domingo, 20 de março de 2016

Censura, travamento, mordaça

Há sol nas bancas de revistas, mas a sensação é de prisão. Domiciliar. Há muito a dizer, escrever, berrar, declamar, mas a movimentação da censura interior é acachapante.

Há tempos não vivo um momento parecido, a solidão das reflexões agudas, não sei se lúcidas, mas que, em tese, seriam um direito. Em tese, o mundo seria outro. Em tese, não teria havido o Vietnã, guerra do Golfo,  microcefalia. Em tese não haveria tese. Haveria vida.

Haveria, não. Haverá. Sempre. Enquanto o sempre permanecer agora e ainda. Liberto. Livre. Como, dizem, o amor.