terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Manada humana fecha a ponte Rio-Niterói e dá um tiro no pé



No pé é pouco. Um tiro na própria cara. Os manifestantes que fecharam a ponte Rio-Niterói, nesta terça-feira, protestando contra a paralisação das obras do Comperj (Petrobrás), em Itaboraí, tinham tudo para conquistar o apoio da opinião pública. Afinal, o Comperj parou porque depois de tudo o que aconteceu (e acontece) com a Petrobrás o dinheiro acabou e a população já está pagando o pato, quer dizer, o porco com a avalanche de aumentos.

Só que ao fecharem a ponte, prejudicarem seriamente a vida de milhares de pessoas (não deixaram passar nem uma ambulância), punir quem também já está cansado de apanhar, os injustiçados do Comperj não só perderam a razão como ganharam o asco amplo, geral e irrestrito da opinião pública que, com razão, passou o dia xingando, amaldiçoando, mandando as favas os manifestantes.

Terá sido burrice dos organizadores do movimento? Não. Não existe burrice em política. Ao jogar a manada contra a população, os líderes optaram pela anarquia por razões que, por enquanto, frequentam o terreno das especulações. 

Por que não entraram pacificamente no prédio da Petrobrás, que é a dona do Comperj e grande vilã nacional do momento, e ocuparam o pátio em sinal de protesto? Por que não protestaram de outra maneira, visando o respaldo popular? Para que (e por que?) fechar a ponte Rio-Niterói, sabendo que os milhares de cidadãos que usam aquela via, de ônibus, van, carros, também são vítimas de um país à deriva, refém de um arrocho tributário feito para cobrir rombos provocados pela dobradinha corrupção/incompetência?

Só espero que essa lição de “democracismo”, bandalha e mau caratismo coletivo não sirva de exemplo para outros bandos que, covardes, preferem bater em gente do bem em vez de encarar os verdadeiros moleques da nação todos sabemos quem são.