quarta-feira, 24 de junho de 2015

Meu negócio é midia de massa. Escrever para ninguém é coisa de eunuco

Estou comemorando os 200 mil acessos a esta Coluna por uma razão muito simples. Desde novo, quando a Comunicação me tragou, fiquei fascinado com a possibilidade de falar para milhares, milhões de pessoas, o que os americanos batizaram de mass media, mídia de massa. Gosto, gosto muito porque é bom compartilhar, ouvir opiniões, sugestões, enfim, gosto de escrever no epicentro do caos.
Muita gente pergunta porque quase não tenho mais postado vídeos no meu Facebook. De fato, tive uma fase em que postava direto, compartilhava o prazer da música com todas as pessoas que estão lá. Só que, de uma hora para a outra, ficando mais tempo na rua, na chuva, na fazenda, meio que abandonei o hábito de entrar na internet de madrugada.
Mas as pessoas continuam perguntando. Lembrei do amigo Miguel Aranega que, como eu, também postava muitos vídeos musicais em sua página. Um dia, ele escreveu um longo texto dizendo que iria parar de postar por uma série de razões e eu até deixei uma mensagem para ele protestando. Depois foi o Lula Tiribás, Sonia Toledo, Débora Dumar, enfim, todos os meus amigos (reais, conheço há anos) pararam de postar músicas.
Não sei se a falta de contato com eles durante a postagem, a troca de comentários e informações sobre as músicas, foram me desestimulando ou se a rua, a chuva e a fazenda, por alguma razão, se tornaram mais interessantes. Mas, fato é, que realmente parei de postar as músicas.
Lembro dos tempos do Fotolog. Tive um chamado Quadrophenia 1973 só sobre The Who. Todos os dias, durante meses a fio, eu publicava um texto baseado em alguma foto inédita da banda. Havia dezenas de pessoas de várias partes do mundo acompanhando, comentando, enfim, interagindo.
Até que um dia tiraram o meu Fotolog do ar. Vim a saber que foi por causa de direitos de imagem, algo que não discuto. Direito é direito. Mas, não nego, foi uma ducha de água fria porque, afinal de contas, sou fã da banda e tá havia postado centenas de páginas fartamente ilustradas.
Por causa disso, me distanciei das mídias sociais, mas quando me apresentaram ao Facebook gostei. Quanto a este blog está nítido que é minha mídia predileta, que não pretendo abandonar. O número de acessos só cresce, o retorno está sendo ótimo. Gosto de compartilhar o que sinto, penso, vejo, e mais ainda de ouvir/ler opiniões. Se eu fosse um intelectualóide masturbador diria que sou “midiático” (urgh!).
Nunca tive diários, não gosto de escrever bilhetinhos essas coisas porque meu negócio é escancarar, de preferência para milhares por dia, possibilidade que este blog vê como altamente viável em breve. Com a força de vocês, amigos, colegas leitores, sem o que nada, absolutamente nada faz sentido.