domingo, 1 de maio de 2016

"Ah! Böwakawa poussé. Num rio de som eu pensei que pudesse sentir a música tocando minha alma. A dança do espírito estava se revelando" (fragmentos de No. 9 Dream, John Lennon)

O cantor popular Steve Tilston é fanático por John Lennon. Em 1971, no começo da carreira, ele deu uma entrevista e o repórter perguntou se caso ele ficasse trilhardário o dinheiro mudaria a sua vida. Ele respondeu que sim. John Lennon leu a entrevista e escreveu uma carta para o cantor que mandou entregar ao repórter. Por várias razões, Steve Tilston só soube da carta 40 anos depois, quando a leu.

No filme "Não Olhe para Trás" (que está no Netflix) Tilston foi batizado de Danny Collins, magnificamente vivido por Al Pacino. A história é sobre o impacto da carta na vida do cantor, bilionário e só, 40 anos depois, cantando o que não queria cantar, escravo do sucesso formatado do mercado, vulgo esquemão, mainstream.

A carta de Lennon existiu, Danny Collins existe (Steve Tilston está com 66 anos) e a história inventada pelo diretor Dan Fogelman a partir dos fatos reais toca, sim. Especialmente porque acho (presumo, chuto) que a maioria das pessoas iria agir como ele a partir da descoberta do grande toque que John Lennon dá.

Quando "No. 9 Dream" de Lennon começa a tocar senti uma erupção na garganta porque é uma dessas canções que me laça e atira num emaranhado de situações fortes, lúdicas, líricas, mas não atemporais, mas o tema aqui é o filme, leve, profundo, musical, totalmente Lennon.

Vale assistir.