segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Adeus, The Who

                                                The Who em 1974


Acabei de ouvir pela terceira e última vez o CD duplo do The Who “Quadrophenia, Live in London” que acabou de ser lançado junto com um DVD. Foi bom ter ouvido. Foi bom porque, finalmente, aceito que The Who acabou com a morte de Keith Moon, baterista (o maior da história do rock) em 7 de setembro de 1978.

A partir daí me deixei enganar por discos fracos, shows (que vi em vídeos) previsíveis, enfim, a banda que eu conheci na adolescência e que elegi como minha favorita acabou mesmo em 7 de setembro de 1978. Por que? Porque Pete Townshend (guitarra, voz, composições), Roger Daltrey (voz), John Entwistle (baixo, sopro, voz) e Keith Moon (bateria) formavam uma “substância” única. Não haverá outro como Moon (morto por overdose) nem como Entwistle (morto em 2002 de ataque cardíaco provocado por cocaína).

Townshend e Daltrey forçaram a barra, contrataram os magistrais Zak Starkey (baterista filho de Ringo Starr, afilhado de Moon) e Pino Palladino (baixista) mas que em nenhum momento chegam perto de Moon e Entwistle. De propósito, surfei na onda do engano fingindo que não estava vendo ou ouvindo. A bomba explodiu agora, com essa pobre e medíocre versão ao vivo de “Quadrophenia”, segunda ópera-rock do Who (genial, lançada em 1973), que veio na sequência de outro discaço, “Who´s Next”, de 1971.

Com um longo atraso, dou adeus ao Who cujo último disco, “Who Are You” (de 1978) é um legado de Keith Moon. Agora, quando quiser ouvir a “minha” banda não irei me iludir recorrendo a trabalhos pós-1978 porque é frustração na certa. A unidade quebrou, a ideia foi pulverizada. Pete Townshend, líder da banda, mantém uma bem sucedida carreira-solo e, sinceramente, só mesmo muito, mas muito dinheiro para fazer os caras manterem a marca The Who somente com dois integrantes da formação original, de 1965.

Sem mais, é isso aí. Viva The Who 1965-1978! E só.