sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Livros da Semana

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Livrarias pesquisadas:

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Travessa – www.travessa.com.br
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Folha - http://livraria.folha.com.br/         

                       

Felicidade ou Morte

Clóvis de Barros Filho e Leandro Karnal

96 páginas


De filmes e livros a propagandas de televisão, a todo momento somos instados a ser felizes. Pois, como diria o poeta, "é melhor ser alegre que ser triste". O desejo pela felicidade parece ser mesmo uma constante de nosso tempo.
Clóvis de Barros Filho e Leandro Karnal passeiam pela história e pela filosofia para pontuar como cada época e sociedade estabelecem sua própria definição das circunstâncias para o que seja uma vida feliz. E questionam se, sendo livres para escolher entre tantas possibilidades, estamos de fato mais próximos desse ideal.
O livro é certamente um encontro feliz entre os dois autores, que não deixam de tocar em aspectos mais desafortunados do tema, presentes quase como uma sombra indissociável de nossa condição humana. Afinal, poderia a felicidade denunciar certo contentamento com o infortúnio alheio? Ou estaria ela no amor pelo outro? Sem a felicidade, o que nos resta?
               
Nise da Silveira

Luiz Carlos Mello

386 páginas
Através de uma linguagem clara e concisa, esta biografia ilustrada de Nise da Silveira documenta a extraordinária vida da psiquiatra brasileira realizadora de uma obra que, no gênero, se inscreve entre uma das mais importantes do mundo. Neste volume o leitor tem uma ampla visão da trajetória de sua vida, desde a infância em Alagoas até a morte no Rio de Janeiro em 1999, aos 94 anos de idade.

Após ter sido presa por dois anos durante a ditadura Vargas, ela contestou e colaborou para a transformação dos paradigmas da psiquiatria, criando instituições inovadoras como a Casa das Palmeiras, primeiro espaço terapêutico em regime de externato, que tornou-se referência para os atuais Centros de Atenção Psicossocial do Brasil e o Museu de Imagens do Inconsciente, um espaço de estudos e pesquisas que extrapolou a área das ciências, destacando-se também no mundo das artes visuais. O autor, que conviveu com ela em seus últimos 26 anos, cria um roteiro cujo fio condutor é a fala da própria Nise, através de textos retirados de anotações pessoais, entrevistas e depoimentos em diversas formas de mídia, conferindo à narração um tom coloquial.

Soma-se a isso fotografias, documentos, correspondências, manuscritos, sonhos e pensamentos que lançam luz nos principais acontecimentos que construíram sua história. As pesquisas por elas desenvolvidas e os conhecimentos gerados são acompanhados por uma seleção de obras do acervo do Museu de Imagens do Inconsciente que foram decisivas na realização de sua obra, reunindo significação simbólica e beleza estética. 
                   

42nd Street Band: romance de uma banda imaginária

Renato Russo

216 páginas

Entre os quinze e os dezesseis anos, enquanto convalescia de epifisiólise (rara doença óssea), Renato Russo — à época, ainda chamado Renato Manfredini Jr., em Brasília — criou a história de um grupo de rock formado em 1974, em Londres, a partir do encontro de ícones como Mick Taylor, dos Rolling Stones, e outros roqueiros imaginados pelo futuro líder da Legião Urbana.
Da origem à separação da banda, passando por momentos de sucesso astronômico, Renato pensou em cada detalhe. A partir do personagem Eric Russell, figura central da 42nd St. Band, nasceria Renato Russo, um dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos, que tem, portanto, sua gênese revelada neste estrondoso romance inédito.
                   

1942: o Brasil e sua guerra quase desconhecida

João Barone

286 páginas

João Barone, baterista do grupo 'Paralamas do Sucesso' e aficionado por assuntos da Segunda Guerra Mundial, revela e analisa a participação do Brasil no conflito que sangrou o mundo.
Filho de um dos mais de 25 mil pracinhas que lutaram na Itália, Barone dirige sua pesquisa pelo passado do pai e do país para unir dados, curiosidades e histórias emocionantes de uma campanha incrível que muitas vezes o próprio brasileiro desconhece.
                           

Afrodite: quadrinhos eróticos

Paulo Leminski e Alice Ruiz

112 páginas
Em 1978, em plena Ditadura Militar, um grupo de desenhistas e poetas reuniu-se em Curitiba para produzir histórias em quadrinhos eróticas. Entre eles, estavam quadrinistas veteranos como Flávio Colin, Júlio Shimamoto, Claudio Seto e, nos roteiros, o casal de poetas Paulo Leminski e Alice Ruiz, que enfrentaram a censura com histórias cheias de um erotismo libertário, feminista e escandaloso.

Essas histórias em quadrinhos foram um grande sucesso nas bancas de todo o país, até que a censura apertou o cerco contra sua editora, a Grafipar. Então foram esquecidas. Agora, mais de trinta anos depois, eles são reunidas em um só livro para nos surpreender com sua ousadia.