domingo, 11 de setembro de 2016

15 anos do “11 de Setembro”, Gene Wilder, Leslie Nielsen, Mel Brook e a Nova Ordem da Boçalidade Mundial



Como todo mundo, no mundo todo, no dia 11 de setembro de 2001 fui solapado pelas imagens vomitadas pela TV mostrando Boeings explodindo contra o World Trade Center. Desespero, correria, gritaria, pânico. Meus colegas jornalistas tentavam saber o que estava acontecendo, o arsenal de perguntas e imagem ocupou o dia, a tarde, a noite, os dias, as semanas, meses anos. Percebemos que o “11 de Setembro” tornou o mundo mais imundo, boçal, imbecil.

Exatamente hoje, o maior atentado terrorista dos tempos modernos completa 15 anos. Quem viaja pelo mundo sabe que a partir dessa data tudo ficou mais bege, frio, chato. O glamour de um voo para Tóquio, o charme a bordo de um navio pelo Caribe, tudo passou a ser regido pelo que determinou um personagem chamado Osama Bin Laden que muitos acham que foi invenção. Entre esses muitos, me incluo. Oficialmente, todo o plano detalhista e perfeito do “11 de Setembvro” foi parido nas imundas e distantes cavernas das montanhas do Afeganistão, na época ocupadas pela Al Qaeda e similares.

Não importa se Bin Laden existiu ou não. Fato é que o “11 de setembro” imbecilizou o mundo de tal maneira que só agora, 15 anos depois, dou a mão a palmatória e admito, sim, que a reação dos EUA a ele foi, entre outras coisas, responsável pelo surgimento do "bostial" estrado islâmico (em minúsculas mesmo) e da ditadura do politicamente correto em todo ocidente. Isso é fato. Uma sociedade que pensa igual, obedece igual, fala igual, age igual, é muito mais fácil de controlar. E assim nascia um dos braços do politicamente correto, a bovinização geral.

Quando Gene Wilder morreu (em 29 de agosto último) quis homenageá-lo com um artigo mas pensei melhor. Pensei melhor e não escrevi porque Gene Wilder estava informalmente banido do cinema pelo politicamente correto, cuja foice devastadora de ideias jamais permitiria, hoje, filmes como “Banzé no Oeste”, “Jovem Franksteine muitos outros. Ele praticava o humor quase ingênuo e livre, como outro que já subiu, Leslie Nielsen, figuraça que estrelou a anti saga “Corra que a Polícia vem aí”, absbolutamente incorreta. Mel Brooks? Dispensa comentários.

Quis a nova ordem da boçalidade mundial, filha não bastarda do “11 de Setembro” que o mundo ficasse chato pra cacete. Quis essa nova ordem que a civilização esbanjasse tecnologia de Comunicação e zerasse o conteúdo. O mundo anda fraco de conteúdo.

Se o Saber sempre foi o maior patrimônio da Civilização, desde a Grécia antiga, Bin Laden (?) e os cacetes a quatro venceram. O mundo passa por uma grave anemia de Saber e bebe garrafões de egolatria, não coleguismo, afeto industrial, que Pete Townshend chamou de “Empty Glass” (Copo Vazio) em 1980.

Até quando?