quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Atitudes de ano novo



Quem sou eu para dar dicas, conselhos, palpitar, insinuar sobre rumos, trilhas, caminhos que as pessoas devem tomar? Por isso, listei o que penso sobre o início de ano novo. Vamos lá:

1 – Fuja dos chamados manuais de mudanças necessárias nesse início de ano novo. É um conceito velho, falido, arcaico, totalmente inútil. Surfe suas ondas na medida do seu possível.

2 – Ação. Sabe o “Luz, Câmera, Ação” do cinema? Ando cheio de tanta luz, tanta câmera. Falta ação. Agir é crucial.

3 – O povo é sábio quando diz que “passarinho quando anda com morcego acaba dormindo de cabeça pra baixo”. Quem são as suas companhias? Pessoas que estão um passo a frente e não 100 para trás? Pessoas que tem a acrescentar, não são provincianas, nem reacionárias, ou daquelas que se acham nas nuvens e outras microcatástrofes existenciais? Pois invista nelas. Precisamos de gente que nos faça ouvir porque, em muitos momentos, ficamos roucos de tanto falar para desertos inférteis.

4 – Sabe aquele livro? Leia. Sabe aquela música? Ouça. Sabe aquele filme? Assista. Sabe aquele site? Acesse. Rápido, logo. Como diz um amigo meu “agora enquanto ainda”.

5 - Está cercado de pessoas atrasadas, invejosas, pra trás, gente que cultua o mofo, o velho, o inútil? Não acha que está na hora de detonar? Andei aturando, mas já comecei 2014 ceifando cabeças que fedem a falso moralismo, provincianismo (começo a concluir que o provinciano é tão ou mais daninho do que o delator) e que nos usam como bancos de sangue. Chega!

6 – Foi pouco a praia este ano? Por que? Perdeu a fé de que a água salgada, piscinão de iodo, faz bem ao sistema nervoso? Que tal voltar aos mergulhos, ao papo vadio na beira do mar com amigos, conhecidos, gente de bom astral?

7 – E o trabalho? Saco cheio? Não dá para dar uma de herói. Tarzã nunca trocou de cipó sem ter outro na outra mão. Mude de trabalho, mas garanta o novo antes de se estabacar na floresta.

8 – E o amor? Bom, o amor é sagrado, radicalmente pessoal e intransferível. Só quem sente e vive, sabe de que tipo é. Não existe o padrão Henry Miller/Anais Nin e muito menos Chapeuzinho Vermelho/Lobo Mau/Vovozinha. Cada amor tem uma cor, um aroma, uma luz, uma canção. Viva o seu.

9 – Família. Se achar necessário, anistie todo mundo. Vale a pena. Perdão é uma palavra poderosa e família outra mais ainda. Vale dar a décima segunda chance.

10 – Fique atento aos bons sinais. De todos os cantos, todas as áreas. Preste atenção à saúde, arranje um bom clínico que tenha o seu plano de saúde (isso sim é desafio) e deixe o barco ir, mar a dentro, vida a fora. Sempre.

Feliz 2015!