quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A guerra civil decretou que é proibido viver

    Foto: André Redlich - jornal O Fluminense
A guerra civil no Estado do Rio vem de 1964 quando os gestores do golpe se agarram a política de cabresto, pegaram criança faminta no colo e gritaram “casa, comida e roupa lavada!”. Mentira, mas o Brasil copulou, copulou, copulou, pariu, pariu, pariu. Veio o tal milagre econômico forjado nas coxas e também mentiu: “vamos parir, o Brasil Grande garante!”.

A população inchou, a miséria encampou e a politicália que não para de gritar “Parir! Parir! Parir!” se juntou aos traficantes de fé, drogas e afins e todos promovem a orgia da guerra civil. Hoje, apogeu da terceira geração do populismo trabalhista, o governo tomou o Estado, tascou o Estado, afanou o Estado, quebrou o Estado e acirrou a batalha nas ruas, morros, avenidas.

O cotidiano da guerra civil não assumida pelo governo transformou (e transtornou) o codidiano de todos nós. É proibido ir por ali, é proibido depois das seis da tarde, é proibido entrar lá, é proibido...a guerra civil decretou que é proibido viver.

Hoje encontrei um conhecido que tenta resistir ao “decreto”. Ele procura andar pelos mesmos caminhos, usa os mesmos ônibus, não colocou película escura nos vidros do carro e estava muito perto de um lugar onde foram incendiados três ônibus durante um tiroteio na noite desta terça-feira.

Claro, não forçou a barra, deu a volta, mas hoje de manhã foi lá no tal lugar resolver o que tinha que resolver. “Sim, minha cautela aumentou muito, mas não abro mão da minha liberdade. A guerra civil decretou que é proibido viver, mas eu resisto. Não confronto, mas resisto.”

Ponto.