quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A Gestapo do politicamente correto teria esquartejado pessoas como Peter Sellers

                                                                           

Estou revendo filmes de um ídolo de adolescência, o genial Peter Sellers, um inglês cardiopata que morreu em 1980, aos 54 anos, de ataque cardíaco.

Nascida na Alemanha nazista, segundo o filósofo Luiz Felipe Pondé, a moléstia chamada politicamente correto, vulgo PC, voltou ao planeta a bordo dos esquerdóides nos anos 90. Se tivesse surgido antes teria esquartejado Peter Sellers em via pública devido a seu alto teor de liberdade criativa, considerado crime inafiançável e indefensável pela militância do PC.

Também teriam atirado no forno Mel Brooks por ter escrito e dirigido e clássico do humor “Banzé no Oeste” e cerca de 90% da produção intelectual mundial (des) graças a seus regulamentos, regras, estatutos.

Não podemos chamar um branco de branco, um negro de negro. Neste carnaval, em Minas, um casal resolveu se fantasiar de Aladdin e Jasmine e o seu filho de 2 anos de Abu, o macaco de estimação e um dos melhores amigos do personagem. O casal quase foi linchado porque a Gestapo do politicamente correto decretou que fantasiada de macaco, a criança estava sendo racista.

O PC tem vínculos uterinos com o império da corrupção e do jogo do bicho que comandam, também, o carnaval no Rio de Janeiro. Na Marques de Sapucaí o PC deixa rolar porque mama forte nas tetas da imundice, como bem mostra o magistral e recém lançado livro “Os Porões da Contravenção – jogo do bicho e ditadura militar: a história da aliança que profissionalizou o crime organizado”, de Aloy Jupiara e Chico Otavio.

Foi o politicamente correto que inventou toda a geração de políticos que assola o país desde o início dos anos 90. Apesar de não gostar tive que tirar o chapéu para Leonel Brizola quando ele afirmou, nessa época, que “o PT é a UDN de macacão”. UDN foi um nefasto partido, União Democrática Nacional, cujo lema era uma frase e Thomas Jefferson: “"O preço da liberdade é a eterna vigilância". Com o apoio da UDN o presidente Jânio Quadros proibiu o uso de biquínis nas praias e piscinas de todo o país.

Em 1957, quando era governador de São Paulo, proibiu a execução de rock nos bailes no Estado de São Paulo por acha-lo imoral e também os gritos de vendedores em feiras livres por achar que são assédio.

Em suma, o politicamente correto inventou o “desviver”, o desprazer, o “é proibido permitir”, jogando a sociedade num curral de perversidades moralistas.

Até quando?