sábado, 11 de fevereiro de 2017

É verdade. Sim.

 Não foi a toa que chorei como uma ema no cinema assistindo "O Resgate do Soldado Ryan", de Steven Spielberg, em 1999. Vi no capitão John Miller, interpretado por Tom Hanks, um clone meu. Teria feito tudo o que ele fez, inicio, meio e fim, sem alterar nada. Nem um milímetro. O filme pode ser visto no You Tube, mas o ideal seria assisti-lo na telona do cinema, com um ótimo áudio.
Assisti "Até o Último Homem" dias atrás. Provavelmente foi o melhor filme que passou por mim desde janeiro de 2016. Apesar da história ser completamente diferente de "Soldado Ryan", há algumas conexões: a) são reais; 2) tratam da solidariedade.
"Até o Último Homem" foi dirigido por Mel Gibson e foi indicado ao Oscar em seis categorias, inclusive a de melhor filme.
Impressionante o ilimitado poder da fé de um homem, que ultrapassa a barreira do absurdo. Cercado de sangue, vísceras, pernas amputadas por bombas (não recomendo o filme as pessoas mais sensíveis), um homem que não encosta a mão em armas decide ir para a II Guerra Mundial disposto, somente, a ajudar. E, impressionante, acaba indo parar na sangrenta e histórica Okinawa (Japão), a maior batalha marítimo-terrestre-aérea da história, entre abril e junho de 1945.
O vendaval de absurdos ao longo do filme nos deixa abismados. Como aquilo tudo pode ter sido real? Como existem pessoas assim num planeta incendiado por nefastos? Como? Como? Como? Banhados pela comovente e caótica história, deslumbrante fotografia e efeitos especiais, e pelo som, até os mais descrentes acabam sucumbindo e se entregam a esperança.
O que mais me chocou positivamente no filme "Até o Último Homem" foi o fato daquela imensidão humana ter sido uma história real.
História real que precisa ser vista por todos.