terça-feira, 7 de outubro de 2014

"ÁGUA DO RIO": Banda "Criadores de Acaso" lança EP com quatro novas canções - Por Mehane Albuquerque Ribeiro

Há algum tempo não aparecia no cenário da música brasileira uma banda tão versátil quanto os CRIADORES DE ACASO. Com canções autorais cheias de poesia e músicos talentosos, a banda vem conquistando aos poucos seu lugar no Pop-Rock nacional, atraindo um público bem diversificado, que se identifica com as mensagens das letras e com os ritmos que traduzem a preocupação da banda em não se prender a um único estilo.
“Continuamos coerentes com a nossa incoerência”, diz o vocalista e poeta Alexandre Crof, que assina as músicas, em parceira com o baixista Augusto Manso.

No ano passado, os CRIADORES DE ACASO lançaram o primeiro CD, intitulado Tempo de Voar. Agora trazem ao público o EP “ÁGUA DO RIO”, com quatro canções que marcam o amadurecimento do trabalho, em uma fase onde imprimem mais força às letras e às melodias.

Com produção musical de Caio Barreto e arranjos de metais (trombone e trompete) com o toque especial de Bubu Silva (Los Hermanos), a gravação foi feita no estúdio Melhor do Mundo, no Rio de Janeiro. A mixagem ficou a cargo de Alexandre Griva e o EP foi masterizado nos Estados Unidos, no HanzsekAudio (Washington).

ÁGUA DO RIO – MÚSICAS:

- Coração de Mulher


A música fala de uma mudança possível, se todos ouvirem a voz da intuição. Acreditar no sonho para torná-lo alcançável, ver a vida com um olhar mais feminino, com coragem e determinação, mas sem deixar de lado a sensibilidade. Abrir o coração das pessoas para que essa transformação possa ocorrer, em primeiro lugar, dentro delas.  

- O Filme
Assim que saiu do cinema, após assistir ao fime "On the road", de Walter Salles, baseado na obra do escritor norte-americano beatnik Jack Keoruac, o poeta Alexandre Crof imediatamente compôs essa canção, que fala sobre seguir sempre em frente, sem medo.
“A vida corre como um rio que não para, mesmo que não saibamos de onde viemos e para onde vamos. O caminho, na verdade, é o que mais importa, mas a intensidade com que você o percorre é que faz toda a diferença”, diz ele.
E se cada um tem sua história — como em um roteiro de cinema, onde somos personagens de nós mesmos — surge uma pergunta que serve de mote para a canção: "Onde começaria o filme da sua vida"? 

- Para o que der e vier

O refrão é uma espécie de lema daqueles que não se colocam como vítimas diante dos desafios da vida, e que sempre sabem encontrar soluções — criativas e simples — para os problemas que surgem diante delas. É preciso estar sempre pronto para viver, seja o que for, com muita disposição e garra. Esta é a mensagem deste rock com pitadas de rap e influência funky. 

- Muito Prazer

Com uma levada que remete à Black Music dos anos 70, e que convida as pessoas a dançar na pista, a canção fala daqueles que fazem o que querem, sem se preocupar com o que os outros irão pensar. São pessoas espontâneas, contraditórias, inesperadas... São, ao mesmo tempo, criadores de caso e de acaso.



ÁGUA DO RIO - FICHA TÉCNICA:

Músicas – Alexandre Crof e Augusto Manso
Produção Musical: Caio Barreto
Mixagem: Alexandre Griva
Arranjos dos Metais: Bubu Silva
Estúdio de Gravação: Melhor do Mundo, RJ
Masterização: HanzsekAudio, EUA
Produção Cultural: Xis Culturalis Produções Artísticas


CRIADORES DE ACASO:

Alexandre Crof - Voz e composições
Augusto Manso - Baixo, composições e arranjos
Caio Barreto - Violão e guitarra
Diego Andrade - Bateria
Thiago Gomes - Teclados
Vitor Tosta - Trombone
Bubu Silva – Trompete



CRIADORES DE ACASO NA INTERNET:

Página na web: www.criadoresdeacaso.com
Twitter: https://twitter.com/criadores8 (@criadores8)



quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O Rio superlotou. Não cabe mais ninguém

Obra, obra, obra, BRT, BRT, BRT, metrô,metrô, metrô, barca, barca, barca, nada resolve os dramas urbanos do Rio. Por que? Porque o Rio lotou, esgotou, não cabe mais ninguém. Como se diz na Inglaterra, sold out total. Quando falo Rio estou me referindo a capital e também região metropolitana e periferia, onde se encontram cidades como Caxias, Belfod Roxo, Magé, São Gonçalo e Niterói.

Alguns fenômenos da não-natureza só servem para destruir e a especulação imobiliária gananciosa e desenfreada é um desses fenômenos. Fora do Rio anuncia um paraíso, uma Shangrilá com a população dando beijo na boca esperando o VLP (maquete) no Porto Maravilha (maquete), enfim, uma cidade inventada, cidade cenográfica.

Aí, vendem apartamentos de 30 metros quadrados para incautos do interior, ao longo de anos (com o irrestrito apoio das autoridades), e a cidade veio inflando, inflando, inflando até explodir. Caos no Rio (Capital), caos em Caxias, Nova Iguaçu, enfim, onde existe a especulação imobiliária reina o inchaço, a criminalidade, a deformação. Soma-se a isso a falta de planejamento familiar e 
pou!


Solução? Havia se pudéssemos dar uma esvaziada no Rio o que, evidentemente, é impossível, mas caso os governantes tenham um grave surto de seriedade, matam a especulação imobiliária. Aí, sim, poderemos começar a conversar. Além, é claro, de um profundo programa de controle da natalidade em TODAS as classes sociais. Por que não?