quinta-feira, 16 de julho de 2015

Fui incoerente como um bagre, mas mudei de opinião: as novas tecnologias aproximam as pessoas

                                                                     O novo site


                                                               Luck Veloso, editor
                                                         André Luiz Costa, engenharia de som
                                                             Cassia Keer, de Paris
                                                   Jamari França, PhD em rock
Antes de mais nada, convites:

Meia noite desta sexta para sábado, estréia a o programa Expresso da Madrugada. De domingo a domingo, o melhor do rock, blues e afins, de meia noite as seis na Radio Cult FM Ponto Com. Mais detalhes, clique aqui: http://www.radiocultfm.com/#!Novo-programa-Expresso-da-Madrugada/cwij/55a7fe670cf24f011b5fdc86
Domingo, 18 horas – Selva do Metal, com Philippe Mello. O programa que enlouquece a vizinhança com o melhor do gênero mais pesado do rock
Domingo, 19 horas – Keer Paris, o must cultural da capital francesa na voz de edredon de Cássia Keer.
Domingo, 22 horas, Jam Sessions como Jamari França, o cara que sabe tudo de rock. Tudo.
Domingo, 23 horas – Cafofo do LAM, meu programa que neste domingo vai apresentar um papo com Dado Villa Lobos sobre seu livro “Memórias de um Legionário” e Renato Russo comparando a Legião Urbana ao Led Zeppelin. Na abertura, uma surpresa.
Agora – Visite o novo site feito por Luck Veloso, o Andy Warhol tropical, que mostra o melhor do jornalismo rock & blues.
Agora (2) – Desde o último sábado a Radio Cult FM utiliza uma moderníssima tecnologia de streaming (transmissão). Som mais forte, limpo, respeitando a Música com M maiúsculo. A engenharia de som da Rádio está nas mãos do André Luiz Costa, o nosso Eddie Kramer.
Agora (3) – Vá até lá: www.radiocultfm.com
Vamos ao artigo de hoje. Caí em contradição? Sim, caí. Em relação a um artigo publicado aqui há meses, pensei melhor e concluí:
Não tenho a menor pretensão de interferir em condutas, comportamentos, hábitos. É só uma opinião, e sempre digo que opinião não é palavrão.
Desde que o satélite russo Sputnik foi lançado, em 4 de outubro de 1957 a Comunicação no planeta sofreu uma revolução. A partir dos anos 1960, 70, 80, 90, 2000 as distâncias foram diminuindo, ligações telefônicas tornaram-se imediatas, as transmissões ao vivo pela TV e rádio viraram rotina.
Hoje, com nossos smartphones ligamos para a China de qualquer muquifo, em muitos casos sem pagar nada via whatsapp e similares; acessamos a internet, e blá blá blá. A humanidade ficou mais próxima de si mesma e resgatou passados, conheceu o presente e, quem sabe, dá uma cutucada no futuro.
Se você está online há 10 anos pelo menos, pense: quantas pessoas interessantes as novas tecnologias te trouxeram de bandeja? E quantas dezenas que estavam perdidas no nosso passado voltaram a nossa cena?
Equivocado e explosivo, num passado recente cheguei a afirmar que as redes sociais aliadas a programas de contato imediato como whatsapp e viber estão acabando com o contato pessoal. Quanta boçalidade! Que imbecil eu fui.
Há tempos estava em casa de uns amigos e o filho, no quarto, mandou uma mensagem pelo whatsapp para a mãe, que conversava conosco na varanda. Ela comentou que já pensou até em vender seu smartphone e comprar um celular comum, sem internet, só com voz. Motivo: “as vezes fico o dia todos sem vê-los (os dois filhos).” Se há culpado nessa história, não é a tecnologia. Provavelmente falta de educação, indolência afetiva, falta de papo, muito papo.
Meses atrás, quando o prefeito do Rio anunciou o tal dilúvio que não veio, passei o dia em reuniões em Botafogo, Leblon e Ipanema. Ninguém me ligou, mas recebi várias mensagens por whatsapp alertando sobre o temporal. Nenhuma ligação do tipo "alô, meu chapa, tudo bem? Olha, vai cair o maior toró!". Só mensagens digitais. Nem SMS (antigo torpedo, que há quem diga que virou fóssil), só programas que exigem que o smartphone esteja conectado a internet. Se eu decidisse não usar o 3G não receberia mensagem nenhuma.
Culpa da tecnologia? Não. É preguiça e indolência mesmo. O cara digita no whatsapp uma espécie de @#%$#da-se high tech e volta para seus desfazeres.
Aliás, rompi com a internet em 3G. Motivo: calça de veludo ou bunda de fora. É WiFi ou nada. 3G e nada são quase a mesma coisa e, além do mais, não estou aqui para sustentar marmanjos especuladores do mercadão das telecomunicações. Dizem que a 4G é melhor, mas ando numa fase trapista e só vou trocar meu smartphone que não tem um ano daqui a...
Está havendo um exagero no uso das novas tecnologias? Está sim. Médicos se relacionam com pacientes por escrito, mexem em dosagens de remédios via WWW. O que fazer? Médico não é táxi num domingo de sol, disponível como um pirulito Zorro, mas se ainda assim a pessoa se ofende, as opções parecem simples: 1 – Diga ao médico que não gosta de consultas online; 2 – Troque de médico.
Bate boca de comerciantes e clientes também são uma realidade e sei de muitos casos de pessoas que, em vez de reclamar com o vendedor de uma loja sobre problemas com determinado produto, preferem acessar o site Reclame Aqui, muitas vezes transformando um fato que poderia ser resolvido olho no olho numa tragédia virtual; em dias de aniversário, no lugar daquele telefone amigo cheio de energia está valendo um texto padrão no Facebook. Muito esquisitos esses novos tempos.
O Reclame Aqui é uma balsa para nós, consumidores náufragos abandonados por um Estado corrupto, safado e moleque. Na boa. Esse negócio de resolver olho no olho não resolve nada. Quando berramos lá no Reclame Aqui (www.reclameaqui.com.br) até o presidente de empresa sente a vara no lombo. Quanto aos aniversários, graças as novas tecnologias atualmente cumprimento dezenas de pessoas todo o mês porque o Facebook avisa. Antes? Quatro ou cinco.
Desde meados dos anos 1990 uso a internet, que Darcy Ribeiro (saudade desse cara) muito bem definiu quando disse que "depois da fala e da escrita a internet é a maior invenção do ser humano". Sem a internet minha vida ia se complicar porque trabalho arduamente com mídia e afins. Logo, preciso me comunicar com agilidade. Mas, na vida pessoal sei que não sou exemplo para ninguém mas prefiro humanizar ao máximo a tecnologia. Como. Humanizando. E viva ela. A tecnologia!