quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A arrogância de Luiz Felipe Scolari

                           
                                                      

Mais um ataque e ameaça, com beicinho, de abandonar uma entrevista coletiva no meio. O técnico da seleção de futebol do Brasil, Felipão, se estourou com a pergunta de um repórter. É bom lembrar que jornalistas são pagos para perguntar. Mais: a pergunta não foi ofensiva e nem grosseira.

O repórter indagou se ele, Felipão, foi técnico da seleção de Portugal e Parreira de várias outras mundo afora, por que um jogador (que não conheço) chamado Diego Costa que optou em jogar no time da Espanha, não poderia ter feito essa opção?

Felipão deu um ataque, subiu nos tamancos disse que a pergunta não tinha nada a ver, ia abandonar a entrevista coletiva mas voltou.

O técnico recebe milhões da CBF, uma entidade paraestatal que, no fundo no fundo, é bancada por nós, torcedores, que enchemos os bolsos de gente assim de grana, muita grana. Em contrapartida, recebemos chiliques, coices. Pior: tem gente que adora “esse jeitão estúpido de ser do Felipão”.

Qual é? Qual é a dele? No fundo, no fundo, nós somos seus patrões. Ou não? Ou estou errado, totalmente equivocado? Somos nós os panacas ou ele? Escrevam nos Comentários.

domingo, 27 de outubro de 2013

Deu no UOL: Após barrar livro, Roberto Carlos diz ser favorável a biografia sem autorização

                           
                                                      



Pois é, meu amigo, tem gente que deve estar arrancando a mata atlântica com alicate. Em entrevista a colega Renata Vasconcellos, do Fantástico, Roberto Carlos disse que autorizar biografia é uma questão de “vamos conversar”.

Até “Roberto Carlos em Detalhes”, do jornalista Paulo Cesar de Araújo, cassada pelo rei e incinerada em 2006, pode entrar na tal “conversa”. 

Ou seja, caso Roberto Carlos e o autor entrem num acordo, o livro pode retornar. Claro, caso aconteça a conversa do jornalista com o rei alguns pontos do livro deverão ser suprimidos. Se Araújo concordar, quem sabe o livro banido vira best seller de Natal?

Matéria do UOL:

Roberto Carlos falou pela primeira vez sobre a polêmica das biografias não autorizadas e demonstrou uma postura mais flexível sobre o assunto ao dizer que é a favor do projeto de lei que pede a modificação do artigo 20 do Código Civil.

 "Eu sou a favor", disse Roberto em entrevista ao "Fantástico", ao ser questionado sobre o projeto que deve ser votado em breve pela Câmara e o pelo Senado. "Há algum tempo, para você proteger o direito à privacidade, a única maneira era impedir a publicação de uma biografia não autorizada", disse .

O artigo 20 prevê autorização prévia para a divulgação de imagens, escritos e informações biográficas e possibilitou que Roberto Carlos proibisse a comercialização de sua biografia não autorizada, "Roberto Carlos em Detalhes", lançada pelo jornalista Paulo César de Araújo, em 1997.

Além de sinalizar mudança de opinião, Roberto comentou pela primeira vez sobre o acidente que sofreu e que o fez perde parte da perna. A história, ele garante, estará em sua autobiografia, em produção. "Eu estou fazendo minha história. E informando muito melhor", afirmou. "Eu vou contar tudo que eu vejo sentido em contar. Quando eu escrever meu livro, vou contar sobre meu acidente. Ninguém pode contar melhor sobre esse episódio do que eu. Isso aí só eu sei".

Com a entrevista, Roberto parece se distanciar de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Chico Buarque e Djavan, que fazem parte do grupo Procure Saber. Liderado pela empresária Paula Lavigne, o grupo defende a autorização prévia e até mesmo a participação nos lucros de vendas.


Os biógrafos afirmam que informações erradas e injustas devam ser questionadas juridicamente, mas defendem que o Código atual atenta à liberdade de expressão.

sábado, 26 de outubro de 2013

A conexão Varginha, ou, é difícil ouvir boa música mas ela existe

                           
                                                      
Texto restaurado e reeditado

Comprei por oito reais um par de protetores de ouvido Nexcare, da 3M. Está disponível em farmácias e são muito úteis nesses tempos de vagabundagem musical, além, é claro, de nos livrarem dos primatas que utilizam indevidamente, por exemplo, celulares com rádio em transporte público. 
Recomendo. São ótimos, minúsculos, imperceptíveis, confortáveis.

É lógico que respeito o direito das pessoas comprarem Michel Teló, Luan Santana, Thiaguinho, a picanha lamentavelmente falante chamada Anitta e dezenas e mais dezenas de outros que navegam nos turbulentos mares do baranguismo cultural. No entanto, prefiro não atirar pedras e buscar opções.

Sempre foi assim. Historiadores dizem que desde que “inventaram” a música popular, as mais cultuadas pelos povos são de péssimo gosto. Aqui no Brasil, não há uma fase, um período de exceção. Primeiros lugares sempre foram ocupados por barangas, mas fazer o que? Nada? O que é isso? Vamos buscar as opções no chamado mercado alternativo que está sempre cheio de coisas valiosas. No mainstream, vulgo esquemão, escapam, felizmente, Tulipa Ruiz, Moska, Caetano, Gil e muito mais do que uma meia dúzia de todas as gerações.

Para se ouvir boa música no rádio, antes da invenção do streaming da internet, era uma luta. Hoje, você acessa www.radios.com.br e escolhe uma entre milhares que são oferecidas no maior cardápio de opções radiofônicas do mundo. Radios.com.br é sensacional e fica na cidade de Varginha (MG), terra dos E.T.s. Tem radio de bossa nova, rock, blues, jazz, samba, chorinho, notícias, efeitos especiais, tudo da melhor qualidade. É só dar um clique. Tem de tudo, até transmissão ao vivo de sessões de chibatadas em países que usam o chicote como punição legal. Em tempo, o E.T. virou símbolo da cidade.

Destaque também para a Rádio Batuta, do Instituto Moreira Salles (http://ims.uol.com.br/radiobatuta) que traz o melhor da tradição da MPB e ainda a Radio Vitrola (www.radiovitrola.net) com a nata de tudo que é bom em vários universos.

As cidades estão cheias de shows em circuitos alternativos que revelam ótimos artistas. Vale conferir. Em outras palavras, da mesma forma que a música ruim, chula, de baixa qualidade impera no chamado esquemão, a música boa, limpa, gostosa, de todos os gêneros e estilos sempre arrebentou e vai continuar arrebentando nos circuitos e mídias periféricas. É só correr atrás.


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

The Who pode tocar no Brasil na tour de despedida? (artigo com quase 50 FOTOS!!!)

                           
                                                      










 Ingresso de Mauricio Valladares































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Em 2015, The Who vai comemorar na estrada os 50 anos de seu primeiro disco, “My Generation”. A tour será a despedida da bombástica e genial da banda fundada por Pete Townshend.

Será que ao menos na despedida a banda vem tocar no Brasil? O que se especula é que o Who não atrai os empresários locais que temem que eles não consigam lotar grandes espaços, o que é uma verdade. The Who tem muito público por aqui, mas não o suficiente para superlotar o Engenhão ou Morumbi. Sejamos realistas.

Além disso, endeusada no mundo todo, a banda não vai barganhar seu cachê e tocar em lugares pequenos. Nada a ver. The Who gosta de tocar para multidões. Tanto que numa entrevista o “Evening Standard”, que o Globo traduziu, Townshend diz que em 2015, em tour mundial, a banda quer tocar em lugares onde nunca esteve, como países do leste europeu.

O Brasil estaria nesse bolo? Não, porque o que custa caro é atravessar o Atlântico, mas caso Argentina e Chile entrem no pacote a coisa começa a melhorar.

Fato é que em 2015 vou assistir a minha banda preferida desde os 11 anos de idade. Não sei onde, mas vou. E aproveito para convidar a todos para lerem um artigo que publiquei no UOL sobre os 40 anos do álbum “Quadrophenia”. É só clicar aqui, ler e, se der, deixar um comentário lá.


Turnê de 50 anos será a última do The Who
(Evening Standard/O Globo)

RIO — Paul McCartney, Rolling Stones, Rush, Roger Waters, Bruce Springsteen, Bob Dylan, U2, Black Sabbath... Nas últimas décadas todos os grandes nomes do rock trouxeram seus shows ao Brasil, menos o The Who. E 2015 deve ser nossa última chance. O guitarrista Pete Towshend disse ao Evening Standard que a turnê de 50 anos será a última da banda britânica.

“No aniversário de 50 anos nós vamos fazer uma turnê mundial”, disse Townshend, no lançamento do documentário “Sensation”, sobre o álbum “Tommy”. “Será a última grande turnê para nós. Ainda há muitos lugares onde não nos apresentamos. Seria bom ir para a Europa oriental e outros lugares que não nos ouviram tocar os velhos hits.”

O Who começou a carreira em 1964 e o no seguinte lançou seu primeiro álbum, “My generation”. Logo a banda se tornaria uma das mais populares da Grã-Bretanha, alcançado status semelhante ao de Beatles e Rolling Stones. O grupo construiu sua fama com álbuns como “A quick one” (1966) e “Who’s next” (1971) e as inovadoras óperas-rock “Tommy” (1969) “Quadrophenia” (1973), além de apresentações incendiárias nos principais festivais da época — a banda era conhecida por destruir seus instrumentos no palco.

Da formação original, estão vivos o guitarrista e principal compositor, Pete Townshend, 68 anos, e o vocalista Roger Daltrey, 69. O baterista Keith Moon morreu de overdose em 1979, com apenas 32 anos. O baixista John Entwistle, considerado um dos melhores da história do rock, morreu de infarto em junho de 2002, um dia antes do início da turnê americana do Who naquele ano.

Recentemente, a banda fez uma turnê especial do álbum “Quadrophenia”, lançado em 1973. Após uma série de apresentações nos EUA, o último show aconteceu em julho, no estádio de Wembley, em Londres.


Assista: