quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Falta luz, falta água, falta vergonha na cara dos governantes e do povo

De tanto mentir e roubar o fascista Benito Mussolini (ex-primeiro ministro da Itália), foi justiçado pelo em povo 25 de abril de 1945. Da esquerda para a direita, os corpos de Nicola Bombacci, Benito Mussolini, sua amante Clara Petacci, Alessandro Pavolini e Achille Starace, expostos na Piazzale Loreto, Mezzegra, Itália.

Desde o ano passado todo mundo diz que os governos iam fazer racionamento de água pela mais simples das razões: a água acabou. Os governos, levianos, visando as eleições, desmentiam o racionamento categoricamente, as vezes com indignação e cara de choro, como foi o caso do governador de São Paulo.

A verdade boiou ontem. Se a seca continuar, dos sete dias da semana, São Paulo vai ficar cinco sem água. Racionamento. Mais: ontem o governador do Rio, que é saco e ovo com a presidente, descartou racionamento em terras fluminenses, onde vários reservatórios estão secos. Uma afirmação dessas é piada, cinismo e leviandade ampla, geral e irrestrita.

É óbvio que vem aí o racionamento de luz porque os governos não investiram o que tinham que investir em construção de hidrelétricas, reservatórios, ou deixaram que sumissem com o dinheiro da famigerada infraestrutura que o Brasil não tem.

O governo preferiu o populacho, e injeta mais grana no bolsa-família que drena 24 bilhões de reais por ano (e vai aumentar neste 2015), bolsa isso, bolsa aquilo. E já que impera o populismo, por que não criar o bolsa-idoso, para atender a pessoas com mais de 70 anos, que vivem em estado de penúria já que a maioria não conseguiu contribuir para o INSS ao longo da vida? Por que o populismo brasileiro só pensa em criança?

O governador do Estado do Rio preferiu dar R$ 50 milhões, uma espécie de bolsa-chuva, para produtores rurais em vez de ter feito obras preventivas antes. Era o vice-governador de Sergio Cabral desde 1 de janeiro de 2007, e assumiu o poder em 3 de abril de 2014 e, como todo o país, também sabia que a água ia acabar. Nada fez durante sete longos anos, quando mandava muito no Estado do Rio.

Poucas vezes mentiu-se tanto no Brasil como agora, o que confirma a velha rasteira, o estelionato político a luz do dia, rabo-de-arraia, sem que a sociedade civil reaja. A presidente “desdisse” tudo o que prometeu na campanha para a reeleição; o juro do cheque especial bateu calamitosos 200,6% ao ano e ainda vai sumir mais.

A taxa Selic subiu mais 0,5% (bateu 12,5%), combustíveis vão aumentar ainda mais (ao contrário do resto do planeta onde o preço desaba), o preço da energia elétrica suga a jugular do eleitor que, de novo, nada fez, nada chia, não reage, mesmo sabendo que está sendo estuprado pelo governo que tem que arranjar dinheiro para bancar a corrupção na Petrobrás e em outras estatais que não estão na berlinda. Aliás, quando irão abrir as caixas pretas de todas as estatais? Nunca? Pode ser.

A leviandade não tem cara, partido, credo. A leviandade é leviana e fim de papo. Continuam roubando na saúde, na educação, nos transportes e os governos mentem, mentem, mentem dizendo que tudo está sendo apurado com o maior rigor. 

Rigor mortis? Só pode ser.

P.S. - A propósito, uma frase de Benito Mussolini, aquele senhor que está pendurado de cabeça para baixo na foto:

          " Eu sempre achei mais fácil convencer uma grande massa do que uma só pessoa." (B. Mussolini).