quinta-feira, 24 de julho de 2014

A impressionante magia do Led Zeppelin

É impressionante. Toda a vez que posto um vídeo do Led Zeppelin no Facebook em seguida vem uma chuva de comentários. Não importa a época, seja 1969 na Dinamarca ou 1979 na Inglaterra, após quatro anos fora dos palcos, Page, Plant Jones e Bonham explodiam o festival de Knebworth, na Inglaterra. Em dezembro do ano seguinte, com a morte de Bonham, a banda saiu de cena. Mas, como os Beatles, Led Zeppelin tem a magia da eternidade, como outros gigantes da arte.

O gozado nessa história é que, por exemplo, Robert Plant gravou vários discos sem a banda, e, vamos ser francos, não aconteceu. Composições fracas, discos ruins. O mesmo aconteceu com o grande Jimmy Page, a meu ver o segundo melhor guitarrista de todos os tempos (em primeiro permanece o imbatível Jimi Hendrix), cujos discos-solo também não decolaram e, francamente falando mais uma vez, estiveram muito distantes do que esperamos dele. John Paul Jones, idem. Não aconteceu. Mas quando Page e Plant gravaram “No Quarter”, CD/DVD dos anos 90, foi uma bomba. Sensacional, absolutamente mágico. O DVD com cenas no Marrocos, Page e Plant cantando e tocando no meio da rua, é demolidor.

Sabemos que Lennon, McCartney, Ringo e George não conseguiram gravar discos-solo que chegassem aos pés de qualquer um dos Beatles. Eu sei, muitos leitores vão gritar, mas opinião não é palavrão. No caso do Zeppelin a magia é mais impressionante porque a biografia da banda mostra que Page & Plant são a mistura ideal, o caldeirão onde as porções de genialidade são misturadas. E é evidente que a potência devastadora de John Bonham na bateria e o baixo fraseado de John Paul Jones brilham até hoje a bordo do Led Zeppelin.

Outro fenômeno: nunca, em nenhum momento, milhões de fãs (nos quais me incluo) cansam de ouvir qualquer disco do Zeppelin. Do primeiro ao último. Fãs que sequer eram nascidos quando a banda acabou. O que será isso? Existe uma explicação? Enquanto pensamos e soltamos balões cheios de interrogações, ouvimos Page, Plant, Paul Jones e Bonham em mil novecentos e sempre.