terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Todos os planos de saúde são iguais e negam atendimento

Texto de Fernando Cesar de Farias Mello – advogado. Publicado originalmente no jornal DIZ. Site: http://www.fariasmelloberanger.com.br/

Não precisa ser dito que o bem maior a ser preservado é a saúde, a vida. Afinal, do que adianta estarmos ricos e repletos de bens se não tivermos a saúde para desfrutar de tudo que podemos alcançar? Por isso, é obvio que a saúde vem sempre em primeiro lugar em qualquer época de nossa vida.

Mas, quando a saúde nos falta, ficamos reféns dos nossos Planos de Saúde.
Considero em síntese, que todos os planos são iguais pois de nada adianta a opção de adesão ao plano x ou y pois em uma necessidade, os planos se espelham em contrato de adesão firmado com o consumidor e negam, isso mesmo, negam atendimento, exames, cirurgias, próteses, órteses, etc...baseando-se em cláusulas atentatórias ao direito do consumidor, tidas como abusivas.

E então, com a saúde fragilizada o consumidor tem que percorrer as vias judiciais, sempre assoberbadas de processos para que então possa efetivamente se tratar as expensas do plano contratado, afinal paga mensalidade justamente para o caso de necessidade. Neste ponto, devo elogiar a Justiça Brasileira que atenta ao maior direito constante da nossa Constituição, a saber, a vida, sempre analisa minuciosamente as questões e com a necessária agilidade proferindo tutelas imediatas.

Assim, nos planos de saúde em geral, o que se considera mesmo são os profissionais que nele atuam e sua rede de hospitais. Como exemplo, Niterói tinha apenas dois grandes hospitais: o de Clínicas e o Santa Marta.  Infelizmente o Santa Cruz fechou e espero que um dia ele volte a funcionar com uma administração mais de acordo com a sua importância.

Atualmente, o novo Hospital Icaraí está funcionando e já começa a dar sinais e escuto críticas. Uma pena. A Rede D´or, também em Icaraí, veio e desafoga aos poucos o Hospital de Clinicas já que atende Amil e (olha a concorrência), atender pela Unimed Rio, nem pensar.

Dois novos hospitais estão sendo construídos na Região Oceânica e ficarão prontos segundo a previsão em um ano mais ou menos. Um deles da Unimed, já que hospital de atendimento exclusivo da Amil, que já existia, hoje atende à segunda linha de Planos de Saúde. A Amil sumiu. Como custaram a perceber a importância daquela região de Niterói?

Os planos de saúde, como disse, são iguais na sua essência. Cada qual em suas “concorrências” deixa o consumidor perdido. Um exemplo é a confusão instaurada pela Unimed. Não se sabe em qual situação e em qual hospital poderemos ser atendidos, pois a Unimed não é uma só como aparenta ser. É subdividida em várias outras, e segunda consta as administrações são independentes, a exemplo, Unimed Leste Fluminense, Unimed Rio, Unimed CAARJ, Unimed Qualicorp... e só restamos cientes desta confusão quando efetivamente precisamos de um atendimento de emergência.

Quem é da Unimed Rio, por exemplo, fica sabendo que deve ser atendido pela Qualicorp, que por sua vez não é atendido no Hospital Icaraí, este que atende todas ou praticamente todas as “outras” Unimed... Não dá para entender e espero que este tipo de confusão seja eliminada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar, que deveria efetivamente controlar os planos de saúde), um dia.

Além do plano de saúde ideal para você, merece ser observado com carinho os médicos que lhe atendem.  Seria injusto escrever aqui de fulano ou beltrano. Mas a nossa cidade está pontilhada de bons profissionais, dedicados e competentes, e que também atuam no atendimento emergencial dos hospitais, ressalta-se, embora percebendo honorários médicos modestos pela importante missão que desempenha.

Verifiquei isto, por exemplo, no atendimento ambulatorial de emergência do Hospital Santa Marta, com ótimos profissionais, com muitos anos de experiência e pontuados pela atenção e competência.

Para se achar um bom médico é muito simples, basta assistir ao seu trabalho. O carinho sem firulas, a atenção dedicada, o exame atencioso de suas condições, a objetividade nas informações prestadas ao paciente... tudo isso em meio a atendimentos diversos sempre atropelados já que em emergência.


Enfim, o médico é um profissional que, obrigatoriamente, precisa ter nascido para aquilo. Ser médico não é somente ganhar dinheiro, é estar convicto da sua missão de salvar vidas, é ter amor efetivamente a vida! Fica minha homenagem aos médicos dedicados e efetivamente profissionais.