterói, sapequei um “vou até o Rio Comprido resolver uns assuntos”, quando ele rebateu “pois nós estamos indo para o Leme”.


Encerrado o encontro, quando inclusive me chamou de “amigão”, fui embora pensando. Pensando nessa profissão maluca que fabrica conhecidos pelo mundo e até amigos próximos sem que saibamos o que está acontecendo. 

Querem saber? No fundo, acho isso tudo sensacional.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A polícia sabe quem são os bandidos dos arrastões infiltrados nas manifestações. Quando quer a polícia acha e prende






O governador do Rio singrou pelos mares da paranoia universal ao dizer, textualmente, que a bandidagem que faz arrastões, taca fogo, destrói lojas, patrimônio público, são um braço de movimentos internacionais, acionados pela internet.

O governador do Rio pode ser tudo, menos burro. Assistindo ao vivo pela TV (brilhante o trabalho dos colegas da Globonews), quarta a noite, testemunhei a barbárie, a canalhice, a bandidagem das mais chulas de meliantes invadindo lojas, roubando roupas, destruindo lixeiras, orelhões, fazendo barricadas de fogo em plena Ataulfo de Paiva, coração do Leblon. Todos os marginais estavam com os rostos vendados para não serem reconhecidos.

Logo, intelectualóides começaram a cacarejar sua anemia conceitual, dando a esse bando de safados um status mais refinado. Ouvi gente dizer que “foi um movimento orquestrado, ensaiado, a serviço de alguém”, diziam alguns “óides” de plantão. Ora, meus senhores, se a polícia prendesse 30 desses marginais, interrogasse, processasse e enquadrasse, todo o resto logo estaria na lista. E tudo estaria resolvido em menos de três dias.

Mas, o governador do Rio optou por viajar alto, dando a essa bandidagem um status de terroristas internacionais. Ora, governador, o que é isso? Onde é que nós estamos, no Paquistão? Em Cabul, Afeganistão? Em Israel? Ora, governador, nos poupe. A sua polícia, com certeza, em menos de 48 horas colocaria todos aqueles baderneiros atrás das grades, para serem julgados, condenados e transferidos para as penitenciárias.

Alguém acredita que esse bando não passa de desordeiros desocupados? Li que há quem desconfie de dois políticos de linhas ideológicas opostas que poderiam estar por trás da baderna. Sim, pode ser. E a polícia, se quisesse, já poderia estar com nomes, telefones, CPFs e, sobretudo, números dos títulos de eleitor de todos esse moleques baderneiros que coagem, assustam, molestam a população. E que a polícia pode e deve prender, em nome da Democracia.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

A eternidade dos Beatles






Texto restaurado e reeditado

Comecei no Jornalismo em 1971. Tinha 16 anos, sabia que uma nuvem negra estava sobre a nação, mas só nas redações dos jornais entendi o que significava o peso de uma ditadura, e como todo foca jamais um chefe de reportagem me mandou cobrir calamidades políticas. Lugar de foca era na redação, telefonando, aprendendo e, no máximo, cobrindo um incêndio, um acidente, o cotidiano do mundo cão.

Chegava em casa, tomava um banho, estudava e depois ligava um pequeno toca discos Philips por onde desfilavam, basicamente, Beatles, The Who, The Troggs e Led Zeppelin. Desnecessariamente nessa ordem. Eu achava que os Beatles tinham acabado em 1970, mas só com o passar do tempo percebi que, ao invés de morrer, a banda ingressou no olimpo. Por sua honestidade musical, empenho existencial, ganhou a preciosa chave dos portais da eternidade onde está até hoje e, provavelmente, sempre.

Meses atrás peguei uma série de fotos num site que meu amigo Luiz Tibás, também beatlemaniaco como eu, me indicou. Uma sessão de fotos de Ian Mcmillan em Abbey Road que resultou na capa do antológico álbum com o mesmo nome que, em tese, fechou a tampa do conluio de Lennon, McCartney, Starr e Harrisson. Na verdade, com a sua morte formal os Beatles estavam apenas iniciando uma nova jornada, que prevalece e, pelo que percebo, está blindada contra o tempo.

Como a maioria dos garotos da segunda metade dos anos 60, com meus 11 anos de idade tive minhas bandas de Rock. Tocávamos covers de nossos heróis para plateias entorpecidas porque ninguém conhecia The Troggs, cujo clássico de 1966 eu pus lá embaixo para vocês ouvirem. Não ousávamos tocar The Who por incompetência musical (éramos amadores) mas arriscávamos mandar Beatles de vez em quando. A brincadeira acabou quando saiu “Revolver” (“Tomorrow Never Knows” descabelou nossos palhaços) e fomos degolados quando os quatro gênios lançaram “Sgt Pepper´s”. Não conseguimos tocar “aquilo”.

Vamos voar até 1990. De plantão em frente ao hotel onde Macca estava hospedado (ele fez o bombástico show no Maracanã) eu esperava de tudo. Eu não, nós porque havia um bando de jornalistas considerável. E lá pelas tantas um carro parou, vidros escuros e desceram Linda e Paul. Esperava de tudo, menos que ele se aproximasse um pouco de nós e, em voz alta, dissesse “essa cidade é linda”. Deu um até logo e entrou no hotel. Fiquei me beliscando. Eu vi Paul McCartney a menos de cinco metros de distância? Vi. Vi sim. E fiquei mudo. 

Se fosse a Rainha da Inglaterra teria enfiado o microfone do gravador na boca e arrancado uma declaração. Se fosse o presidente da república ou qualquer astro de qualquer dimensão cultural, eu teria avançado para entrevistar, mas Macca me congelou. Em segundos todo o meu passado de banda de garagem, mais namoros furtivos roçando em muros de chapisco ao som dos Beatles, mais a evolução, mais....mais tudo veio a minha cabeça. Nada fiz, mas eu vi Paul McCartney. Anos antes estive a dois metros de George Harrisson, no autódromo do Rio e Ringo também vi umas duas vezes. Lennon? Jamais. Paul, uma vez. Eterna vez. Eterna como os Beatles.


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Led Zeppelin: tento explicar o inexplicável

Texto restaurado e remixado

É impressionante. A edição do programa ‘CAFÉ PARIS”, que dirijo e ancoro com o amigo Luiz Erthal na TV O Flu (canal 12 da operadora SIM e também em www.tvatlantica.com) precisou cortar um vídeo do Led Zeppelin. Gritaria geral!!! Tanto que vou reprisar o vídeo em breve.

Toda a vez que posto um vídeo do Led Zeppelin no Facebook em seguida vem uma chuva de comentários. Não importa a época, seja 1969 na Dinamarca ou 1979 na Inglaterra, quando em agosto, após quatro anos foras dos palcos, Page, Plant Jones e Bonham explodiam o festival de Knebworth, na Inglaterra. Em dezembro do ano seguinte, com a morte de Bonham, a banda saiu de cena. Mas, como os Beatles, Led Zeppelin tem a magia da eternidade, como outros gigantes da arte.

O gozado dessa história é que, por exemplo, Robert Plant gravou vários discos sem o Zep, e, vamos ser francos, não aconteceu. Composições fracas, discos ruins. O mesmo aconteceu com o grande branco de alma negra Jimmy Page, a meu ver o segundo melhor guitarrista de todos os tempos (em primeiro permanece o imbatível Jimi Hendrix), cujos discos-solo também não decolaram e, francamente falando mais uma vez, estiveram muito distantes do que esperamos dele. John Paul Jones, idem. Não aconteceu. Mas quando Page e Plant gravaram “No Quarter”, CD/DVD dos anos 90, foi uma bomba. Sensacional, absolutamente mágico. O DVD com cenas no Marrocos, Page e Plant cantando e tocando no meio da rua, é demolidor.

Sabemos que Lennon, McCartney, Ringo e George não conseguiram gravar discos-solo que chegassem aos pés de qualquer um dos Beatles. Eu sei, muitos leitores vão gritar, mas opinião não é palavrão. No caso do Zeppelin a magia é mais impressionante porque a biografia da banda mostra que Page & Plant são a mistura ideal, o caldeirão onde as porções de genialidade são misturadas. É evidente que a potência devastadora de John Bonham na bateria e o baixo fraseado de John Paul Jones brilham até hoje a bordo do Led Zeppelin.


Outro fenômeno: nunca, em nenhum momento, milhões de fãs (nos quais me incluo) cansam de ouvir qualquer disco do Zeppelin. Do primeiro ao último. Fãs que sequer eram nascido quando a banda acabou. O que será isso? Existe uma explicação? Enquanto pensamos e soltamos balões cheios de interrogações, assistimos ao rápido revival do Zeppelin em 2008. Se reuniram para um único show com Jason Bonham (filho de John) na bateria.

Assista ao Zeppelin no começo:  


                                       

terça-feira, 16 de julho de 2013

Meu romance "5 e 15" está ganhando uma nova versão.


Leia 5e15 em www.5e15lam.blogspot.com

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Acompanhe a escrita de 5e15 em www.5e15lam.blogspot.com

Toda semana um gigacapítulo do novo 5e15 em www.5e15lam.blogspot.com

Conto com a sua leitura, o seu impactop, a sua opinião!

Seja co-autor do novo 5e15 acessando e opinando: www.5e15lam.blogspot.com 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Lenda? O dia em que Tim Maia peitou Castor de Andrade, mas acabou enfiando o rabo entre as pernas


Texto restaurado e reeditado

É fato ou boato? Lembro que essa história (ou estória?) saiu publicada na revista “Status”, nos anos 80. Uma das netas do lendário bicheiro e dono do Bangu Atlético Clube, Castor de Andrade, fez 15 anos e pediu de presente ao avô um show de Tim Maia. Isso mesmo. A garota era louca pelo Tim e vê-lo em sua festança de 15 anos seria a materialização de um sonho de anos, anos, anos.

Castor mandou seus assessores procurarem o empresário do Tim. Localizaram, se reuniram, Castor pagou metade do que foi combinado (a outra metade ficou para o final do show) e ficou tudo certo. O avô, orgulhoso, disse a neta que ela teria o desejado presente: Tim Maia cantando em seu 15º aniversário.

No dia da festa, Bangu acordou cedo. O bairro que se orgulha do slogan “40 graus à sombra” estava no maior alvoroço. As 5 da tarde, Castor despachou seus dois assessores, de terno completo preto, para fazerem plantão na porta da casa de Tim Maia e, mais tarde, levá-lo de carro até o local do show. Aí, há uma polêmica. Muitos dizem que o show foi no Cassino Bangu (onde acontecia nos anos 80/90 o célebre concurso Miss Shortinho), mas há quem diga que foi no Scalla.

Os dois assessores de Castor chegaram a casa de Tim Maia e o “síndico”, com aquele jeitão dele, foi logo explicando: “Olha rapaziada, não vai dar pra ir não. Meu cachorro está doente, ele não vive sem mim”. E os assessores, “seu Tim, nós viemos aqui buscar o senhor por ordem do Doutor Castor de Andrade”. E o Tim “para com isso, não existe hipótese de eu cantar com meu cachorro assim, doente, deitado, não dá não”.

Depois de uns 40 minutos de conversa, um dos assessores de Castor puxou uma pistola, encostou na cabeça do cachorro e deu um único tiro. Olhou pro Tim e disse: “Cachorro está resolvido. Vista a roupa e vamos pro show”. Tim, trêmulo, foi. E cantou, cantou, cantou como há muito tempo não se ouvia. No final foi cumprimentado pelo Doutor Castor de Andrade em pessoa e, só o Tim, chorou no ombro do “rei do bicho”.


Essa história (real?) está perdida no folclore da moderna música brasileira, à disposição dos pesquisadores.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A tecnologia só não matou a culpa, palavrinha miserável

Antes de mais nada quero deixar claro que sou amante da tecnologia. O que pretendo é escrever sobre os excessos. Todos os anos a operadora de celular de onde sou cliente desde meados dos anos 90 libera uma quantidade de pontos que dão direito a troca por um aparelho novo. E, todos os anos, sem exceção, vou a loja trocar e fico totalmente perdido com os novos modelos que são apresentados.

Mesmo de boa vontade, os vendedores dão explicações partindo do princípio que já conhecemos tudo. É natural que, meio constrangidos, acabemos não fazendo perguntas cruciais cujas respostas vamos tentar achar nos manuais, que são escritos em dialeto incompreensível.

No caso dos celulares e computadores a velocidade da evolução é quase enlouquecedora. Em fins de abril do ano passado peguei um celular revolucionário e, no mês retrasado, quando fui trocar meus pontos por um novo aparelho, saí com outro mais revolucionário 
ainda, cujos mistérios tendo desvendar no Google.

Não dá para fugir da tecnologia. Claro, dos vícios e excessos, sim, mas ficar fora da tecnologia é renúncia social. Especialmente em minhas profissões que estão extremamente ligadas a Comunicação. 

O negócio é não sentirmos culpa ou aquela impressão de que caducamos junto com os equipamentos. Nada disso. Todos os seres vivos ditos inteligentes em algum momento acabam encurralados pela tecnologia, como foi o caso dos astronautas do filmaço "2001, uma Odisséia no Espaço", obra-prima de Stanley Kubrick de 1969. 
No final das contas, o computador Hal deu um golpe e, mau caráter, assumiu tudo. Taí, vou rever este filme.

Enfim, pode chover. Vamos encarar o que é necessário, prazeroso, deletar as firulas e viver a vida se culpa. Culpa. Palavrinha miserável. Essa, tecnologia nenhuma vai arrancar da cabeça da humanidade.

sábado, 6 de julho de 2013

Espíritos de porco enchem a internet de vírus

Texto restaurado e reeditado

De onde surgiu a expressão espírito de porco? No portal Terra há uma explicação: no período da escravidão nenhum dos escravos queria ter a tarefa de matar os porcos nas fazendas. Nessa época havia uma crença de que o espírito do porco ficava no corpo de quem o matava e o atormentava pelo resto de seus dias. Então, diz-se que quem comete crueldades está tomado por esse 'espírito malévolo'. A explicação está no livro “O bode expiatório”, do professor Ari Riboldi.

Meses atrás fui atacado mais uma vez por um poderoso vírus. Foi na página do Facebook. O cracker responsável postou a isca no meu mural: “Luiz Antonio Mello estará presente em Saiba quem visitou seu perfil no Facebook. Visite http://machine-audimax.com.br/modules/mod_acepolls/facebook4.htm.”
Quem clicou no link teve a senha do Facebook (e outras) levada pelo cracker. 

O que fiz? Fui no mural e postei um grande aviso dizendo “não clique no link.” Espero que ninguém tenha caído, mas caso tenha ocorrido sugiro que passe o antivírus Microsoft Security Essentials (disponível em www.microsoft.com) e desinstale o navegador, baixando de novo e reinstalando. Por exemplo, quem usa o Google Chrome deve desinstalá-lo, baixar de novo e reinstalar.

Uso computadores desde o final dos anos 80 e a internet logo no inicio, anos 90. Essa questão do vírus foi o meu contato com o lado escuro da informática. Com a chegada da internet os vírus se multiplicaram e, constantemente, éramos atacados por eles. A tecnologia foi aprimorando os antivírus e hoje é raro bater um vírus em minha máquina.

Esse episódio no Facebook me deixou zonzo porque mostra a sofisticação que os espíritos de porco chegaram. Eles invadiram a rede social (que eu julgava quase blindada) enviaram um “convite” meu para que as pessoas clicassem no link-armadilha. Só fui saber que estava “convidando” pessoas para a roubada quando vi o convite no meu mural.

Fulo da vida e assustado (afinal, tenho 5 mil pessoas na minha lista de “amigos” do FB) fiz um aviso para que ninguém clicasse naquilo, passei o antivírus na minha máquina, desinstalei e reinstalei o navegador (Google Chrome).


Faz parte do comportamento humano. Desde os primatas existe o espírito de porco. Hoje, em tempos de alta tecnologia, ele continua aí, mas algo me diz que, um dia, vamos derrotá-lo. Peço desculpas a  todos apesar de não ter culpa nenhuma.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Ciúme

Sofrer por ciúme é besteira. Se ele não se justifica, você estará sofrendo à toa. Se ele se justifica, você já dançou. (Sérgio Augusto)

Como ciumento sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo de sê-lo, porque temo que meu ciúme machuque o outro, porque me deixo dominar por uma banalidade: sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum. (Roland Barthes)

O ciúme é um latido que atrai cães. (Karl Kraus) 

Os homens amam através do ciúme; mas as mulheres são ciumentas do amor. (Emanuel Wertheimer)

A língua do ciumento devasta tudo o que toca. (Jean Massillon)
O ciúme nunca está isento de certa espécie de inveja, e frequentemente se confundem essas duas paixões. (Jean de La Bruyère)

As mulheres bonitas não têm que ter ciúmes dos seus maridos. Estão demasiado ocupadas com os ciúmes que têm dos maridos de outras mulheres. (Oscar Wilde)

O vinho transforma a indiferença em amor, o amor em ciúme e o ciúme em loucura. (Joseph Addison)

O ciúme jamais está isento de uma ponta de inveja; freqüentemente essas duas paixões estão confundidas. (Jean de La Bruyère)

Por sua natureza e seus efeitos, o ciúme se aproxima da inveja. Porém, entre ciúme e inveja permanecem algumas diferenças. Na inveja, sentimos que outros possuem um bem que desejamos para nós, enquanto no ciúme defendemos um bem que julgamos nosso e que não desejamos ver partilhado com outrem. (Pierre Charon)

O ciúme traduz o sentimento de propriedade, ao passo que a inveja mostra o instinto de roubo. (autor desconhecido)

O ciúme é o maior de todos os males e o que menos suscita compaixão às pessoas que o causam. (La Rochefoucauld)

Para aquela que é objeto do ciúme, ele passa a ser considerado como desconfiança injuriosa e, por isso, uma autorização a enganar o ciumento. (Marcel Proust)

O ciúme é indicio de baixeza moral: aquele que desconfia merece que ninguém lhe dê confiança, pois o homem avalia o proceder alheio pelo seu. (Demófilo)

O ciúme nasce sempre com o amor, mas nem sempre morre com ele. (La Rochefoucauld)

As infidelidades deveriam extinguir o amor e não se deveria ter ciúme quando há motivos para tê-lo. Somente as pessoas que evitam causar ciúmes é que são dignas que se tenha ciúmes dela. (La Rochefoucauld)

O ciúme quando é furioso produz mais crimes do que o interesse e ambição. (Voltaire)

Vale mais romper de uma vez do que alimentar permanente suspeita. (Júlio César)

O amor é forte como a morte; o ciúme é cruel como o túmulo. (Salomão)

A suspeita e o ciúme são como venenos empregados na medicina: se pouco, salva; se muito, mata. (Antonio Perez)

Se a mulher se irrita com o homem ciumento, muitas vezes isso sucede porque ela não se decide sobre se tal ciúme é homenagem ao seu amor ou ofensa à sua virtude.(Stendhal)

O ciumento acaba sempre encontrando mais do que procura. (Madeleine de Scudéry)

Aumentam sempre aquelas suspeitas que levam ao ciúme; e uma vez averiguadas as suspeitas, sempre diminui o amor que as motivou. (Félix Lope de Vega)

Um acesso de ciúme pode levar um homem a cometer ações tão indignas, que, uma vez passada a vertigem da suspeita, ele se encontre grandemente envergonhado. (Jean-Baptiste Massillon)

Para que um bom relacionamento continuar e seja agradável, é preciso não apenas suspeitar prudentemente como ocultar discretamente a suspeita. (Stendhal)

As palavras ditas sem reflexão, inspiradas pela cólera, não deitam raízes em parte alguma; porém quando sugeridas pelo ciúme alastram-se quais plantas parasitas, crescem e deitam ramagem sobre a árvore que é o coração, ensombrecendo-o. (Friedrich de Schiller)

O ciúme é mistura explosiva de amor, ódio, avareza e orgulho. (Alfonso Karr)

O ciúme é o maior de todos os males e o que menos compaixão desperta nas pessoas que o causam. (François de La Rochefoucauld)

Os ciumentos sempre olham para tudo com óculos de aumento, os quais engrandecem as coisas pequenas, agigantam os anões e fazem com que as suspeitas pareçam verdades. (Miguel de Cervantes)

Os ciumentos não precisam de motivo para ter ciúme. São ciumentos porque são. O ciúme é um monstro que a si mesmo se gera e de si mesmo nasce. (William Shakespeare)

No banquete do amor, o ciúme é o saleiro, que ao querer verdadeiro, empresta vivo sabor. Advirta-se, porém, ser erro temperar em demasia. O ciúme, por ser só sal, se posto demais no prato, não tempera, antes, maltrata. (Tirso de Molina)

Sofrer por ciúme é besteira. Se ele não se justifica, você estará sofrendo à toa. Se ele se justifica, você já dançou. (Sérgio Augusto)

Nenhuma mulher considera o marido realmente inteligente se é ciumento; tenha ele ou não motivos para sê-lo. (Theodor Gottlieb von Hippel)

Como ciumento sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo de sê-lo, porque temo que meu ciúme machuque o outro, porque me deixo dominar por uma banalidade: sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum. (Roland Barthes)

Que vida de inferno é a vida do ciumento! Antes não amar, do que amar desse modo. (Paolo Mantegazza)

O ciúme é um latido que atrai cães. (Karl Kraus)

O ciúme é mistura explosiva de amor, ódio, avareza e orgulho. (Jean-Baptiste Alphonse Karr)

Penso agora em flores, sorrisos, desejo de mulher, e compreendo que todo o meu horror de morrer está contido em meu ciúme de vida. Sinto ciúme daqueles que virão e para os quais as flores e o desejo de mulher terão todo o seu sentido de carne e de sangue. Sou invejoso porque amo demais a vida para não ser egoísta... Quero suportar minha lucidez até o fim e contemplar minha morte com toda a exuberância de meu ciúme e de meu horror. (Camus)

Todas as mulheres sabem que os ciumentos são os primeiros a perdoar. (Dostoievski)

Os homens amam através do ciúme; mas as mulheres são ciumentas do amor. (Emanuel Wertheimer)

As mulheres detestam um ciumento que não é amado, mas ficam furiosas se o homem que amam não for ciumento. (Ninon Lenclos)

A língua do ciumento devasta tudo o que toca. (Jean Massillon)
O ciúme nunca está isento de certa espécie de inveja, e frequentemente se confundem essas duas paixões. (Jean de La Bruyère)

As mulheres bonitas não têm que ter ciúmes dos seus maridos. Estão demasiado ocupadas com os ciúmes que têm dos maridos de outras mulheres. (Oscar Wilde)

O ciúme é o meio-termo entre o amor e o ódio. (Commerson)

O vinho transforma a indiferença em amor, o amor em ciúme e o ciúme em loucura. (Joseph Addison)

O ciúme jamais está isento de uma ponta de inveja; freqüentemente essas duas paixões estão confundidas. (Jean de La Bruyère)

Por sua natureza e seus efeitos, o ciúme se aproxima da inveja. Porém, entre ciúme e inveja permanecem algumas diferenças. Na inveja, sentimos que outros possuem um bem que desejamos para nós, enquanto no ciúme defendemos um bem que julgamos nosso e que não desejamos ver partilhado com outrem. (Pierre Charon)

O ciúme traduz o sentimento de propriedade, ao passo que a inveja mostra o instinto de roubo. (autor desconhecido)

O ciúme é o maior de todos os males e o que menos suscita compaixão às pessoas que o causam. (La Rochefoucauld)

Para aquela que é objeto do ciúme, ele passa a ser considerado como desconfiança injuriosa e, por isso, uma autorização a enganar o ciumento. (Marcel Proust)

O ciúme é indicio de baixeza moral: aquele que desconfia merece que ninguém lhe dê confiança, pois o homem avalia o proceder alheio pelo seu. (Demófilo)

O ciúme nasce sempre com o amor, mas nem sempre morre com ele. (La Rochefoucauld)

As infidelidades deveriam extinguir o amor e não se deveria ter ciúme quando há motivos para tê-lo. Somente as pessoas que evitam causar ciúmes é que são dignas que se tenha ciúmes dela. (La Rochefoucauld)

O ciúme quando é furioso produz mais crimes do que o interesse e ambição. (Voltaire)

Vale mais romper de uma vez do que alimentar permanente suspeita. (Júlio César)

Erram tanto o que suspeita demais quanto o que demais confia. (Denis Diderot)

Amor sem pitada de ciúme nem é grande nem verdadeiro. (Carbonell)

O amor é forte como a morte; o ciúme é cruel como o túmulo. (Salomão)

O ciúme é o meio-termo entre o amor e o ódio. (Philibert Commerson)

A suspeita e o ciúme são como venenos empregados na medicina: se pouco, salva; se muito, mata. (Antonio Perez)

Se a mulher se irrita com o homem ciumento, muitas vezes isso sucede porque ela não se decide sobre se tal ciúme é homenagem ao seu amor ou ofensa à sua virtude.(Stendhal)

O ciumento acaba sempre encontrando mais do que procura. (Madeleine de Scudéry)

Aumentam sempre aquelas suspeitas que levam ao ciúme; e uma vez averiguadas as suspeitas, sempre diminui o amor que as motivou. (Félix Lope de Vega)

Um acesso de ciúme pode levar um homem a cometer ações tão indignas, que, uma vez passada a vertigem da suspeita, ele se encontre grandemente envergonhado. (Jean-Baptiste Massillon)

Para que um bom relacionamento continuar e seja agradável, é preciso não apenas suspeitar prudentemente como ocultar discretamente a suspeita. (Stendhal)

As palavras ditas sem reflexão, inspiradas pela cólera, não deitam raízes em parte alguma; porém quando sugeridas pelo ciúme alastram-se quais plantas parasitas, crescem e deitam ramagem sobre a árvore que é o coração, ensombrecendo-o. (Friedrich de Schiller)

O ciúme é mistura explosiva de amor, ódio, avareza e orgulho. (Alfonso Karr)

O ciúme é o maior de todos os males e o que menos compaixão desperta nas pessoas que o causam. (François de La Rochefoucauld)

Os ciumentos sempre olham para tudo com óculos de aumento, os quais engrandecem as coisas pequenas, agigantam os anões e fazem com que as suspeitas pareçam verdades. (Miguel de Cervantes)

Os ciumentos não precisam de motivo para ter ciúme. São ciumentos porque são. O ciúme é um monstro que a si mesmo se gera e de si mesmo nasce. (William Shakespeare)

O ciúme é uma das enfermidades psicológicas mais congênitas. Quando se nasce com ela, a cura é difícil. Ela envenena as alegrias mais gratas da vida, derrama fel em cada gota de água, em cada bocado de pão. (Paolo Mantegazza)

De todas as enfermidades que acometem o espírito, o ciúme é aquela a qual tudo serve de alimento e nada serve de remédio. (Michel de Montaigne)

Para certas mulheres altivas e donas de si, o ciúme do homem amado pode se apresentar como maneira especial de mostrar o valor que essas mulheres possuem. (Stendhal)

Meu Senhor, livrai-me do ciúme! É um monstro de olhos verdes, que escarnece do próprio pasto que o alimenta. Quão felizardo é o enganado que, cônscio de o ser, não ama a sua infiel! Mas que torturas infernais padece o homem que, amando, duvida, e, suspeitando, adora. (William Shakespeare)

O ciúme é um monstro que a si mesmo se gera e de si mesmo nasce. (Shakespeare)

O ciúme, o receio de deixar, o medo de ser deixado são as dores inseparáveis do declínio do amor. (La Rochefoucauld)

Aumentam sempre aquelas suspeitas que levam ao ciúme; e uma vez averiguadas as suspeitas, sempre diminui o amor que as motivou. (Lope de Veja)

De todas as enfermidades que acometem o espírito, o ciúme é aquela a qual tudo serve de alimento e nada serve de remédio. (Montaigne)

Para que um bom relacionamento continuar e seja agradável, é preciso não apenas suspeitar prudentemente como ocultar discretamente a suspeita. ( Stendhal)

Que vida de inferno é a vida do ciumento! Antes não amar do que amar desse modo. (Mantegazza).

O ciúme é o meio-termo entre o amor e o ódio. (Commerson)

Nada é mais letal contra o ciúme do que uma gargalhada. (Françoise Sagan)

Aquele que não tem ciúmes, até mesmo das calcinhas da bem-amada, não está apaixonado. (Cesare Pavese)

Os ciúmes de um namorado são uma homenagem; os de um marido são um insulto. (Carmen Sylvia)

A mulher mais ciumenta é talvez a que mais facilmente atraiçoa o marido e menos tolera que ele a atraiçoe. Porque o ciúme é a afirmação de um direito de propriedade. E esse direito reforça-se com a traição dela e diminui-se com a dele. (Vergílio Ferreira, em "Pensar")

As mulheres detestam um ciumento que não é amado, mas ficam furiosas se o homem que amam não for ciumento. (Ninon Lenclos)

O ciúme pertence mais à vaidade do que ao amor. (Madame de Stael)

Só o ciúme me faz saber se estou apaixonada. (Marie La Fayette)

O ciúme é um latido que atrai os ladrões. (Kark Kraus, em "Ditos e Desditos")

Como ciumento sofro quatro vezes: por ser excluído, por ser agressivo, por ser doido e por ser vulgar. (Roland Barthes)

É mais fácil ter ciúmes de um amigo feliz do que ser generoso para um amigo que esteja na desgraça. (Alberto Moravia)

O ciúme é a única paixão que os homens perdoam ao belo sexo, porque os lisonjeia. (Honoré de Balzac)

É espantoso como o ciúme, que passa o tempo a fazer pequenas suposições em falso, tem pouca imaginação quando se trata de descobrir a verdade. (Marcel Proust, em "A Fugitiva")

O ciúme é muitas vezes uma inquieta necessidade de tirania aplicada às coisas do amor. (Marcel Proust)

Todas as mulheres sabem que os ciumentos são os primeiros a perdoar. (Dostoievski, em "Os Irmãos Karamazov")

Despreza-se um homem que tem ciúmes da mulher, porque isso é testemunho de que ele não ama como deve ser, e de que tem má opinião de si próprio ou dela. (René Descartes)

O que torna a dor do ciúme tão aguda é que a vaidade não pode ajudar-nos a suportá-la. (Stendhal)

No ciúme, há mais amor-próprio do que amor. (François La Rochefoucauld)

Famílias! Odeio-vos! Lares herméticos; portas trancadas; possessões ciumentas da felicidade. (André Gide)

O amor sem ciúme não é amor. (Paul Léautaud)


De todas as enfermidades que acometem o espírito, o ciúme é aquela a qual tudo serve de alimento e nada serve de remédio. (Michel de Montaigne)

Para certas mulheres altivas e donas de si, o ciúme do homem amado pode se apresentar como maneira especial de mostrar o valor que essas mulheres possuem. (Stendhal)

Meu Senhor, livrai-me do ciúme! É um monstro de olhos verdes, que escarnece do próprio pasto que o alimenta. Quão felizardo é o enganado que, cônscio de o ser, não ama a sua infiel! Mas que torturas infernais padece o homem que, amando, duvida, e, suspeitando, adora. (William Shakespeare)

O ciúme é um monstro que a si mesmo se gera e de si mesmo nasce. (Shakespeare)

O ciúme, o receio de deixar, o medo de ser deixado são as dores inseparáveis do declínio do amor. (La Rochefoucauld)

Aumentam sempre aquelas suspeitas que levam ao ciúme; e uma vez averiguadas as suspeitas, sempre diminui o amor que as motivou. (Lope de Veja)

De todas as enfermidades que acometem o espírito, o ciúme é aquela a qual tudo serve de alimento e nada serve de remédio. (Montaigne)

Para que um bom relacionamento continuar e seja agradável, é preciso não apenas suspeitar prudentemente como ocultar discretamente a suspeita. ( Stendhal)

Que vida de inferno é a vida do ciumento! Antes não amar do que amar desse modo. (Mantegazza).

O ciúme é o meio-termo entre o amor e o ódio. (Commerson)

Nada é mais letal contra o ciúme do que uma gargalhada. (Françoise Sagan)

Aquele que não tem ciúmes, até mesmo das calcinhas da bem-amada, não está apaixonado. (Cesare Pavese)

Os ciúmes de um namorado são uma homenagem; os de um marido são um insulto. (Carmen Sylvia)

A mulher mais ciumenta é talvez a que mais facilmente atraiçoa o marido e menos tolera que ele a atraiçoe. Porque o ciúme é a afirmação de um direito de propriedade. E esse direito reforça-se com a traição dela e diminui-se com a dele. (Vergílio Ferreira, em "Pensar")

As mulheres detestam um ciumento que não é amado, mas ficam furiosas se o homem que amam não for ciumento. (Ninon Lenclos)

O ciúme pertence mais à vaidade do que ao amor. (Madame de Stael)

Só o ciúme me faz saber se estou apaixonada. (Marie La Fayette)

O ciúme é um latido que atrai os ladrões. (Kark Kraus, em "Ditos e Desditos")

Como ciumento sofro quatro vezes: por ser excluído, por ser agressivo, por ser doido e por ser vulgar. (Roland Barthes)

É mais fácil ter ciúmes de um amigo feliz do que ser generoso para um amigo que esteja na desgraça. (Alberto Moravia)

O ciúme é a única paixão que os homens perdoam ao belo sexo, porque os lisonjeia. (Honoré de Balzac)

É espantoso como o ciúme, que passa o tempo a fazer pequenas suposições em falso, tem pouca imaginação quando se trata de descobrir a verdade. (Marcel Proust, em "A Fugitiva")

O ciúme é muitas vezes uma inquieta necessidade de tirania aplicada às coisas do amor. (Marcel Proust)

Todas as mulheres sabem que os ciumentos são os primeiros a perdoar. (Dostoievski, em "Os Irmãos Karamazov")

Despreza-se um homem que tem ciúmes da mulher, porque isso é testemunho de que ele não ama como deve ser, e de que tem má opinião de si próprio ou dela. (René Descartes)

O que torna a dor do ciúme tão aguda é que a vaidade não pode ajudar-nos a suportá-la. (Stendhal)

No ciúme, há mais amor-próprio do que amor. (François La Rochefoucauld)

Famílias! Odeio-vos! Lares herméticos; portas trancadas; possessões ciumentas da felicidade. (André Gide)

O amor sem ciúme não é amor. (Paul Léautaud)