domingo, 11 de outubro de 2015

Que vergonha! E a secretária de saúde de Niterói, Solange Oliveira, disse ao Globo que faltou "uma discussão prévia". Discutir o que, minha senhora?


É desesperador o estado do Hospital Universitário Antonio Pedro, que chegou ao fundo do poço. O governo Dilma sepultou o mais importante hospital da história de Niterói e também do Leste Fluminense.

Há pacientes nos corredores; falta remédios e material médico-hospitalar; segundo o diretor do Huap, Tarcísio Rivello, o Ministério da Saúde reduziu a verba. Com isso até o estoque de seringas está reduzido; o hospital deve R$ 3 milhões de luz e R$ 300 mil de água; O Getulinho está fechado, os hospitais Carlos Tortelly e Mário Monteiro com atendimento reduzido.

Ou seja, também na Saúde Niterói está jogada as traças.

Recebi por e-mail essa reportagem da Tribuna RJ:

Texto: Aline Balbino
(...) Desde janeiro que esses pagamentos não estão sendo feitos regularmente. Além disso, funcionários de empresas terceirizadas estão com os salários atrasados. A direção do hospital precisou “enxugar” o quadro de funcionários em 12%. E as demissões devem continuar. O número de leitos na unidade também caiu de 290 para 190.
“Esses insumos já vêm claudicando há muito tempo porque o nosso financiamento está aquém da nossa necessidade. Existe um subfinanciamento do hospital e ele vai se agravando à medida que não há o repasse também. Soma o subfinanciamento com mais essa dificuldade de repasse e atrasos, chega num ponto que o hospital fica desabastecido. A necessidade do hospital gira hoje em torno de R$ 3,3 milhões. Hoje o hospital recebe R$ 2,7 milhões. Existe um deficit. A conta não fecha. Esse dinheiro é para material médico-hospitalar, medicamentos, laboratório, serviço com mão de obra (limpeza, portaria, maqueiro, manutenção, T.I) e serviço sem mão de obra (firmas que temos que pagar como tomografia)”.
Tarcísio afirmou que o hospital está aceitando doações de instituição privadas, desde que as mesmas sejam documentadas. Ele disse que não irá desistir de lutar pelo Antônio Pedro e afirmou que desistir durante a crise seria um ato de “covardia” contra trabalhadores e pacientes.
“Desde que sejam lícitas podemos receber doações. Basta fazer o Guia de Recolhimento Único. Precisamos que eles se posicionem o mais rápido possível. Temos um hospital de alta complexidade. 

São tratamento caros e complexos. Me dói cancelar essas internações, mas preciso fazer isso. Quando cheguei aqui estavam devendo R$ 12 milhões e hoje o número não está diferente. Você vai no almoxarifado e o estado é degradante. Está vazio. Não tem estoque”.
O presidente do Sindicato dos Médicos de Niterói e São Gonçalo, Clóvis Cavalcanti, lamentou a suspensão das internações e atribuiu a decisão à má gestão dos Ministérios da Saúde e Educação.
“A primeira a ser prejudicada é a população. Alguns pacientes esperam há meses por uma cirurgia e acabam morrendo na fila. O segundo prejudicado é o estudante e o médico que se sentem prejudicados. Engraçado como nesse país se tem dinheiro para futebol, construção de estádios e não há para a educação e saúde”.
O Ministério da Saúde informa que o Hospital Universitário Antonio Pedro recebeu em 2015, até agosto, repasse na ordem de R$ 11,1 milhões a mais do que a produção informada de R$ 15,8 milhões. O Huap recebeu da pasta R$ 26,9 milhões este ano.
A nota diz ainda que os repasses são feitos pelos ministérios da Saúde e da Educação, sendo complementado por verbas estaduais e municipais. Para pleitear mais recursos federais, o gestor do hospital deve elaborar estudo junto ao gestor municipal que comprove aumento de produção, mas o Ministério informa que não recebeu pedido de aumento de recursos.