sábado, 29 de novembro de 2014

Paul McCartney deveria convidar outros medalhões para subirem ao palco



                         Wings
 
Concordo com o milenar amigo, jornalista, radialista, fotógrafo, D.J. Maurício Valladares, que escreveu em seu site Ronca Ronca, que mora em www.roncaronca.com.br depois de assistir Paul McCartney em São Paulo, quarta-feira. Não estranhem, Maurício não usa maiúsculas:

“ontem, papeando sobre a banda que acompanha macca, eu disse que gostaria de ver uma turma mais conectada aoque foi o wings com denny laine & jimmy mcculloch… com músicos que dessem mais personalidade ao som inoxidável de paul.

ok, a banda atual é boa… mas é fria, sem graça… falta a presença de alguém como um chris spedding na guitarra…
ou um peter frampton… ou até um bill wyman no baixo.”

Concordo com você, Maurício. Os músicos que tocam com Macca atualmente são sensacionais (claro!), mas estão faltando estrelas. Um Peter Frampton na guitarra, ou convidados mais ousados como Adrian Belew (para mim o melhor guitarrista parido pelos anos 1980) ou, por que não, o grande Mick Taylor.

Acompanhei na TV a caótica lambança que foi a transmissão do show de São Paulo, terça-feira e, é lógico, que Macca estava bem cansado na segunda parte do set de músicas. Normal, está com 73 pratas na caveira e vinha de outros shows. Em outros tempos, aqueles do Wings, com certeza ele teria dividido a bola com o magistral Denny Laine, que, por sinal, está por aí, tocando em pequenos lugares. Por que Paul não o convida para a banda?

Enfim, sabemos que é uma questão complicada, que o marketing determina que “as pessoas que vão ao estádio tem que ver Paul McCartney e ponto final”. Mas creio que a essa altura da vida, Macca pode estar relevando esses conceitos. Ou não? Até que ponto uma outra estrela, mesmo que de grandeza maior, ainda “ameaçaria” o seu reinado de palco? Sei não. Fato é que uns convidados iam dar um novo colorido, uma nova pegada ao show que, por mais que esteja muito bom, correto, irrepreensível, chega perto da perigosa fronteira da burocracia.