segunda-feira, 13 de abril de 2015

Dar referências ficou perigoso. Melhor acessar www.reclameaqui.com.br

    Menor emoção e mais bom senso na hora de exigir os seus direitos
    A melhor invenção. Respostas imediatas
Desde 1.500 vivemos momentos de crise nos serviços - praticamente todos eles - no Brasil. Isso atinge tanto as pessoas jurídicas como as físicas. Há tempos, uma senhora (leitora aqui da Coluna) perguntou qual é a minha TV por assinatura. Respondi. Ele emendou com uma segunda pergunta do tipo “você acha boa, recomentaria?”. Respondi, francamente, que não recomendo serviços a ninguém porque não quero queimar meu filme por causa dessas empresas.

Ela compreendeu mas ficou meio encafifada, por isso insisti para que não pensasse, em momento algum, que eu estava de má vontade. Mais: sugeri (como sugiro aos leitores) que ela acessasse o site www.reclameaqui.com.br que concentra boa parte das reclamações sobre empresas de todos os gêneros, de smartphones a lambanças de prefeituras, passando por supermercados, farmácias, TVs por assinstura, internet. Quem me deu essa dica, há um bom tempo, foi meu irmão, advogado (ele e minha cunhada Milena, vastíssima experiência, atuam muito bem em Direito do Consumidor), conselheiro da OAB-Niteroi, Fernando de Farias Mello, site www.fariasmelloberanger.com.br .

No ano passado, um vizinho perguntou qual é a minha internet em banda larga. Disse qual é mas também não recomendei porque está cada vez mais difícil darmos referências numa terra onde a qualidade dos serviços oscila como montanha russa. Além disso, não estou satisfeito com a empresa e só não saí para não trocar seis por meia dúzia.

A coisa chegou num ponto que não recomendo, sequer, colegas para emprego porque o último que indiquei, recém-formado, que trabalhou como trainee numa empresa onde eu era sênior, e que eu julgava exemplar, foi para a companhia que indiquei e começou a faltar, chegar atrasado, vacilar no texto, sei lá o que deu no cara.

Esse caos nos serviços gerou uma situação incomoda, chata. Temos vontade de ajudar, indicar, mas depois corremos o risco de estarmos atrapalhando muito mais do que ajudando. Portanto, o negócio é ser franco e bater o pé: não indico, não nego.