sábado, 3 de maio de 2014

O ideal e o possível




Adriana,

Estive pensando:

Sou um caçador. Um caçador de uma existência possível e não ideal. O ideal, por si só, é um sonho que se torna neurótico pesadelo com a passagem do tempo, dos ventos, das brumas. Sim, eu corro atrás do que é possível, palpável, real, realista. O resto? Desbunde pequeno burguês.

Estive pensando:

Me disseram que tenho fama de profissional caro por causa do nome, meu nome, que há mais de 40 anos frequenta o mercado. Modéstia à parte, com empenho, ética, caráter. Fiquei preocupado com essa possibilidade, mesmo que remota, de ter fama de profissional caro. Primeiro porque não é verdade. Além do mais, como escrevi no início, se o meu negócio é ser viável não dá para ser caro, ou, parecer caro.

Estive pensando:

Um cara (ou uma mulher, não sei, porque não assinou) postou aqui: "Very nice blog post. I definitely appreciate this site. Keep it up!" Que bom! Andei um tempo afastado deste blog e nos últimos dias, durante a retomada, percebi que a quantidade de acessos quadruplicou. Agradeço a todos. Todos os que lêem meus desabafos, reflexões muitas vezes tortas sobre a vida. Louca e sensacional vida que vivemos como surfistas de ondas gigantes, aquelas de 25 metros de altura, que exigem tudo, absolutamente tudo de nós. Não me contento com onda pequena, merreca. Viva o mar grande, forte. Viva a plena vida!