terça-feira, 21 de abril de 2015

Como vai ser o filme “A Onda Maldita”

 
    Cacá Duegues e Renata de Almeida Magalhães
    L.G. Bayão com Erasmo Carlos
    Tomás Portella
                     Bruno Wainer
Depois da nota que saiu ontem na coluna Gente Boa do Globo, e também na versão do site do jornal sobre o filme “A Onda Maldita”, assinada pelo Guilherme Scarpa, minha página no Facebook, mais WhatsApp, e-mail e o escambal entraram em polvorosa. Ainda bem! A Rádio Fluminense FM desperta paixões, muitas paixões. Mensagens do Rio, São Paulo e de todo o Brasil, todo mundo querendo saber do filme. Pessoas que ouviam a rádio, ou ouviram falar da rádio e a maioria que nem era nascida quando ela entrou no ar em 1 de março de 1982. Ontem foi um dia maravilhosamente alucinado para mim.

Por isso é preciso deixar bem claro como será este filme. O longa metragem não será um documentário. Quando fui procurado pela Renata de Almeida Magalhães, dona da Luz Mágica Filmes, que adquiriu os direitos de meu livro “A Onda Maldita – como nasceu a Fluminense FM” para transformar em filme, a ideia é fazer uma ficção em cima da história que contem.

Quem leu o livro em suas três edições sabe que a minha narrativa é apaixonada, na primeira pessoa e traz a minha visão (versão) sobre essa incrível rádio que mudou a vida de tanta gente. Por isso, indiquei e a Renata aprovou o L.G. Bayão como roteirista porque ele já estava trabalhando numa ideia parecida. Foi ele quem fez a adaptação do livro para o filme e há tempos estou com uma primeira versão do roteiro comigo.

Isso tudo foi em 2012. Ano retrasado tivemos uma reunião na Luz Mágica: Renata, Cacá Diegues (também dono da produtora) eu, Bayão e o diretor Tomás Portella, extremamente talentoso e totalmente afinado com o projeto. Depois, nova reunião no Bar Lagoa com o Bruno Wainer (irmão do querido e saudoso Samuca, CEO da Downtown Filmes – distribuição), Renata, Bayão e eu.

Ou seja, o filme não vai só contar a história da Rádio Fluminense FM. Vai além. Vai tratar de rock autêntico, de sonhos, paixões, delírios, tendo como eixo e alma a rádio que mexeu (e mexe) com corações e mentes em todo o país.

Com relação a produção musical, prometo não decepcionar. Sim, trabalho com base em minha memória e como amo aquela rádio não foi difícil listar 300 músicas que fizeram história na Maldita, nacionais internacionais. Dessas 300 devem ficar umas 20 no corte final, numa triagem final que estou fazendo.

Aos que perguntam se falar da rádio me cansa a resposta é: não, não me cansa. A Rádio Fluminense FM vive numa área muito nobre de minhas memórias afetivas e profissionais e falar dela, trabalhar por ela é como se a tornasse eterna, como de fato é.

E isso é maravilhoso.

P.S. - Quando fui visitar a exposição sobre a Rádio Fluminense FM no Centro Cultural dos Correios, em Niterói, semana passada, fui abordado por ouvintes que queriam tirar fotos comigo. Sou tímido pra caramba mas é claro que fotografei com eles com o maior prazer.

Toda semana, desde 1982, sou abordado por desconhecidos, ouvintes, quase ouvintes, estudantes, querendo falar da Rádio. E eu falo, com muito prazer. 

Depois dela, 1985 em diante, dirigi os primeiros passos do projeto da Globo FM, fui subeditor do Caderno B do Jornal do Brasil, trabalhei na área de marketing internacional da gravadora PolyGram (hoje Universal Music) lançando álbuns do Dire Straits, Tears For Fears, Jimi Hendrix, plano de marketing para a implantação no Brasil da gravadora Windham Hill, da Califórnia, trazida de lá pelo saudoso Carlos Celles, diretor internacional da companhia.

Dirigi mais de 70 especiais musicais na Rede Manchete onde também escrevia o programa Schock (também na Manchete), criado e dirigido por Dario Menezes e, ao mesmo tempo, escrevia o roteiro do Globo de Ouro da Globo.

Correspondente Cultural do Estadão no Rio, escrevia para o Caderno Dois sobre cultura e depois veio a fase da Cultura em Niterói, os livros, tudo o que fiz e faço.

Mas nada reverberou e reverbera mais do que a Fluminense FM, a quem sou constantemente associado com muita honra e prazer. Lá fiz grandes amigos, conheci música de qualidade e me convenci de que o Brasil ama a ousadia, a inteligência, o trabalho bem feito.