terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O fim do mundo




Nem água, nem fogo. A corrupção vai acabar com o mundo. Por um lado, o tráfico de drogas que espalha miséria e caos por todo o planeta tem o Brasil como um dos protagonistas, desgraças a gente venal, populista, vigarista que transformou cidades e suas famigeradas “regiões metropolitanas” numa gigantesca boca de fumo.

O tráfico já está impregnado em muitos setores dos poderes e conseguiu arrastar para as suas turbas até os mafiosos mais conservadores. “O Poderoso Chefão”, de Francis Ford Coppola mostra bem essa metamorfose.

Empoderado (essa é para os moderninhos) como um gigante do tráfico, o Brasil começa a disputar a liderança com Bolívia, Equador, Peru, Colômbia, América Central e, é claro, o poderoso México. Em torno do tráfico uma massa de miséria humana, escrava, viciada, vivendo em sub habitações, saúde, educação, que, no conjunto, foram batizadas de “comunidades” pelos intelectuais. Aqui no Brasil todas as regiões metropolitanas estão submetidas ao tráfico e ao inchaço demográfico; como se sabe os traficantes obrigam que as jovens mulheres engravidem. Uma forma de ampliar sua “jihad”, em nome do poder.

No outro lado da lâmina letal, o mundo assiste a expansão do radicalismo muçulmano, uma resposta a boçalidade ocidental. Estado Islâmico, Al Qaeda, Talibã foram turbinados pelos Estados Unidos e União Europeia que, cegos de grana e poder, entupiram o Afeganistão, Paquistão, Síria, Líbano, Iraque etc de armas quando eram seus “aliados”. Aviões, tanques, fuzis, bombas.

Ao mesmo tempo, o ocidente promoveu massacres, chacinas, disseminou a tortura e plantou, em caráter definitivo, o ódio absoluto entre os radicais do Islã, que tomaram o Oriente Médio e começam a engolir, também, África, Sudeste Asiático, Filipinas, onde o jihad (guerra santa) e seus “soldados sagrados” espalham o ódio contra o ocidente.

Muitos desses “soldados” (não sejamos hipócritas!) se misturam aos milhares de refugiados que invadem não só a Europa, como também o Brasil. O narcotráfico e o Islã já estão unidos, trocando armas por drogas ou simplesmente “financiando” o terror.

E o ódio aumenta.

A eleição de Donald Trump (toma posse em 20 de janeiro) é mais do que uma aberração. É a resposta do americano médio (nada a ver com os janotinhas modernosos de Manhattan) ao perfil cínico e safado dos Clinton e a política externa de pastel de vento promovida por Barack Obama, que não teve coragem de peitar o lobby das armas e retirar de vez os EUA do Afeganistão e arredores. O corvo pousou também no ombro de Angela Merkel que abriu as fronteiras da Alemanha para os refugiados e agora, com o acirramento do terror, pode perder o trono para a direita.

A receita para o fim do mundo parece dolorosamente simples.