quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Se o Brasil tivesse encarado guerras tudo mudaria ou nada mudaria?



Prólogo – “Minha ideia sobre Deus está formada pela profunda convicção emocional da presença de uma força racional superior, que se revela no incompreensível do universo” (Albert Einstein); “Não posso dizer “eu creio”. Eu sei! Tive a experiência de ter sido capturado por algo mais forte do que eu, algo a que as pessoas chamam Deus” (Carl Gustav Jung).   

Até os livrotes vagabundos tricotam freneticamente sobre o renascimento de nações que foram dizimadas por guerras. Inglaterra, Alemanha, Itália, China, Japão. A Coréia do Sul, depois de ser destruída nos anos 50/60, passou todo mundo e hoje é o país-modelo em educação. Isso sem falar em tecnologia, distribuição de renda, etc.

Brasil. Na Câmara dos Deputados, que nós elegemos, a prioridade continua sendo aumentar o faturamento. Li também que, além da calista e da consulta médica, subiu tudo. Normal, não é? Enquanto Dilma e Graça conversavam no palácio, celebrando a profunda amizade, a Petrobrás era assaltada.

Se o Brasil tivesse encarado guerras tudo mudaria ou nada mudaria? Sabem a antiga teoria psicanalítica de que o ser humano só cresce com dor, sob tensa e intensa crise?? Ela se aplica a nações? O Vietnã viveu em guerra de 1910 a 1975. Japão invadiu, França invadiu, Estados Unidos invadiram. Só na guerra contra os Estados Unidos morreram 1 milhão e 500 mil vietnamitas que, em nenhum momento, largaram o osso. Foram até o fim e botaram os americanos pra fora com memoráveis chutes na bunda. Hoje o Vietnã já é quase um “tigre asiático”.
                                               
Parto de um princípio de que a culpa não é de quem faz, mas de quem deixa fazer. Exemplo: se puserem um caixa eletrônico em cima da Pedra do Arpoador a culpa será do banco ou da prefeitura? Com a passividade popular e eleição é a mesma coisa. A passividade popular homologa os desvios. As eleições sacramentam. Em outras palavras, qualquer pau de enchente que esteja no poder num regime democrático, o aval (culpa) é nosso.

Não vou citar exemplos de outros países que venceram o arbítrio/corrupção/canalhice porque todos (sem exceção) usaram a truculência. Mussolini foi pendurado num poste, americanos jogaram coquetéis molotov em postos de gasolina que aumentaram preços no crash de 1929, enfim, não encontro um exemplo de vitória popular que não passe pela luta. Física. Logo, como sou pacifista, fecharei a cisterna.                                      

Não estou defendendo ninguém e muito menos atacando. Estou apenas refratando diante do que vejo, sinto. E o que a História me conta, sussurrando de madrugada, é que por coincidência os povos regidos por fanatismos religiosos são os mais manipulados. Os povos da Índia e África, em sua maioria, são hordas de mortos-vivos dopados por crenças fanáticas que não deixam enxergar que os seus governos roubam, matam, achacam, em nome desse mesmo fanatismo.

Para mim nada é possível sem Deus. Querem saber? Para mim tudo é impossível sem Deus. Não tenho lastro teológico algum para afirmar que Deus discorda do fanatismo religioso, mas tenho o direito de imaginar que Ele não concorda. Fanatismo paralisa, enlouquece, dopa. Fanatismo quando decreta que orelhão é sagrado os seguidores batem palmas quando o Estado não instala orelhão nenhum.

Fanatismo quando determina que peixe é sagrado seus seguidores autorizam o Estado a não investir nada em indústria pesqueira. Mao Tse Tung radicalizou quando sentenciou que “a religião é o ópio do povo”. A religião não, mas o fanatismo, mais do que o ópio, é pior do que heroína.

Por que somos tão submissos? Faltou guerra? Faltou o olhar do invasor dentro da nossa casa citando Renato Russo : “eu sou a sua morte/ vim de fazer companhia”? De vez em quando vejo carros com adesivos “Basta isso”, “Basta aquilo”. Bastar como? Como se “basta” a lambança? Como se basta o arbítrio, a corrupção, tráfico de vidas?  Out-estima, digamos.

Fato é que a gemedeira e a vitimologia continuam por aí. Continuamos pagando a tal taxa de “assinatura” dos telefones, engolindo o “matematicalogismo” que aumenta planos de saúde, luz e salários de deputados. Qual é o critério? A submissão? Qual é a saída? Quem é o inimigo, quem é você?