terça-feira, 9 de agosto de 2016

A degola do futebol masculino do Brasil

                                                     

Percebendo que sua cotação no mercado da bola pode cair uns pontos (leia-se euros), os vendilhões da bola que militam na seleção devem ter visto a luz amarela acender e devem vencer a Dinamarca, nesta quarta.

No entanto, muitos (será maioria?) brasileiros descobriram, mesmo que tardiamente, que não estavam sendo esculachados não só pela ladroagem oficial em Brasília, mas pela máfia da CBF. Pior: calados os amantes (pagos) do "esporte bretão", da "gorduchinha" souberam que as obras de todos os estádios que viraram arena na Copa de 2014 foram super faturadas pela ganância daqueles que ainda por cima, locupletados com os governos, puseram os preços dos ingressos lá em cima e fecharam a porteira para o chamado "povão".

Parece que não só o estelionato do governo caiu em desgraça popular. Por onde vou (e não vou a poucos lugares) o que vejo, observo, é um monte de gente calada ignorando o aparelho de TV que parece falar sozinho. Antes as dezenas de canais de futebol faturavam horrores com o pay per view. Hoje, me parece (informação totalmente subjetiva) que estão tendo que fazer dança da chuva.

A "torcida canarinho" descobriu que seus trilhardários heróis dos gramados mal conhecem isso aqui. Não caíram no calote que nós caímos, se mandaram cedo do Brasil e fazem carreira lá fora, em Euros, dólar, etc. Fingem que se emocionam, alguns simulam até choro quando perdem uma jogada, mas na boa, querem que o Brasil se exploda. Suas palavras de ordem são débito ou crédito.

Os tais "90 milhões em ação" viraram 200 milhões sem ação, correndo atrás de emprego, indignados com a bandalha nacional. Dificilmente entro num táxi com o futebol rolando no rádio e, semana passada, perguntei a um taxista e ele laconicamente respondeu que "não dou mole pra esses vagabundos". "Esses vagabundos", a meu ver, é toda a cadeia que envolve o futebol, da Fifa ao menor clube nos confins nacionais.

Só um legítimo babaca sofre, torce, chora por..."esses vagabundos". Será impressão minha? Ou o fato da seleção de futebol dos homens estar lascivamente associada a politicagem em geral afasta (e vai afastar ainda mais) o povão do futebol?

Dizem que "isso vai passar". Vai. Tudo passa. Nós passamos. Mas quando passará o nojo pelo futebol da seleção dos homens nos dias de hoje.