sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Os bandidos não chegaram ao poder via golpe de estado. Foram eleitos pela maioria que voltará as urnas, de novo, ano que vem

                                  

O Brasil sempre foi um chiqueiro ético, principalmente a partir de 1808 quando, se borrando de cagaço de Napoleão (que, de fato, iria carcá-lo) D. João VI e tod a Corte se mandou de Portugal para o Rio de Janeiro. Foi quando começou a esculhambação macunaímica que teve como marco a criaçãõ do Banco do Brasil, em 12 de outubro deste mesmo 1808, para dar mesadas para o D. João. Só para isso.

O mar de lama e o estado brasileiro sempre andaram de mãos dadas, se beijaram na boca (com língua), bagunçaram bordéis. Mas por mais que larápios históricos tenham sapateado sobre a decência, nunca o estado brasileiro foi assaltando com tanta desfaçatez, virulência e apetite como desde 2005, sob o jugo do PT, uma quadrilha de proporções épicas conseguiu devorar até a Petrobrás.

Na última quarta-feira, quando um senador e um banqueiro foram em cana também por roubalheira, a ministra do STF, Carmem Lúcia, disparou com muita lucidez, precisão e sabedoria. Lembro que a Ação Penal 470 é aquela do Mensalão, quando o esgoto começou a vazar:

"Na história recente da nossa pátria, houve um momento em que a maioria de nós, brasileiros, acreditou no mote segundo o qual uma esperança tinha vencido o medo. Depois, nos deparamos com a Ação Penal 470 e descobrimos que o cinismo tinha vencido aquela esperança.

Agora parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo. O crime não vencerá a Justiça. Aviso aos navegantes dessas águas turvas de corrupção e das iniquidades: criminosos não passarão a navalha da desfaçatez e da confusão entre imunidade, impunidade e corrupção.

Não passarão sobre os juízes e as juízas do Brasil. Não passarão sobre novas esperanças do povo brasileiro, porque a decepção não pode estancar a vontade de acertar no espaço público. Não passarão sobre a Constituição do Brasil” ", disse a ministra.

Aqueles que esperam o Brasil se endireitar para atingir seus objetivos existenciais estão fritos. Desde sempre parte desse país se mostra viciada em podridão, calote, banho, corrupção. Repito: nunca o estado foi assaltado como atualmente, mas a história do país registra mar de lama o tempo todo. Foi assim com o pai do trabalhismo (logo, do PT), Getúlio Vargas, foi assim no Império, foi assim sempre.

Hoje nas ruas o que mais ouvi foi “o Brasil está parado”. Sim, está parado. Não porque o PT deu um golpe de estado e assumiu em janeiro de 2003. Ele chegou ao Palácio do Planalto vencendo uma eleição no segundo turno. Lula foi eleito pela maioria da população e depois reeleito. Mais tarde fez Dilma presidente que, ano passado também foi reeleita em segundo turno (polêmicos 51,64% dos votos contra 48,35% de Aécio Neves) e tomou posse em 1 de janeiro.

Todos os bandidos do Congresso foram eleitos pelo voto popular, bem como governadores, prefeitos, deputados estaduais, vereadores. Se o Brasil se transformou numa bandidolândia (colocando no Senado até ex-presidente da república que foi chutado de Brasília por corrupção) é porque a maioria da população votou nos bandidos. Mais uma vez.


Logo, caros leitores, só nos resta torcer para que no ano que vem (eleições municipais) a maioria da população não repita o erro, ou o vício de votar em salafrários. E que em 2018 (caso o mandado da presidente siga até lá) a maioria, por obséquio, não vote em quem votou.

Por favor.