sábado, 28 de junho de 2014

Museu do Ingá inaugura exposição sobre golpe militar e seus desdobramentos no antigo Estado do Rio de Janeiro



Texto do blog de Márcio Kerbel

Sede de governo do antigo Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá inaugura, na terça-feira, 01 de julho, às 18h, a exposição "Ressonâncias - Rio de Janeiro, 1964", uma reflexão sobre as dimensões políticas, sociais e culturais do golpe de Estado enfatizando seus desdobramentos na história regional do Rio de Janeiro. 

São cerca de 150 documentos divididos entre as salas do histórico prédio, que entre 1903 e 1975 foi sede do poder executivo fluminense e palco da política estadual em 1964, e que atualmente é o museu do Ingá , em Niterói.
  
A pesquisa resulta da parceria entre a Secretaria de Estado de CUltura, Superintendência de Museus, a Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (FUNARJ), a Comissão da Verdade e da Justiça (CEV-Rio) e o Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ). A curadoria da exposição é do historiador Paulo Knauss, diretor geral do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro e da historiadora Anderea Telo da Côrte, coordenadora do Centro de Estudo da História Fluminense do Museu do Ingá. 

Diante do golpe de 64, os dois governos estaduais que margeavam a baía de Guanabara adotaram posições diferentes: Niterói, capital do antigo Estado do Rio, então governada por Badger da Silveira era um importante aliado do presidente deposto João Goulart. Na outra margem, o Rio de Janeiro, capital da Guanabara, tinha como governador, Carlos Lacerda, lider da ala mais conservadora da UDN, um dos incentivadores do golpe militar.  

De acordo com os curadores esta é a primeira vez que o público poderá relacionar um fato nacional - como o golpe de estado que depôs o presidente Goulart e acabou por interromper a rotina democrática – e sua repercussão na política regional, destacando as diferentes posições dos governantes a partir de seus respectivos palácios de governo - o Ingá e o Guanabara. “No caso do Palácio do Ingá, um importante teatro dos acontecimentos da época, a exposição Ressonâncias cumpre uma importante função ao trazer para o presente flashes da história do antigo estado do Rio, extinto pelo decreto da fusão em 1975, e de seu último governador eleito, Badger Silveira”, explica Andréa Telo da Côrte.


Serviço

Ressonâncias – Rio de Janeiro, 1964
Abertura: terça-feira, 01 de julho, às 18h
Visitação: de 01 de julho a 31 de agosto
Local: Museu do Ingá 
Rua Presidente Pedreira, 78, Ingá, Niterói, RJ - + 55 21 2717-2919
Grátis
Visitas: terça a sexta: 12h às 17h
Sábados, Domingos e feriado: 13h às 17h
As visitas mediadas para grupos serão realizadas com agendamento prévio pelo telefone 
(21) 2717-2903 - museudoinga@hotmail.com