domingo, 20 de setembro de 2015

Arrastões da primavera e o cagaço popular



Hoje, foto O Globo
Copacabana, hoje. Foto O Globo.
  Arpoador, ano passado
O verão sequer chegou, mas a barbárie já tomou conta. Hordas de marginais assaltam banhistas nas principais praias do Rio e a polícia pouco ou nada faz. E quando faz a Justiça diz que não pode. O cara anda com uma barra de ferro na mão direita, estilete na esquerda, vai invadir um ônibus mas...a PM não pode prender porque não rolou flagrante.
Fato é que, dia após dia, a máscara marqueteira das UPPs está caindo. A cidade paraíso que o (des) governador construiu está voltando a seu “jeitinho” carioca de ser.
Multidões de viciados em crack infestam a avenida Brasil, homicídios aumentam, a bandalha social é generalizada e até os famigerados criminosos profissionais mascarados (tratados carinhosamente pela imprensa como black blocs) no passado recente disseram a que vieram: tumultuar em prol de facções políticas profissionais que pagam seus salários. Isso sem falar de um outro “patrão”, o PCC paulista.
O que chama a atenção nesses arrastões é o cagaço da população. Basta vir um grupelho de cinco e até seis crianças (sim, as crianças estão no bolo) pela areia da praia e todo muno sai correndo. Na sexta-feira passada algumas mulheres reagiram, usando paus de barraca como armas. Deu certo. Por que pararam? E os homens? Se borrando, corriam gritando “socorro, polícia!”
Imaginem no verão quando entram em cena os marqueteiros do carnaval que ganham rios de dinheiro com seus blocos de alegria duvidosa e bêbada, mas de cofres forrados com a dinheirama espalhada pelas cervejarias.

A cidade maravilhosa está caindo em si, depois de uma lua de mel que durou mais de alguns anos. E agora?