quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Sejamos realistas: o Rio superlotou. Não cabe mais ninguém

                           
                                                      
Obra, obra, obra, BRT, BRT, BRT, metrô,metrô, metrô, barca, barca, barca, nada resolve os dramas urbanos do Rio. Por que? Porque o Rio lotou, esgotou, não cabe mais ninguém. Como se diz na Inglaterra, sold out total. Quando falo Rio estou me referindo a capital e também região metropolitana e periferia, onde se encontram cidades como Caxias, Belfod Roxo, Magé, São Gonçalo e Niterói.

Alguns fenômenos da não-natureza só servem para destruir e a especulação imobiliária gananciosa, aética e desenfreada é um desses fenômenos. Fora do Rio anuncia um paraíso, uma Shangrilá com a população dando beijo na boca esperando o VLP (maquete) no Porto Maravilha (maquete), enfim, uma cidade inventada, cidade cenográfica.

Aí, vendem apartamentos de 30 metros quadrados para incautos do interior, ao longo de anos (com o irrestrito apoio das autoridades), e a cidade veio inflando, inflando, inflando até explodir. Caos no Rio (Capital), caos em Caxias, Nova Iguaçu, enfim, onde existe a especulação imobiliária reina o inchaço, a criminalidade, a deformação. Soma-se a isso a falta de planejamento familiar e pou!


Solução? Havia se pudéssemos dar uma esvaziada no Rio o que, evidentemente, é impossível, mas caso os governantes tenham um grave surto de seriedade, matam a especulação imobiliária. Aí, sim, podemos começar a conversar.