terça-feira, 26 de abril de 2016

O direito de acreditar numa ficção

                                                                               



Depois de uma longa, profunda e (por que não?) sofrida pesquisa, comecei a escrever "5 e 15 - Rock Romance". O livro é uma ficção, mas desde que comecei a pensar nele acreditei em Crimson, psiquiatra e cientista obcecado em descobrir uma substância capaz de livrar os seres humanos da dependência química de drogas pesadas. Em especial cocaína e heroína.

Em minha pesquisa, entrevistei grandes psiquiatras, visitei clínicas e muitos fatos narrados no livro aconteceram. O caso do homem que transformou o corte de suas unhas sua linha do tempo, o outro que se achava um pássaro. Algumas situações afetivas também, como o caso uma das mulheres-chave do livro.

Por que o carro, com marca e modelo? Porque tive um e foi nele que viajei para alguns lugares para caçar subsídios para o livro. Livro que é uma homenagem aos amigos, conhecidos e vários ídolos que as drogas pesadas mataram a partir de 1980. Por isso, 1980 é o marco zero de "5 e 15", quando, diz a gíria, começou a "chover branco" no Brasil, ou seja, a cocaína imperou.

Liliana de La Torre, André Valle e Raquel Medeiros foram as primeiras pessoas a acreditarem no livro. Ao André, amigaço, meu forte abraço, a Raquel, também escritora e jornalista, muito obrigado pelo monitoramento, em 2006 e a Liliana minha eterna gratidão. Através da sua Tech & Mídia ela editou a primeira versão (impressa) em 2006. A nova edição, que foi lançada ontem em versão digital na Amazon (conheça clicando aqui: http://j.mp/lam_5_15  está muito, muito diferente e conta com o suporte de Philippe Mello, sobrinho e afilhado, craque em gestão e ideias atípicas.

Continuo acreditando no sonho de Crimson, na potência da ciência associada ao amor e na honestidade de muitas pessoas. Caso contrário, não investiria 12 anos de vida neste trabalho.

P.S. - Doctor Jimmy existiu. Foi um amigo e saudoso terapeuta que revolucionou todos os conceitos da psicologia, mas não deixou registro de sua proposta.