segunda-feira, 11 de abril de 2016

Elementar, meu caro. Eleição não tem Procon

A diferença é que o Brasil foi descoberto e não conquistado. Há quem diga que foi por acaso e que Cristóvão Colombo já havia avistado nosso litoral antes, mas passou batido. Ninguém sabe porque.

Conquista é uma coisa, descoberta é outra. Aí, em 1808, movida pelo cagaço irrestrito, a Corte portuguesa fez as malas e, se borrando toda, veio parar no Rio de Janeiro fugindo de Napoleão Bonaparte. Dom João VI, imperador, preferiu o calor inclemente do Rio e a fedentina da cidade onde cães, bosta e gente degradada se misturavam em grotescos rituais, a ter que enfrentar as tropas francesas.

A História conta que um dos primeiros atos de D. João foi criar o Banco do Brasil para seu uso pessoal, transformado em cofre particular de onde arrancava milhões e milhões todos os meses. A bordo das naus que partiram de Lisboa, escoltadas por navios ingleses (ingleses que, como pagamento, levaram toneladas - literalmente - de ouro das Minas Gerais), a fina flor da escrotália da elite portuguesa que veio desaguar no Brasil, criado como lupanar. Jamais como nação.

Um país descoberto por acaso, um imperador encagaçado que veio parar aqui nas coxas, uma rainha que se chamava de "Louca", enfim, o Brasil deu no que deu, ou não deu no que deveria ter dado, tem o DNA da lambança.

Em suma, em 2014, 514 anos após a chegada de Cabral e 206 após o desembarque do cagão D. João VI e sua Corte larápia, o povo brasileiro foi as urnas e reelegeu (re!) o governo que aí está. Só que o Brasil quebrou. Se alguém conseguir achar, por exemplo, uma ambulância do Samu verá nela a cara da saúde pública: faróis quebrados, sem sirene, maçanetas amarradas com barbante. Vi uma assim ontem à tarde, e o funcionário no banco do carona batia com a mão na porta para abrir caminho porque a sirene estava pifada e a buzina também.

A educação, o transporte, a segurança, o emprego, a esperança, o sonho, foi tudo ralo abaixo. Absolutamente tudo. Só que eleição não tem Procon. A maioria elegeu o que está aí e, democraticamente, teremos que aturar até 2018 quando, espero!!!, o país já tenha chegado ao fundo do poço. Por que? Elementar. Até agora o Brasil continua em queda livre, sem bater no fundo e, ensina a física, só poderá voltar à tona o que já chegou ao fundo. Física, mecânica, a elementar cinética.

Impeachment? Não vai rolar por várias razões. Várias. Não vou aqui enumerar porque não tenho mais saco, mas não vai rolar. Como D. João VI trouxe à bordo a máxima "os incomodados que se mudem", a opção de viver no Paraguai (opção de um conhecido que está muito bem lá) torna-se cada vez mais interessante.

Em 2018? Pelo desandar da carruagem (1.500, 1808...) vai dar.....................................(preencha você mesmo) na cabeça.