terça-feira, 26 de maio de 2015

Sonhando com “Starship Trooper”, do Yes, tocando numa praça em Teresópolis

                         Texto restaurado e remixado
Sonhei que era 1973 e eu ouvia/via, na primeira fila, o Yes tocando a magistral “Starship Trooper”, no alto da nossa pedra de fé fincava na praça Ginda Bloch, Teresópolis, caminho para a Cascata dos Amores. Acordei cedo com a música na cabeça e enquanto tomava café lembrei de alguns momentos do Yes na minha vida e da minha vida no Yes.

Em janeiro de 1985, Rock in Rio I, convidado por André Midani, fui almoçar com o grupo no hotel Marina, em Ipanema. Não só o Yes, mas boa parte dos artistas da Warner (gravadora que o André presidiu) que participou do festival.

Fiz questão de cumprimentar Chris Squire, meu baixista-herói, tão importante como músico como Paul McCartney e John Entwistle. Afinal, como Macca e Entwistle, Squire tirou o contrabaixo da cozinha e colocou no salão principal da Música, transformando numa espécie de segunda guitarra.

Por falar em segunda guitarra, balbuciei algumas palavras com o sul africano Trevor Rabin, na época sucessor de Steve Howe nas guitarras. Impressionante a levada desse cara, especialmente na segunda parte de “Starship Trooper”, aquele instrumental hipnótico. Vão perguntar “é melhor do que o Howe?” e a resposta me parece muito simples: nada a ver. O estilo de um está longe do estilo do outro, mas apesar da levada final da guitarra em Starship ter sido composta por Howe, para o meu gosto prefiro a versão rascante e demolidora de Rabin.

Alguns dias não saem da nossa lembrança. O Yes Album (disco de 1971) rodando no toca discos da pracinha de Teresópolis, onde meu irmão Fernando César e nossos amigos sorvíamos os delírios da adolescência, mais esse encontro com o Yes em 1985, cara a cara, com certeza nunca mais esquecerei. A ponto de sonhar com eles hoje, sem qualquer motivo aparente. Melhor ouvir de novo.

Faz bem.