sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Livros da Semana - edição 25

Livrarias pesquisadas:

Travessa – www.travessa.com.br
Blooks Niterói - www.blooks.com.br
Estante Virtual - www.estantevirtual.com.br
Amazon – www.amazon.com.br
Saraiva - www.saraiva.com.br
Enquanto houver champanhe, há esperança

Uma Biografia de Zózimo Barrozo Do Amaral

Joaquim Ferreira dos Santos

672 páginas

Por quase trinta anos, entre 1969 e 1997, a sociedade brasileira foi desnudada pela escrita espirituosa do jornalista Zózimo Barrozo do Amaral em sua coluna diária no Jornal do Brasil e depois em O Globo.

Muito além dos registros sociais, ele oferecia um noticiário que flertava com a economia, a política e o esporte (sua paixão), em um estilo elegante e sem qualquer cerimônia. Fez muitos amigos, ganhou uns poucos desafetos e chegou a ser preso duas vezes durante o regime militar.

Joaquim Ferreira dos Santos reconstitui toda a trajetória do colunista, desde sua infância, no bairro carioca do Jardim Botânico, passando por seu começo de carreira quase acidental no jornalismo, até conquistar uma coluna assinada no Jornal do Brasil, aos vinte e sete anos. Ao seguir a trilha aberta por pioneiros como Álvaro Americano, Jacinto de Thormes e Ibrahim Sued, ele fez escola.

Enquanto se tornava a mais respeitada grife do colunismo no país, Zózimo registrava nas páginas dos jornais as imensas mudanças ocorridas na elite carioca. As festas saíram dos salões dos grã-finos e instalaram-se em casas noturnas como o Regine’s e o Hippopotamus. A animação movida pelo champã ganhou aditivos como a cocaína. Ao mesmo tempo que retratava o agito social, Zózimo enfrentava os próprios demônios.

Viveu amores, momentos de turbulência familiar e sérias questões de saúde. Mas até o final foi um homem apaixonado pela vida, como ele gostava de dizer: “Enquanto houver champanhe, há esperança.”
A arte da Harley-Davidson

Dain Gingerelli

192 páginas

Este livro esgotou no Brasil rapidamente, mas o leitor pode encontrar usados em excelente estado na Estante Virtual, www.estantevirtual.com.br.

Para o fotógrafo David Blattel, cada sessão de fotos é uma obra de arte. Quando seus temas são as motocicletas da Harley-Davidson, verdadeiras peças de arte, o resultado é ótimo.

Dain Gingerelli, especialista em Harley-Davidson, contextualiza a história de cada motocicleta, além de descrever o perfil completo de cada uma. O resultado é uma obra única, informativa e ricamente ilustrada, que retrata com muito estilo mais de 100 anos de Harley Davidson e leva o leitor a uma viagem única à essência da marca e sua personalidade.
O homem mais inteligente da História

Augusto Cury

272 páginas

O homem mais inteligente da história é fruto de 15 anos de estudos e pesquisas. Considerado por Augusto Cury a obra mais importante de sua carreira, este é o primeiro volume de uma coleção que vai abalar nossas convicções e transformar nossa visão do personagem que julgávamos conhecer tão bem.

Psicólogo e pesquisador, Dr. Marco Polo desenvolveu uma teoria inédita sobre o funcionamento da mente e a gestão da emoção. Após sofrer uma terrível perda pessoal, ele vai a Jerusalém participar de um ciclo de conferências na ONU e é confrontado com uma pergunta surpreendente: Jesus sabia gerenciar a própria mente? Ateu convicto, Marco Polo responde que ciência e religião não se misturam. No entanto, instigado pelo tema, decide analisar a inteligência de Cristo à luz das ciências humanas. Ele esperava encontrar um homem simplório, com poucos recursos emocionais.

Mas ao mergulhar na inquietante biografia de Jesus presente no Livro de Lucas, suas crenças vão sendo pouco a pouco colocadas em xeque. Para empreender essa incrível jornada, Marco Polo vai contar com uma mesa-redonda composta por dois brilhantes teólogos, um renomado neurocirurgião e sua assistente, a psiquiatra Sofia. Juntos, eles irão decifrar os sentidos ocultos em um dos textos mais famosos do Novo Testamento.

Os debates são transmitidos via internet e cativam espectadores em todo o mundo – mas nem todos estão preparados para ver Jesus sob uma ótica tão revolucionária. Agora os intelectuais terão que lidar com seus próprios fantasmas emocionais e encarar perigos que jamais imaginaram enfrentar.

Augusto Cury é psiquiatra, cientista, pesquisador e escritor. Publicado em mais de 60 países, já vendeu, só no Brasil, 28 milhões de exemplares de seus livros, sendo considerado o autor brasileiro mais lido na atualidade. Entre seus sucessos estão Armadilhas da mente, O futuro da humanidade, A ditadura da beleza e a revolução das mulheres, Pais brilhantes, professores fascinantes, O código da inteligência, Nunca desista de seus sonhos, O vendedor de sonhos (Editora Planeta) e Ansiedade (Saraiva).
É autor da Teoria da Inteligência Multifocal, que trata do complexo processo de construção de pensamentos, dos papeis da memória e da formação do Eu.
A História da Guerra em 100 Batalhas

Um panorama impactante dos grandes conflitos armados da humanidade

Richard Overy

384 páginas
O historiador Richard Overy apresenta cem batalhas emblemáticas, extraídas de um período de quase 6 mil anos, e as descreve com riqueza de detalhes e ilustradas por mais de 150 imagens. Para isso, o autor delimitou aspectos que podem fazer a diferença em uma guerra: liderança, reviravoltas que alteram a expectativa preliminar, inovação, astúcia, coragem e até mesmo sorte.

Assim, em vez de ordenar cronologicamente os conflitos selecionados, organiza-os sob essas categorias temáticas, revelando conexões entre combates de diferentes séculos, liderados por grandes estrategistas e transcorridos em várias culturas.

Da Queda de Troia (em 1200 a.C., na região da atual Turquia) à Operação Tempestade no Deserto (em 1991, no Iraque), o conjunto leva à reflexão do quanto a natureza do combate armado mudou ao longo do tempo e nos mostra que alguns princípios não se modificaram, independentemente das inovações em tecnologia e organização ou das ideias que separam as épocas. Além de trazer um olhar analítico sobre o passado, o título possibilita ao leitor compreender as divergências que persistem entre diversas nações.
100 Anos de Música (Ebook)

Ana Flavia Miziara

"100 Anos de Música" é um livro indispensável para os amantes do melhor da música. O livro conta a história da música americana, desde o Ragtime, passando pelo Gospel, Spiritual, Church Music, Blues, Jazz, Country & Folk, Soul, chegando aos anos 50 até os anos 2000.

Através de uma narrativa leve e instigante, a autora vai pontuando a influência desses gêneros musicais na cena mundial, com minibiografias dos principais artistas e bandas de cada estilo.

Ana Flávia Miziara, reservou um capítulo em destaque para a cronologia de Elvis Presley, completa. Lançado em 1996 em formato cd-rom (software) interativo e mixed-mode, chega agora em livro digital, eBook, o best seller "100 Anos de Música", de Ana Flávia Miziara, com mais de 200 minibiografias do ragtime ao pop. a.

A Era do Ragtime: a Arte do Improviso b. O Ragtime Hoje i. Scott Joplin ii. Eubie Blake 2. A Era do Gospel a. Gospel, Spiritual e Church Music i. Mahalia Jackson a. A Era do Blues b. A Era do City Blues e Blueglass i. Alberta Hunter ii. B.B. King iii. Bessie Smith iv. King Oliver v. Leadbelly vi. Louis Armstrong vii. Muddy Waters viii. W.C. Handy a. A Era do Jazz b. Dixieland Jazz c. New York Jazz d. A Era do Boogie-Woogie e. A Era do Jazz Swing f. A Era do Bebop g. A Era do Cool Jazz h. Third Stream i. O Jazz dos Anos 60 j. O Jazz dos Anos 70 k. O Jazz nos Anos 80 e 90 i. Al Jolson ii. Art Blakey iii. Artie Shaw iv. Art Tatum v. Benny Goodman vi. Betty Carter vii. Bill Evans viii. Billie Holiday ix. Bix Beiderbecke x. Buddy Rich xi. Buddy Tate xii. Cab Calloway xiii. Cal Tjader xiv. Cecil Taylor xv. Charles Mingus xvi. Charlie Christian xvii. Charlie Parker xviii. Chet Baker xix. Chick Corea xx. Coleman Hawkins xxi. Cole Porter xxii. Count Basie xxiii. Dinah Shore xxiv. Dinah Washington xxv. Dizzy Gillespie xxvi. Duke Ellington xxvii. Earl Hines xxviii. Ella Fitzgerald xxix. Brubeck Family xxx. Marsalis Family xxxi. Fletcher Henderson xxxii. Frank Sinatra xxxiii. Gene Krupa xxxiv. George Benson xxxv. Ira & George Gershwin xxxvi. Gil Evans xxxvii. Glenn Miller xxxviii. Herbie Hancock xxxix. Jelly Roll Morton xl. Jimmy e Tommy Dorsey xli. John Coltrane xlii. John Hammond xliii. John McLaughlin xliv. Larry Coryell xlv. Lena Horne xlvi. Lester Young xlvii. Lionel Hampton xlviii. Marylou Williams xlix. Max Roach l. Mel Lewis li. Miles Davis lii. Modern Jazz Quartet liii. Nat King Cole liv. Nina Simone lv. Ornette Coleman lvi. Oscar Peterson lvii. Pat Metheny lviii. Paul Whiteman lix. Red Norvo lx. Sarah Vaughan lxi. Sidney Bechet lxii. Stan Getz lxiii. Thelonious Monk lxiv. Toshiko Akiyoshi lxv. Wayne Shorter lxvi. Woody Herman lxvii. Zoot Sims a. A Era da Country Music e do Folk i. Barbara Mandrell ii. Bob Dylan iii. Carpenters iv. Dolly Parton v. John Denver vi. Johnny Cash vii. Joni Mitchell viii. Kitty Wells ix. LeAnn Rimes x. Neil Young xi. Patsy Cline xii. Roy Orbinson xiii. Simon & Garfunkel xiv. Willie Nelson a. A Era da Soul Music i. Aretha Franklin ii. James Brown iii. Marvin Gaye iv. Otis Redding v. Ray Charles vi. Sam Cooke vii. Smokey Robinson & The Miracles viii. Stevie Wonder ix. The Four Tops x. The Supremes xi. The Temptations a. Anos 50: A Era do Rythm and Blues e do Rock'n Roll b. R&B e Elvis Presley c. A influência do R&B d. O Início e. Rock Around The Clock f. A Febre do Rock i. Alan Freed ii. Bill Halley iii. Buddy Holly iv. Chuck Berry v. Cronologia Elvis Presley vi. Fats Domino vii. Jarry Lee Lewis viii. Little Richard ix. Neil Sedaka x. Paul Anka xi. Ritchie Valens xii. The Platters a. Os Anos 60 b. A Fusão dos Estilos nos Anos 60 c. A Importância da Gravadora Motown d. A Renovação nos Anos 60 i. Alice Cooper ii. Barbra Streisand iii. Black Sabbath iv. Bob Marley v. Cher vi. Chicago vii. David Bowie viii. Eric Clapton ix. Fleetwood Mac x. Frank Zappa xi. Janis Joplin xii. Jethro Tull xiii. Jimi Hendrix xiv. Jimmy Cliff xv. Joan Baez xvi. Led Zeppelin xvii. Michael Jackson xviii. Neil Diamond i. Pink Floyd ii. Rod Stewart iii. The Beach Boys iv. The Beatles v. The Bee Gees vi. The Cream vii. The Doors viii. The Greatful Dead ix. The Rolling Stones x. The Who xi. The Yardbirds xii. Tina Turner xiii. Tom Jones xiv. Van Morrison 9. Os Anos 70 a. A Era Disco i. AC/DC ii. Aerosmith iii. Blondie iv. Bruce Springsteen v. Eagles vi. Elton John vii. Elvis Costello viii. Iron Maiden ix. Kiss x. Peter Frampton xi. Prince xii. Queen xiii. Ramones xiv. Talking Heads xv. The Clash xvi. Van Halen a. Os Anos 80 i. Bon Jovi ii. Chris Isaak iii. Guns n' Roses iv. Jesus & Mary Chain v. Joe Satriani vi. Madonna vii. Metallica viii. Ozzy Osbourne ix. R.E.M. x. Replacements xi. Slayer xii. Sonic Youth xiii. Steve Vai xiv. The Police e Sting xv. The Smiths xvi. U2 xvii. Whitney Houston xviii. Yngwie Malmsteen a. Os Anos 90 i. Alanis Morissette ii. Britney Spears iii. Christina Aguilera iv. Diana Krall v. Jennifer Lopez vi. Marilyn Manson vii.











quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Será que o ser humano despreza as boas notícias?

Nos anos 1980, animado, eufórico, um colega decidiu lançar um jornal semanal só com boas notícias. Não vou esquecer o seu semblante, sua vibração, algo como se tivesse inventado a roda, a pólvora, a lâmpada. A mesa, com quase dez colegas jornalistas, estava cética. Houve muita discussão. Uns diziam que um jornal assim seria alienante, tiraria o público da realidade e que a realidade, queiramos ou não, é brutal. Nosso animado colega rebatia dizendo que, exatamente por isso (realidade brutal) o público deveria estar buscando um antídoto. Outros acharam a ideia engraçada, mas o fato é que ninguém levou fé no projeto do R. A. (iniciais do meu colega).

R.A. é perseverante. Não desiste, mesmo levando um nove a zero numa mesa de bar. Não chegou a dez a zero porque dei força ao projeto, e continuo acreditando (hoje mais do que nunca) que um jornal só com boas notícias seria um sucesso sensacional. R.A. procurou um desenhista, fez o esboço do jornal (o termo técnico é "boneca do jornal") e saiu por aí à cata do fundamental para qualquer mídia: anunciantes.

Antes, deu um giro pelo Rio conversando com jornaleiros, observando o comportamento dos leitores, principalmente aqueles que antes de comprarem um jornal dão uma conferida nas manchetes, nos exemplares que ficam expostos do lado de fora das bancas. Mesmo percebendo que as notícias ruins tinham muito peso na decisão do consumidor de comprar um jornal. Foi mais fundo. Conversou com alguns desses leitores e, segundo me contou mais tarde, a maioria quase absoluta optou por primeiras páginas equilibradas. Algo como sangue, suor e cerveja, digamos assim. Nem muito lá, nem muito cá.

Mas o persistente R.A. estava longe de jogar a toalha. Um dia me ligou para me mostrar o projeto do jornal. Gostei. Descobertas científicas maravilhosas, entrevistas com gente otimista, muita cultura, palavras cruzadas só com questões positivas, enfim, o jornal parecia uma espécie de "Shangri-lá News". 

E durante um ano ele tentou arranjar anunciantes. Conseguiu alguns, mas não foi suficiente para cobrir os custos do jornal. Em vez de desistir, vejam vocês, R.A. decidiu ir para o exterior onde hoje comanda um pequeno império de jornais e revistas especializadas em lazer e turismo. Infelizmente não consegui localizá-lo para publicar seu nome.

O curioso é que o ser humano tem uma fixação pela tragédia. Uma espécie que pagava ingresso para ver leão comendo cristão no Coliseu romano e até hoje paga para ver lutas de vale-tudo, assiste mundo-cão na TV e tudo mais. 

Será que um jornal só de boas notícias, nos moldes do que R.A. bolou, daria certo neste século 21? Totalmente apolítico, bem-humorado, com notícias de coisas que estão dando certo, doenças que estão sendo curadas, tecnologias que melhoram a nossa qualidade de vida, mas tudo sem histeria. Linguagem tranquila, como se fosse a mídia do lado bom do mundo, ou da humanidade se preferirem. Não sei se é o caso de se fazer um jornal desses mas, com certeza, é hora de se pensar em algo assim. 

Ou não?

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Lançamento do livro de Mauricio Valladares reúne centenas de pessoas na Livraria Argumento

Meus grandes amigos Siri e Mauricio Valladares na hora H do autógrafo

O Rio viveu na noite desta segunda-feira um momento extremamente emocionante. Centenas de pessoas foram a Livraria Argumento, no Leblon, onde Mauricio Valladares autografou ao longo de mais de quatro horas seu livro de fotografias “Preto e Branco”, lançado pela Editora Automática.

Foi demais. Adriana, Siri e eu chegamos por volta das 7 e meia da noite e a fila para os autógrafos estava monstruosa. Muita gente querida. Meu irmão Fernando César, minha super cunhada Milena Beranger, lendários e queridos amigos como Álvaro Luiz Fernandes e Liliane Yusim, mais Milton Montenegro, Tony Platão, João Barone, Bi Ribeiro, Luiz Oscar Niemeyer, José Emilio Rondeau, Ricardo Leite, colegas, conhecidos, desconhecidos, muitos ouvintes do programa Ronca Ronca do Maurício (hoje, terça, as 22 horas em www.roncaronca.com.br), enfim, foi uma noite mágica, banhada por uma trilha sonora fantástica que o próprio anfitrião preparou.

Com o maior prazer fiquei quase três horas na fila, falando com um, com outro, um clima de camaradagem que podemos chamar de genuinamente carioca”, raridade nos dias de hoje. O livro é um painel em preto e branco de um Brasil que reside em algumas ilhas do inconsciente coletivo. Uma obra de mestre, nascida nos olhos de um brasileiro apaixonado, sensível as nuances, aromas, tecidos, tramas, suores de um povo que não desiste. Soma-se a isso flagrantes de gente da música (não só brasileiros), em momentos que só o olho de um Mauricio Valladares, fixo na objetiva sincera e analógica, em preto e branco, de uma câmera consegue arrancar.

Boa notícia! O livro já está disponível não só na Argumento como no site da Livraria da Travessa (R$ 56,40 - é só clicar aqui: http://www.travessa.com.br/preto-e-branco/artigo/ce3bb4ef-1215-4e57-a18c-9890f39a2522) e Cultura (R$ 60,00 - clique aqui: http://www.livrariacultura.com.br/p/mauricio-valladares-preto-e-branco-46400845http://www.livrariacultura.com.br/p/mauricio-valladares-preto-e-branco-46400845 ).
O livro chega em qualquer lugar do planeta.


São 208 páginas, 142 fotografias, formato 29 X 24, capa dura. Preço: R$ 60,00. O coordenador da obra, Raul Mourão, explica:

Preto e Branco é um mergulho no acervo de imagens do fotógrafo, radialista, DJ e jornalista Mauricio Valladares (carioca, safra 1953). Um mergulho na parte funda. Lá ficamos por semanas em torno de uma mesa sem ar. Ao lado de discos, copos e garrafas, reviramos caixas de negativos e positivos. De volta à superfície para respirar com o sorriso de Rita Lee e o olho esquerdo de Gilberto Gil.

Bob Marley e a camisa de Pelé. Mais um mergulho e encontramos o Arco do Triunfo interrompido por um poste. Um arco sem seu vazio, vão. As mãos de Caetano Veloso e do Tremendão. Pessoas encarapitadas na marquise e na banca de jornal. A morte de John Lennon no papel. A morte capa de jornal do jornaleiro sem cabeça. Um elefante encara seu treinador olho no olho. Um antigo e saudoso píer rasga o mar da Praia de Ipanema. A alma anárquica e coletiva do carnaval de rua do Cacique de Ramos. Os colegas fotógrafos no ambiente da casa ou do trabalho.

Torcedores do futebol de um antigo estádio chamado Maracanã. Um pau, os peitos, a bunda. Um almanaque de imagens sonoras de Led Zeppelin misturado com Gismonti, The Who com Hermeto, Skank com Peter Tosh, Jesus and Mary Chain com Daminhão Experiença, Paralamas com Nick Cave. Familiares, amigos e anônimos. Tudo está aqui.

Ao longo das últimas cinco décadas, Mauricio Valladares apontou sua lente para todos os lados de dia e de noite. Preto e Branco reúne 142 fotos analógicas realizadas entre 1972 e 2003, textos de Luiz Camillo Osório e Frederico Coelho e projeto gráfico de Christiano Calvet.

Um grupo de imagens sobre gente com uma paisagem aqui e uma arquitetura acolá. Registro de ilustres nomes da música brasileira e internacional e flagrantes do homem comum nas ruas do Rio, de Paris, Roma e Londres. Um mundo perdido que renasce para nós pelos olhos de Mauricio.

Raul Mourão


Preto e Branco” reúne talento, arte, Brasil, mundo, gente, vida. Um livro mais do que fundamental.


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Livros da Semana 24

Livrarias pesquisadas:

Travessa – www.travessa.com.br
Blooks Niterói - www.blooks.com.br
Estante Virtual - www.estantevirtual.com.br
Amazon – www.amazon.com.br
Saraiva - www.saraiva.com.br

O super esperado livro de fotos de Maurício Valladares, "Preto e Branco", vai aterrissar na Argumento nesta-segunda-feira. Noite de autógrafos a partir das 19 horas. São 208 páginas, 142 fotografias, formato 29 X 24, capa dura. Preço: R$ 60,00. Editora Automática - http://www.automatica.art.br/editora/
Todos os detalhes sobre o livro nesta matéria do Silvio Essinger, no Globo de domingo: http://oglobo.globo.com/cultura/livros/mauricio-valladares-lanca-livro-com-fotos-de-tres-decadas-de-carreira-20460833

Aqui, o texto de apresentação do organizador Raul Mourão:



David Bowie

História, Discografia, Fotos e Documentos

Mike Evans
64 páginas

Na caixa David Bowie, composta por livro e 20 itens de memorabilia, fãs e colecionadores vão encontrar farto material para recordar a vida e a carreira de um dos maiores nomes da arte e cultura dos séculos 20 e 21.

No livro, são narradas as quatro décadas de carreira de Bowie, suas mutações paradigmas, símbolos e arquétipos. Todos os álbuns, de David Bowie 1967) a Blackstar (2016), são comentados pelo respeitado jornalista, escritor é biógrafo norte americano Mike Evans, que mostra a importância crucial da obra de Bowie em todos os cenários. Mais: ficha técnica, com data de gravação e de lançamento, produtores, gravadora, faixas, músicos que participaram e posições nas paradas de sucesso norte-americana e britânica.

Entre os itens encartados, estão pôsteres, fac-símiles de ingressos de shows e contratos, fotos avulsas e folhetos de divulgação. O leitor vai mergulhar pela trajetória do cantor, com sua discografia, filmografia, a parceria criativa bem-sucedida com artistas como Iggy Pop e Nile Rodgers, as turnês arrebatadoras e o impactante fim com o lançamento de Blackstar, dias antes de sua morte.

A Guerra Do Paraguai

Como O " Rei Dos Macacos", O Marechal Que Queria Ser Napoleão, Um Jornalista Soldado E Um Presidente Degolador Deflagaram O Maior Conflito Da América Do Sul

Luiz Octavio de Lima
448 páginas
Maior confronto armado da história da América do Sul, a Guerra do Paraguai é uma página desbotada na memória do povo brasileiro. Passados quase 150 anos das últimas batalhas deste conflito sangrento que envolveu Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, o tema se apequenou nos livros didáticos e se restringiu às discussões acadêmicas.
Neste livro, fruto de pesquisas históricas rigorosas, mas escrito com o ritmo de uma grande reportagem, o leitor poderá se transportar para o palco dos acontecimentos e acompanhar de perto a grande e trágica aventura que deixou marcas profundas no continente sul-americano.
Na narrativa repleta de lances surpreendentes, desfilam não apenas os governantes e líderes militares dos países diretamente envolvidos no conflito, que em momentos alternados viveram papéis de heróis e vilões, como ganham luzes as ações e os dramas de figuras menos conhecidas, mas igualmente fascinantes: a ardilosa amante do líder paraguaio Solano López; religiosos implacáveis; combatentes submetidos a dores e privações; mulheres e crianças testadas no limite da bravura; e escravos que viram na guerra o caminho para a liberdade.
O livro também se ocupa de discutir (e algumas vezes desfazer) os mitos criados ao sabor dos ventos ideológicos que sopraram sobre o continente em diferentes períodos desde então.

O Último Dia De Hitler

Minuto A Minuto

Jonathan Mayo, Emma Craigie
272 páginas

30 de abril de 1945, a Alemanha está imersa em caos. As tropas russas marcham por Berlim. Em todo o país, as pessoas estão em polvorosa – sobreviventes de campos de concentração, prisioneiros das tropas aliadas, nazistas fugitivos –, e a população civil está ficando sem comida numa rapidez desoladora.

O pústula que orquestrou esse pesadelo está em seu bunker no subsolo da capital alemã, ocupando-se de suas despedidas. Esta é a história fascinante das horas finais de Hitler, contadas pelo prisma daqueles que estavam com ele na fortificação, dos que lutaram nas ruas da Alemanha e daqueles que transitavam pelos corredores do poder em Washington, Londres e Moscou. 30 de abril de 1945 foi um dia com o qual milhões de pessoas sonharam, e pelo qual milhões de pessoas morreram.

Os 7 Minutos

Irving Wallace

854 páginas

Com uma trama que mistura o jogo de argumentos nos tribunais, ambição política, censura e uma boa dose de erotismo, este clássico da literatura norte-americana se tornou um grande sucesso de vendas no Brasil, na década de 1970.

A obra conta a história de um homem que é preso depois de publicar em livro - que posteriormente é banido pela justiça da Califórnia - as aventuras sexuais de uma mulher. O ato de censura ganha as manchetes de todos os jornais e o julgamento acaba envolvendo membros do Vaticano, produtores de filmes eróticos, entre outros personagens.

O autor escreveu seus primeiros textos em jornais e revistas quando ainda tinha 15 anos e, na década de 1950, trabalhou também com a produção de roteiros para o cinema. Seus maiores feitos, no entanto, foram os seus livros, carregados de realidade e referências sexuais.

"Os 7 Minutos", além de vender milhares de exemplares em todo o mundo, foi adaptado para o cinema em 1971, com o ator Tom Selleck no papel de Phil Sanford.









terça-feira, 15 de novembro de 2016

Quadrophenia, The Who. Canal Bis mostra como nasceu esse genial álbum da banda inglesa

Daqui a pouco, terça dia 15/11/2016, as 13h30m* o Canal Bis vai exibir o magistral e super premiado documentário “Quadrophenia: Can You See The Real Me?”, de 2013, feito pela BBC de Londres. Mostra em detalhes a criação do album Quadrophenia, do The Who, considerado um dos melhores discos da história da música popular e do rock.

*Reapresentação: 16/11 – 10 h; 18/11 – 7 h; 20/11 – 12 h.

Na década de 1960, Pete Townshend e The Who definiram o conceito de "ópera rock" com Tommy (de 1969), dando um passo à frente com Quadrophenia. Concebida e escrita por Townshend, Quadrophenia acabou se tornando um ícone.

Townshend expôs os seus traumas em Tommy (1969) e em Quadrophenia (1973) exibe um genial “tratado” sobre as patologias afetivas, ancoradas pela rejeição. Para mim o melhor disco da história do Who.

Acho que também para o criador da banda, guitarrista, cantor, compositor, poeta, romancista, teatrólogo, cineasta Peter Dennis Blanford Townshend, londrino de 70 anos, é a obra-prima do Who.

Álbum duplo conceitual, essencialmente ópera-rock, Quadrophenia foi lançado no mesmo ano (1973) de The Dark Side of The Moon, do Pink Floyd, outro genial poema. Mas, o que Townhend escreveu fez com que vários críticos, biógrafos e fãs começassem a chamar o disco de “álbum da minha vida” porque, de ponta a ponta, ele aborda todos os tipos, formas e conseqüências do hediondo e deformador sentimento de rejeição (e baixa estima), tão ou mais grave e dilacerador quanto a culpa e os estilhaços de personalidade.

Em 1979 o diretor Franc Roddam lançou o filme, uma ficção baseada no álbum, que, evidentemente, contou com a consultoria de Pete Townshend que numa dessas pisadas na jaca que eventualmente dá, entregou a direção musical a John Entwistle, baixista do Who, que deve a delicadeza de destruir a obra original. Até flauta doce o saudoso baixista (morto de cocaína com vinho em 2002) meteu na trilha sonora que, comprei, ouvi uma única vez e derreti em seguida, transformando o vinil em cinzeiro, como já havia feito com uma série de outros discos, para mim, execráveis.

Assisti ao filme Quadrophenia em 1981, mas sem legenda. Até os ingleses tem dificuldade de entender o dialeto mod (grupo de pós-adolescentes que formavam quadrilhas de lambretas em Londres no inicio dos anos 60) mas um dia, para a minha surpresa, o filme passou no Corujão da Rede Globo, tipo três horas da madrugada de uma quinta para sexta-feira, dublado. Há coisas nesse mundo que desisti de entender, como Quadrophenia na Rede Globo.

O filme é ambientado em 1963 e conta a história de um garoto chamado Jimmy Cooper (vivido pelo ator Phil Daniels) que, com a sua lambreta, vive rodando com os outros colegas mods (expressão de que vem de moderns), filhos de operários, que são molestados e perseguidos pelos rockers, de classe média, montados em potentes motocicletas.

Jimmy briga em casa e é expulso com tapas na cara, chamado de vagabundo. Vai trabalhar, se defende de uma injustiça, manda o chefe tomar no rabo e é demitido. Se apaixona por uma garota, mas durante uma viagem do bando a Brighton, litoral onde rolou de fato uma batalha campal com os rockers, dezenas de presos e feridos, ele flagra a namorada com um cara dando amassos num beco.

E as rejeições vão se acumulando, Jimmy ingerindo cada vez mais doses cavalares de anfetaminas, até perceber que o único sentido de sua vida é o bando, a ideologia mod. Bando este que tinha um líder, rebelde radical que no filme é vivido por Sting, admirado, cultuado por Jimmy Cooper. A lambreta do personagem de Sting é cromada, cheia de espelhos, enfim, “cavalo” de um verdadeiro líder.

Até que um dia, atravessando mais uma crise de angústia, Jimmy vê a lambreta do líder encostada em frente a um hotel. Pior: flagra o próprio líder anarquista trabalhando como carregador de malas (“Bell Boy”), dizendo “sim, senhor”, “sim, senhora”, recebendo gorjetas, enfim, um capacho social. Indignado, Jimmy espera Sting entrar e rouba a lambreta dele. Sem família, sem mulher, sem trabalho, sem grupo de amigos, decide se atirar de uma escarpa britânica. Com a lambreta do personagem de Sting. Mas, há sempre um mas, Townshend deixa em aberto se Jimmy Cooper morreu pois a lambreta cai no abismo vazia. Ele fala disso no documentário de hoje no Canal Bis.

Os danos esquizóides das rejeições são profundamente tratados nesse filme que a crítica mundial classificou como “drama”. Aos que perguntam se é uma autobiografia de Townshend, a resposta é não.

Aos que perguntam se retrata a adolescência de mais de 80% dos fãs do Who, com certeza a resposta é sim.


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Livros da Semana - edição 23

                                                                         
Vem aí o livro de fotos de Maurício Valladares. Lançamento dia 21 de novembro, segunda feira, na Livraria Argumento, Leblon. A partir das 19 horas.Todos os detalhes aqui, na próxima segunda-feira.                                                    

A Segunda Guerra Mundial

Os 2.174 Dias Que Mudaram O Mundo

Martin Gilbert


976 páginas

A Segunda Guerra Mundial foi o conflito global mais destrutivo da história. Quarenta milhões de pessoas morreram durante os 2.174 dias desde o ataque da Alemanha contra a Polônia, em setembro de 1939, até a rendição do Japão, em agosto de 1945.

Neste livro, Martin Gilbert narra cada dia, semana, mês e ano de avanço do rolo compressor de morte e destruição que se alastrou por vários países. Com as palavras de representantes do Nazismo, como Hitler, Goebbels e Himmler, da oposição e dos aliados, como Stalin, Churchill e Roosevelt, e até de vítimas anônimas das atrocidades, estas páginas perfazem a história completa em suas múltiplas perspectivas.

Entrelaçando todos os aspectos da guerra global – político, diplomático, militar e civil –, e ainda com os mapas transitórios de países que se segregaram e unificaram ao longo dos anos de conflito e fotos marcantes dos acontecimentos, o autor traça um panorama único e definitivo sobre a guerra mais estudada da história e que até hoje traz revelações surpreendentes.

Uma obra magistral… Gilbert traz os mais fortes respaldos possíveis para a história da Segunda Guerra Mundial e mostra como a maior guerra já travada alcançou todos os cantos do globo" - The New York Times.
                                                      

Potencial Erótico de Minha Mulher

David Foenkinos

152 páginas

Colecionador de qualquer coisa, de filipetas eleitorais a embalagens de sabonete, de selos a pés de coelho, Hector Balanchine faz dessa mania sua razão de viver. Desde os 8 anos, cercar-se de objetos inúteis é, para ele, quase uma religião. Coleciona tanto que chega a colecionar coleções. Consciente do caráter psicopatológico dessa compulsão, Hector busca se desintoxicar em mais de uma ocasião, chegando a participar de reuniões dos Colecionadores Anônimos. Debalde.

Hector só será bem-sucedido, paradoxalmente, quando começar uma nova coleção, de um item só, ao conhecer a bela e sensual Brigitte, por quem se apaixona e com quem se casa. Ao resgatar sua capacidade de amar, ele supera sua neurose: passa assim a colecionar sua mulher. Colecionar seus movimentos, as expressões de seu rosto, as variações de sua respiração, os momentos em que ela limpa sensualmente as janelas, de pé sobre uma banqueta... Pensando bem, estaria mesmo curado do antigo vício?

Hector é um homem comum, medianamente culto e simpático, que mantém relações cordiais com os pais idosos e o irmão 20 anos mais velho, com seu peixe "Laranja Mecânica" e com Laurence, uma campeã de pingue-pongue que tem outra mania, apalpar bolinhas... Uma tentativa fracassada de suicídio não chega a deixar seqüelas, ao contrário: é o ponto de partida para a transformação interior do desajustado protagonista, determinado a interromper sua coleção de solidões.

O Potencial Erótico de Minha Mulher é um romance "não-autobiográfico" de David Foenkinos, revelação da literatura francesa. Autor de dois outros romances – Inversion de l'idiotie e Entre les oreilles – e também roteirista de cinema, David Foenkinos foi influenciado por Albert Cohen, Philip Roth e Marcel Aymé. Com uma narrativa a um tempo irônica e séria, este jovem escritor tem o dom de conciliar reflexão e entretenimento, o que não é pouco.

O Livro dos Mortos do Rock

Revelações Surpreendentes Sobre a Vida e a Morte de Sete Lendas do Rock ‘n’ roll

David Comfort
408 páginas
O Livro dos Mortos do Rock é a primeira obra a comparar em profundidade as vidas conturbadas e as mortes trágicas dos sete maiores ícones do rock: Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morisson, Elvis Presley, John Lennon, Kurt Cobain e Jerry Garcia.
O autor apresenta fatos reveladores e surpreendentes sob um ponto de vista inédito, analisando as ambições e lutas que estes artistas tinham em comum. Carismáticos e talentosos, mas isolados e cheios de conflitos, eles não foram exatamente os ídolos que pensávamos conhecer.
Para além de sua genialidade, este livro revela o lado humano e dramático destas sete lendas do rock. Uma jornada frenética ao outro lado da fama. Uma viagem às fantásticas histórias de inquietação e excessos que culminaram em suas mortes prematuras e os elevaram à condição de Imortais. 
O Livro dos Mortos do Rock, de David Comfort, é a primeira obra a comparar em profundidade as vidas conturbadas e as mortes trágicas dos sete maiores ícones do rock ‘n’ roll: Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morisson, Elvis Presley, John Lennon, Kurt Cobain e Jerry Garcia.                                                           

A Verdadeira História do Fusca


Como Hitler se Apropriou da Invenção de um Gênio Judeu

Paul Schilperoord
Controversa, complexa e obscura, a história do Fusca está diretamente ligada à recessão que castigava a Alemanha na década de 1930 e à ascensão do nazismo.
Apaixonado por automóveis, Hitler via na ideia de criar um carro popular - produzido por operários alemães em uma fábrica alemã - a oportunidade de concretizar seu projeto político.

"Oficialmente", o automóvel do povo foi projetado por Ferdinand Porsche, mas essa paternidade é contestada pelo pesquisador e jornalista holandês Paul Schilperoord, que afirma que o carro mais popular do mundo foi na verdade desenvolvido por um engenheiro judeu chamado Joseph Ganz.

Em "A Verdadeira História do Fusca", Schilperoord apresenta pela primeira vez uma série de documentos e esboços que comprovariam que Hitler se apropriou da invenção de Ganz.

"Essa é a história de um crime que nem mesmo Hitchcock conseguiria inventar", disse Joseph Ganz em seu leito de morte. Está lançada a polêmica.
                                                     

O Império Do Oprimido

Guilherme Fiúza

352 páginas

Primeira ficção inédita do autor best-seller de Meu nome não é Johnny. O primeiro governo popular assume prometendo libertar o país da opressão dos ricos. Filha de um dos homens mais ricos do país, a jovem Luana Maxwell rompe com a família aristocrática no dia da eleição.

Sufocada, aos 25 anos, ela sai de casa só com a roupa do corpo, afrontando duplamente o pai magnata: abre mão da herança da sua rede de hotéis e vai procurar a “vida real” ao lado dos adversários políticos dele. Sua ponte para o universo progressista é o advogado Beto Leal, seu professor de mestrado, por quem ela está fascinada.

Beto acaba de criar uma ONG e Luana começa a trabalhar com ele no momento em que a organização conquista um contrato com o governo – graças ao publicitário Marivaldo Valadares, operador invisível do partido do novo presidente. Vendo o dinheiro cada vez mais abundante nas mãos dos defensores dos pobres, Luana Maxwell vai descobrindo seu novo mundo como uma Alice no país das maravilhas progressistas: o amor, a verdade e a solidariedade num balé alucinante com as verbas, os votos e o poder.

Neste romance sobre a vida política no século 21, o jornalista Guilherme Fiuza levanta o véu das ideologias para exibir os personagens trágicos e cômicos que circulam no mercado da bondade.