segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Os que reclamam da chuva, do calor, do frio, do vento, da vida...mimimimimimimimimimimimimi

Tenho entrado cada vez menos no Facebook por uma razão: overdose de baixo astral. Gente reclamando de chuva, raios, vento, depois reclamam do calor, do frio, enfim, em suma (ou em semem) reclamam da vida. Aí, meus amigos, estou fora.

Um dia desses sugeri uma emenda constitucional fictícia em que a cada dois anos um presidente da república (assim mesmo em letras minúsculas) deveria passar por um plebiscito. Fica ou cai fora? Seria a pergunta. Se a maioria não estivesse suportando mais (como é o caso agora, segundo todas as pesquisas), assumiria o vice ou um colegiado de notáveis.

Os dilmistas, lulistas, petistas, muitos regiamente pagos para defenderem a cloaca, unidos a uma penca de mamíferos que dormem nas tetas do dinheiro público me chamaram de golpista, disso, daquilo, enfim, a minha bem humorada sugestão provocou uma revolta no chiqueiro. Foi considerada uma afronta a democracia, apesar do plebiscito ser uma ferramenta amplamente democrática.

Reclamam de tudo no Facebook. Da chuvarada maravilhosa que arranca um pouco de esperança para que a suruba ambiental promovida pelas desautoridades públicas seja atenuada. Reclamam do calor, que assola essa terra há milhões de anos na primavera e no verão. Reclamam do frio, iguaria rara, cada vez mais rara, que chutado pelos canos de descargada locupletados com as autoridades pública vomitam toneladas de fumaça no ar, mais desmatamento generalizado turbinado pela especulação imobiliária, favelização em massa e afins. No final reclamam da vida, se colocam na condição de coitadinhos, “ai, por que ninguém me reconhece”, “oh, eu sou tão bonzinho, por que me tratam assim”. Fora, meu chapa!

Viver é uma guerra, no bom sentido. Todos os dias acordamos, tomamos um banho, escovamos os dentes, fazemos a barba, tomamos o café e no alto do armário pegamos o nosso imaginário fuzil AK-47 para partir pro pau, sobreviver ao mercado de trabalho, as desavenças, ao fiasco da segurança pública, a deturpada seleção natural. No final do dia, chegamos em casa, o que já pé motivo de comemoração.

Por isso não aturo mimimi. No Facebook menos ainda porque é fácil chegar lá, dar uma cusparada e ir embora. Duro é confrontar a realidade de que a decantada infelicidade pública é culpa nossa que não fazemos porríssima nenhuma. Fazer o que? Franceses, alemães, americanos do norte, vietnamitas sabem. No fundo, sabemos também.

Mas o arrego é maior.