segunda-feira, 19 de outubro de 2015

O cinza de uma nação desonrada

A amiga Aida Beranger compartilhou este banner no Facebook. Há tempos noto que as cores vivas estão sumindo da paisagem urbana. Nas ruas, só carros nas cores pretos, prata, branco, azul marinho, raramente um vermelho (lembram do Mustang cor de sangue?), um amarelo manga. As roupas também estão em tons formais e fora os maravilhosos shortinhos jeans esfarrapados, noto que as mulheres estão contidas, travadas, usando longas saias largas, vestidões que lembram batas das virgens da Indonésia Oriental.

Claro que só um boçal não percebe que o Brasil está de luto diante desse caos todo que a patifaria fez e faz com a sua honra. Uma nação desonrada não vai as ruas dirigindo carros multicoloridos, vestindo biquinis de lacinho vermelho com shorts amarelos, motocicletas em tons tropicalistas. Esse ar cinzento parece espelhar o inconsciente coletivo do Brasil. Ou não?

Não sou exemplo de nada, absolutamente nada, mas gosto de carros de cores vivas. Amarelo, vermelho. Mas ultimamente, só cores formais porque todo mundo diz que “amarelo é muito over”. Traduzindo “amarelo é muito alegre para perambular por esse cenário que está ai”.

Além da desonra, vivemos o auge da ditadura do politicamente correto que é cinzenta da cabeça aos pés. Seu lema de ordem é “proibido permitir” e isso vale para batons “ousados”, fio dental tipo cipozinho baiano, abajur lilás, vadiagem da boa, chamar de “minha nega” ou “meu nego”, tapinhas etc. Tudo proibido. Passando uma leve sensação de que o Brasil onde havia araras, berimbal, praia, bundas e alegria hoje lembra a Alemanha Oriental dos anos 30, comandada por Adolf Hitler que decretou o fim da felicidade coletiva.

Faz sentido? Esses carros de hoje comparados com os dos anos 80 (foto) tem a ver com isso tudo ou é delírio meu?