quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A TV me dispensou e isso foi muito bom!

Texto restaurado e reeditado
Eu já não assistia muito televisão, mas com o crescente processo de imbecilização da mídia, cada vez perdia menos tempo em frente a chamada telinha. Não o conheço, mas sequer posso ouvir a voz de Faustão, ou de Luciano Huck, que também nunca vi pessoalmente.

Como a baranganização também começou a migrar para os canais por assinatura, há dois meses quase cancelei a minha. Mais: na internet os grandes portais estão cada vez mais vulgares, acompanhando a onda da TV. Transformaram-se numa usina de fofocas de supostas celebridades extraídas de novelas ou então de programas que nunca vi como um tal de “A Fazenda”. Outros gigantes da web também optaram pela vulgaridade ampla, geral e irrestrita. Só que, felizmente, a internet dá outras zaralhadas de opções e não ficamos reféns de coisa alguma.

Banido da TV pela própria TV, onde só assisto bons noticiários e alguns programas de qualidade, eu praticamente só assistia a filmes que me interessam e a novela “Amor à Vida” que, pensando bem, nada tinha de amor e muito menos de vida. Sou noveleiro desde “Pantanal”, na extinta TV Manchete, e não me envergonho disso. Só que novela escraviza e eu quero mais é ir pra rua, ver a lua, conversar com meus amigos, etc. etc. etc. Por isso, dentro desse meu decretinho pessoal, degolei as novelas. Depois de “Amor à Vida” volto para a rua ou venho para a internet explorar o infinito You Tube, trocar ideias no Facebook, escrever, ler, enfim, adeus televisão.


Nos anos 80 os Titãs gravaram uma música cujo refrão cai como vulva: “A televisão me deixou burro, muito burro demais”. Pura verdade. E como também cantou Gilberto Gil “já que existe lua/ vai-se para a rua ver”. É o que vou fazer, sem mágoas, sem ressentimentos, apenas com aquela agradável sensação de existência sendo cumprida.