sábado, 1 de novembro de 2014

Show de Roger Hodgson inflama minha memória afetiva


Dias atrás, meu irmão de sangue Fernando Mello me convidou para assistir Roger Hodgson no Vivo Rio, a minha casa de shows predileta no Rio. Roger Hodgson foi um dos fundadores da lendária banda Supertramp que ele participou de 1970 até 1982. Seu último disco à bordo da banda foi o “Famous Last Words”. A partir daí o Supertramp seguiu com o outro co-fundador Rick Davies à frente (assisti a um show pífio da banda) e Roger Hodgson mergulhou numa intensa e muito bem sucedida carreira-solo.

Minhas memórias afetivas são musicais. Todas elas. O Supertramp é um desses nomes que sabem pontuar exatamente onde (e como) eu estava em determinada época. Por isso, levei um lenço no bolso da calça para assistir ao show prevendo muitas lágrimas nostálgicas (detesto nostalgia, mas abro espaço para urgências assim) e logo na primeira música (“Take The Long Way Home”), a plateia veio abaixo (lotação esgotada) e eu comecei a ulular.

Durante duas horas e 20 de músicas, eu vi minha vida projetada naqueles arroubos de teclado, baixo, bateria, eu vi amigos, vi amores, sintonizei meu coração com a Califórnia, enfim, deixei que minha memória afetiva fizesse de mim o que bem quisesse. Não chorei porque o som de CD do show, aliado a avalanche de energia positiva de milhares de pessoas que berravam todas as músicas, transformaram minha sombria nostalgia em celebração à vida. Vida! Lá encontrei o amigo Hilário Alencar, sua mulher Gláucia e o filho Pedro.

Não satisfeito, cheguei em casa e assisti a todos os vídeos de Roger Hodgson no You Tube e aí sim, 5 e varada da manhã, fui dormir. Pensando que o tempo não foi perdido, que a música, os amores, amizades, projetos foram belíssimos e agradecendo a meu irmão desejando a Hodgson muito sucesso. Afinal, das milhares de pessoas que estavam no Vivo Rio ele foi uma das que mais se emocionou. Todo mundo viu.


Quem quiser saber por onde a tour dele vai passar basta acessar www.rogerhodgson.com