sábado, 28 de janeiro de 2017

Reflexos de uma nação desonrada

Há tempos, a amiga Aida Beranger compartilhou este banner no Facebook. Noto noto que as cores vivas estão sumindo da paisagem urbana. Nas ruas, a maioria dos carros nas cores prata e branco, raramente um vermelho (lembram do Mustang cor de sangue?), um amarelo manga. As roupas também estão em tons formais e fora os maravilhosos shortinhos jeans esfarrapados, noto que as mulheres estão contidas, travadas, usando longas saias largas, vestidões que lembram batas das virgens da Indonésia Oriental.

Claro que só um boçal não percebe que o Brasil está de luto diante desse caos todo que a patifaria fez e faz com a sua honra. Uma nação desonrada não vai as ruas dirigindo carros multicoloridos, vestindo biquinis de lacinho vermelho com shorts amarelos, motocicletas em tons tropicalistas. Esse ar cinzento parece espelhar o inconsciente coletivo do Brasil.

Ou não?

Não sou exemplo de nada, absolutamente nada, mas gosto de carros de cores vivas. Amarelo, vermelho. Mas ultimamente, só cores formais porque todo mundo diz que “amarelo é muito over”. Traduzindo “amarelo é muito alegre para perambular por esse cenário que está ai”.

Além da desonra, vivemos o auge da ditadura do politicamente correto que é cinzenta da cabeça aos pés. Seu lema de ordem é “proibido permitir” e isso vale para batons “ousados”, fio dental tipo cipozinho baiano, abajur lilás, vadiagem da boa, chamar de “minha nega” ou “meu nego”, tapinhas etc.

Tudo proibido, como no Afeganistão sob domínio do Talibã. Passando uma leve sensação de que o Brasil onde havia araras, berimbal, praia, bundas e alegria hoje lembra a Alemanha Oriental dos anos 30, comandada por Adolf Hitler que decretou o fim da felicidade coletiva.

Faz sentido? Esses carros de hoje comparados com os dos anos 80 (foto) tem a ver com isso tudo ou é delírio meu?


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Reclamar não vai livrar o Brasil do aquecimento global

Estou farto de ouvir (e ler) gente reclamando do Brasil nesse calorão, em especial dos pequenos burgueses que dizem preferir morar na Europa, Ásia e América do Norte do que “nessa pocilga”, como escreveu um sujeito no Facebook. Fui lá e comentei: “pegue um avião e suma, meu chapa. Reclamar não resolve e esse papo de pequeno-burguês mal resolvido não leva a nada”. O cara não rebateu.

É evidente que esse calor não é normal e, com certeza absoluta, a lambança dos desgovernos (federal, estaduais, municipais) é a principal vilã desse aquecimento estúpido. Afinal, pelo menos nos últimos 20 anos, esses desgovernos desmataram (ou deixaram desmatar) como nunca, não investiram nada em política ambiental, enfim, se a coisa chegou a esse ponto é porque os desgovernos assim quiseram. Desgovernos eleitos pela maioria, diga-se de passagem.

Não foi por falta de aviso. Ambientalistas sérios já vem alertando há mais de 40 anos que a canoa ia virar, que as reservas ambientais do Brasil estavam no limite e que se providências sérias não fossem tomadas, em caráter de urgência, o país ia cair nos braços do implacável aquecimento global. Não deu outra.

Tempos atrás um ministro (?) das minas e energia chegou para toda a imprensa e disse que o risco de uma crise no abastecimento de energia elétrica no ano passado e “é zero”. No dia seguinte quase metade do país sofreu um apagão, causado pela crise no abastecimento e pela incompetência dele, ministro.

Alguns técnicos chegaram a sugerir que o governo fizesse um racionamento de energia para nos livrar do colapso, mas, como se sabe, a então presidente, do alto de sua onipotência, prepotência e arrogância não teve a humildade de ouvir os técnicos. Conclusão: a conta chegou. 

Quem pagou? Nós. Colegas dizem que o humor daquela senhora estava mais baixo do que os reservatórios de água, mas a essas alturas sair distribuindo coices não resolveria nada.

Ainda assim, fico no Brasil, país onde nasci e escolhi para viver. Mesmo diante dessa atrocidade (esse governo que está aí é um crime sob todos os aspectos) vou brigar pelo país aqui dentro e não aturo mais esse geme-geme da pequena burguesia que ameaça ir embora como se todos nós fôssemos para os aeroportos gritar “fiquem” “fiquem!” fiquem!”. Ora, se querem ir, arranjem uma boa grana e tchau, agora torrar nossa paciência dizendo que o Brasil é cloaca, inferno e outras definições quase impublicáveis é o caso de responder perguntando: “você vota nas hienas e agora quer cair fora?”.



quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O Cravo não brigou com a Rosa- Texto de Luiz Antônio Simas*

Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto

Soube que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais “O Cravo brigou com a Rosa”. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o Cravo - o homem - e a Rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o Cravo encontrou a Rosa debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".
Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha. Será que esses doidos sabem que “O cravo brigou com a Rosa” faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?

É Villa Lobos, cacete!
Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: “Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas.” A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: “Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.”
Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.
Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil. 
Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens. Dia desses alguém (não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda) foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.
Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.
Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical. O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. 

O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, bola de sebo, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa, cotonete e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.
Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.
O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa de 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no olho do c..., cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.
Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".
Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não. 
Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.
Abraços.

*Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A lua ainda é dos poetas

A lua jamais deixará de ser a musa encantada dos poetas, mesmo depois que Neil Armstrong desceu do módulo lunar da missão Apolo 11 em 20 de julho de 1969 e marcou o solo lunar com sua bota. 1969 foi um ano de muitas mudanças, entre elas o maior protesto contra a guerra do Vietnã reunindo meio milhão de pessoas (90% jovens) em Woodstock, no mês seguinte. Esse ano foi tão significativo que, inspirado nele, Paul Auster escreveu o magistral “Palácio da Lua”, livro que devorei em dias noites.

Sempre fui um apaixonado pelo céu e os astrólogos dizem ser uma característica de meu signo. O problema é que ão acredito em astrologia mas isso é outro assunto. Lembro bem do dia em que o homem pisou na lua. Tinha 14 anos e morava na rua Alvares de Azevedo em Icarai (Niterói), onde o nosso bando tinha o hábito de jogar taco (uma espécie de baseball tupiniquim) no meio da rua. 

Atento a propaganda sobre a hora em que Armstrong pisaria na lua, fui cedo para casa para assistir pela TV. Acho que não foi uma transmissão ao vivo, mas sei que a narração era de Hilton Gomes, um célebre locutor. A imagem em preto e branco cheia de imperfeições me hipnotizou e quase não ouvi o pipocar dos fogos que algumas pessoas soltaram celebrando aquele momento. Um momento crucial na história de todos nós que algumas pessoas insistem em afirmar que foi uma fraude, que o homem pisando na lua teria sido uma gravação simulada em estúdios. Que bobagem.

Algumas pessoas diziam o fato do homem pisar na lua anularia seu poder poético. Não acho. A lua continua comovendo, mesmo depois de Neil Armstrong e também da Apolo 13 que passou perto mas não pode descer (o filme com Tom Hamks é fabuloso). E se a humanidade evoluiu, pelo menos cientificamente, devemos muito a desbravadores como Armstrong. 

Aliás, sugiro o filme “Os Eleitos”, de Philip Kaufman que conta a história da corrida espacial de um jeito completamente diferente. O filme é baseado no livro de Tom Wolfe.

Neil Armstrong morreu em agosto de 2012 triste com o corte de verbas para o programa espacial e até se reuniu com Barack Obama para tratar do assunto. Obama explicou que é uma questão temporária mas, ainda assim, Armstrong não engoliu. Discreto, nunca transformou a sua grande viagem numa egotrip pessoal e, só eventualmente, dava uma ou outra palestra. Admiro pessoas assim. Por tudo que representa e simboliza, por tudo que fez, Neil Armstrong, um ícone dos anos 60, deixou saudade.

E já que existe lua, vai-se para a rua. (Gilberto Gil).



segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Negócios da China

A História conta que dos séculos 16 a 18 um navio ia da Índia para a China em um ano e meio (ida e volta). Como era uma viagem muito perigosa, se num grupo de três naus duas afundassem, ainda assim o negócio dava lucro. Mas, os portugueses da Índia descobriram que podiam fazer viagens muito mais curtas e com lucros muitíssimo maiores. Daí a expressão “Negócios da China”.

Atualmente afirmo com muita tranquilidade que qualquer negócio da China, ou com a China, é a maior roubada para qualquer pessoa ou país em qualquer ponto do planeta. A China pratica um regime escravocrata de trabalho, utilizando mão de obra totalmente desqualificada, tecnologia pirateada e retrógrada, enfim, é um esgoto a céu aberto de aberrações humanas, éticas, trabalhistas.

O problema é que, sempre pensando em se dar bem, muitos brasileiros compram produtos chineses que, por serem extremamente vagabundos, custam muito menos. Eu mesmo já fui vítima dessa lambança. Fui comprar num site de São Paulo um relógio baratíssimo que só chegou mais de dois meses depois. Pior: o site não tem “fale conosco”, nem telefone, nem e-mail. Foi quando descobri, através de leitores no Facebook, que a tal empresa é chinesa.

Como vivemos sob um regime densamente populista qualquer país entra no Brasil e faz o que bem entende. A China tomou conta e agrava a quebradeira em nosso parque industrial. O governo nada faz porque, porque, porque, sei lá porque. Essa é uma das caixas pretas dos regimes populistas.

Você compra produtos chineses? Não falo de artigos que são fabricados na China e nem sabemos disso, mas daqueles que trazem atrás, ou embaixo, o famigerado Made in China. Antro da escravidão, aquela terra de gente que padece consegue colocar aqui dentro produtos até 87% mais baratos porque sua mão de obra é treinada pela chibata, movida pela tortura e a tecnologia utilizada por 100% das empresas é deliberadamente pirata.

Claro que se eu soubesse que a tal empresa onde comprei meu relógio era chinesa não faria o negócio. Por que? Porque comprar da China é contribuir para o escárnio, para a lambança, para tudo o que existe de pior nas relações humanas.

O problema é como me livrar da China. Meu computador é americano mas está escrito “Made in China”. Ventilador, ar condicionado, lâmpada, abajur, pilha...como me livrar da China?



sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Livros da Semana - edição 32

Livrarias pesquisadas:

Travessa – www.travessa.com.br
Estante Virtual - www.estantevirtual.com.br
Amazon – www.amazon.com.br

Clarice, - Uma Biografia

Benjamim Moser
560 páginas

Este livro, lançado originalmente em 2009, deu aos brasileiros uma nova imagem de Clarice Lispector e consagrou sua obra no exterior. Se hoje Clarice é uma figura mítica das letras brasileiras — bela, misteriosa e brilhante —, sua vida foi recheada de percalços que a tornam mais complexa do que mostra a imagem oficial.

Ao empreender uma síntese inédita entre vida e obra de uma autora clássica, Benjamin Moser deu uma contribuição de extrema importância para a cultura brasileira. A edição da Companhia das Letras traz posfácio inédito de Michael Wood.

O Poder do Hábito

Por Que Fazemos o Que Fazemos na Vida e nos Negócios

Charles Duhigg
408 páginas
Durante os últimos dois anos, uma jovem transformou quase todos os aspectos de sua vida. Parou de fumar, correu uma maratona e foi promovida. Em um laboratório, neurologistas descobriram que os padrões dentro do cérebro dela --ou seja, seus hábitos-- foram modificados de maneira fundamental para que todas essas mudanças ocorressem.
Há duas décadas pesquisando ao lado de psicólogos, sociólogos e publicitários, cientistas do cérebro começaram finalmente a entender como os hábitos funcionam - e, mais importante, como podem ser transformados. Embora isoladamente pareçam ter pouca importância, com o tempo, têm um enorme impacto na saúde, na produtividade, na estabilidade financeira e na felicidade.
Com base na leitura de centenas de artigos acadêmicos, entrevistas com mais de 300 cientistas e executivos, além de pesquisas realizadas em dezenas de empresas, o repórter investigativo do "New York Times" Charles Duhigg elabora, em "O Poder do Hábito", um argumento animador: a chave para se exercitar regularmente, perder peso, educar bem os filhos, se tornar uma pessoa mais produtiva, criar empresas revolucionárias e ter sucesso é entender como os hábitos funcionam. Transformá-los pode gerar bilhões e significar a diferença entre fracasso e sucesso, vida e morte.

The Beatles

Todas Músicas, Todas As Letras, Todas As Histórias


Steve Turner
352 páginas

Este livro reúne todas as canções do grupo musical mais aclamado de todos os tempos, trazendo as letras completas e detalhes de quando, como, onde e por que cada álbum foi concebido.

Grande conhecedor da banda, o jornalista Steve Turner explora as origens, as influências e os significados das músicas, identificando ainda os personagens e as histórias por trás das canções.

Repleto de fotos, ilustrações, entrevistas, curiosidades e histórias de bastidor, este livro é a celebração definitiva do mais importante catálogo musical do século XX.

Representantes De Quem?

Os (des)caminhos Do Seu Voto Da Urna Até A Câmara Dos Deputados

Jairo Nicolau
176 páginas
Por que a reforma política, um dos temas mais discutidos no país, nunca acontece de fato? Como é que alguns deputados são eleitos com menos votos do que outros candidatos que, mesmo mais votados, não se elegem? Por que as coligações muitas vezes produzem resultados estranhos e adulteram o voto do eleitor? Por que, nas eleições para deputado federal, o peso do voto dos eleitores não é o mesmo em todos os estados? Você sabe o que acontece com o seu voto depois que você sai da cabine eleitoral?

O cientista político Jairo Nicolau estuda partidos, eleições e sistemas eleitorais há mais de vinte anos. Este livro, criado a partir de perguntas que ele ouve há anos, foi escrito para ser lido e entendido por quem não tem conhecimento técnico mas se espanta e quer compreender melhor diferentes aspectos do quebra-cabeça da representação política no Brasil.

Além de um balanço das discussões mais importantes, o autor faz uma série de sugestões viáveis, e não utópicas, para aperfeiçoar a legislação eleitoral e partidária do Brasil. Um livro indispensável, que esclarece, informa e colabora para termos cidadãos mais conscientes e uma política mais responsável.

30 E Poucos Anos E Uma Máquina Do Tempo

Chris Melo
320 páginas
Alma Abreu está prestes a lidar com um inventário e uma série de histórias de um passado tumultuado que pertence mais aos seus pais do que a ela mesma. Mas este parece o menor de seus problemas no momento. Passar alguns dias na pacata Serra de Santa Cecília veio bem a calhar para a jovem médica, após um incidente no hospital que a deixou sem chão.
Ela só não esperava se envolver tanto com a pequena cidade – e com o prestativo vizinho da charmosa casa que sua avó lhe deixou, além de um animado grupo de amigas, filhas das melhores amigas de sua mãe –, a ponto de pensar em deixar sua vida em São Paulo para trás. Será que a vontade de ficar é apenas medo de enfrentar seus problemas? Mas como voltar à velha rotina depois de tudo o que descobriu e viveu em Serra?
Em seu segundo romance, Chris Melo entrega aos leitores uma apaixonante história de amor e amizade que faz jus ao seu título de “Nicholas Sparks brasileira”. 












quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Querem jogar uma burca na essência da mulher

Os nazistas se consideravam os politicamente corretos da Alemanha” - Leandro Narloch no livro “Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo”

Acho que foi ano passado. Um programa de TV de grande audiência, metido a politicamente correto, mostrou várias mulheres (algumas muito interessantes) e uns caras se dizendo horrorizados com as cantadas, piadas e “olhares mal intencionados” que “oportunistas” disparam contra as “mulheres de bem” que perambulam pelas ruas. O que está entre aspas foi dito pelos participantes do tal debate.

Para provarem o tal “crime”, copiaram o que eu já tinha assistido num canal de TV norte-americano. Instalaram uma câmera nas costas de uma mulher de shortinho jeans gostosíssima e as imagens “flagravam” os “meliantes”, “tarados”, “pervertidos” e afins olhando, contemplando, curtindo. Na sequência, cortaram para o estúdio onde os debatedores só faltaram pedir pena de morte a pedradas para os supostos pervertidos e suas “ofensas” contra as mulheres.

A mulher procura uma alimentação equilibrada, faz ginástica, vai ao cabeleireiro, se maquia, se depila, adora roupas sensuais, na medida do possível lê bons livros eróticos, quem sabe um filme mais ousado de vez em quando, em muitos casos busca terapias para se relacionar melhor com a sua liberdade interior, está cada vez mais culta e bem informada, enfim, tudo bem? Não. Não está tudo bem

Depois da revolução social do pós II Guerra que culminou com o início da libertação da mulher nos anos 1960, que acabou se consagrando nos anos 1980, mergulhamos no século 21 sob o signo do atraso. E mais uma vez a mulher paga a conta.

Esse papo na TV que mostrei lá em cima é uma amostra de que realmente vivemos tempos que clamam mulheres vestindo pijamas de flanela, calções brochantes, sutiãs coador de café e a criminalização radical dos prazeres “ocultos”, logo nefastos, bem como fantasias “imersas em devassidão” da mulher, eterna condenada a ser “profissional do lar”, mãe, esposa, rainha do papai-mamãe e das novelas.

Estou convencido desde a adolescência de que essa mulher carola, submissa, espetada nas cruzadas dos regulamentos moralóides não existe porque, queiram ou não os machistas mais primitivos, as fantasias da mulher estarão sempre a dois milhões de anos luz a frente das dos homens.

Não são poucas as mulheres que concederam o privilégio de falar sobre repressão, ação, reação, liberdade, libertinagem, etc.. E muitas dizem que gostam de ser admiradas na rua, na livraria, no mercado, na praia, na padaria, no avião, na vida. Logo, esse moralismo do terceiro milênio, com um jeitão de Idade Média (ou seria Idade Mídia?) não encontra espaço na mulher que conseguiu romper com o machismo, com o atraso, com conceitos que fedem a naftalina enquanto apodrecem nos armários de vime dos conceitos e preconceitos.

Sei que é incorreto, mas quando cruzo com uma mulher gostosa na rua, olho. Meu inconsciente deve tramar algum macete pois nunca fui flagrado por uma delas. Nunca. Lembrando que mulher gostosa não tem cor, altura, idade, peso, nada. Mulher gostosa é como música boa. Bate e fica. Não tem explicação. Em respeito jamais emiti qualquer som. Ainda assim, para evitar um desatino perante uma cavala bem assombrada, boto a mão na boca.

Ah, Drummond. Ah, grande Carlos Drummond de Andrade que em vez de assobiar “fiu fiu” escreveu o belo poema “A bunda, que engraçada” que lá pelas tantas se desmancha: “(...) A bunda basta-se/ Existe algo mais?/ Talvez os seios/ Ora - murmura a bunda - esses garotos/ ainda lhes falta muito que estudar/ A bunda são duas luas gêmeas em rotundo meneio/ Anda por si na cadência mimosa, no milagre de ser duas em uma, plenamente(...)”

Jamais molestei, cantei, encoxei em ônibus/barca/metrô/avião/trem, enfim, só contemplei o que (não nego) é o maior patrimônio da Natureza, razão de viver, centro do Universo: a mulher. Olhar, sorver, contemplar sem atacar é um direito. Por isso, olho. Dos 18 aos 100 anos, mulher gostosa é mulher gostosa. Luis Buñuel não acreditava em “mulher sem bunda”. Muito menos eu, mestre. Existem belas bundas retas, retinhas. A de Catherine Deneuve, por exemplo, que mesmo arfando, suando, passando mal mesmo, consegui entrevistar nos anos 1990, é proprietária de uma. Belíssima.

Meu único acidente de trânsito foi uma varada na traseira de um caminhão que freou numa rua aqui da cidade. Uma diva saía de uma galeria como as lavas do Vesúvio inundando Pompéia. Zonzo, bati. Zonzo, confessei minha culpa. Zonzo, parti sem telefonar para o seguro, porque as companhias de seguro não toleram a luxúria.

Certa vez escrevi que o brasileiro, elegantemente, cede a frente as damas em entradas de elevador, escadas de ônibus, portas de restaurantes não por educação, mas pela oportunidade de contemplar o dorso por três segundos. Já filosofava a extinta Rádio Relógio que o segundo é um milagre que não se repete e esses três segundos podem gerar euforia por horas.

Dias. Anos.


domingo, 15 de janeiro de 2017

Mark Knopfler: o cinema deve muito a ele

                                                                               
Cena de "Local Hero"
Estou ouvindo “Altamira”, vigèsimo álbum de Mark Knopfler, escocês 67 anos, criador do Dire Straits, que tem como diferencial um traço raro. Nunca fez um trabalho razoável. São todos, absolutamente todos, bons ou excelentes. Com ou sem o Dire Straits.

Apaixonado pelo Cinema, é dele trilha sonora de um filme magistral e muito simples chamado “Local Hero”, com Burt Lancaster, que lamentavelmente passou batido pelos cinemas brasileiros. Motivo: o filme foi (des) qualificado como anticomercial.

Mas se você é assinante de um bom canal de streaming (Netflix, Now, Apple TV, etc) ou de uma ótima (e rara) com certeza vai achar “Local Hero”, que no Brasil chamou-se “Momento Inesquecível”. Significa que se você pedir “Local Hero”, provavelmente vão responder “não tem”. Ou seja, você vai ter que pedir “Momento Inesquecível”, da mesma forma que Blow Up de Michelangelo Antonioni foi lançado no Brasil como “Depois Daquele Beijo”. Só rindo.

“Local Hero” foi a primeira trilha sonora de Knopfler, lançada no Brasil em 1983 pela Rádio Fluminense FM, graças ao saudoso Carlos Celles que me deu uma fita em primeiríssima mão. Ele era diretor internacional da gravadora Polygram.
A gravadora me convidou com um pequeno grupo de jornalistas para assistir “Local Hero” numa sessão privada. Fui porque queria ver onde aquela trilha sonora mágica, lírica, um pouco lúdica de Knopfler foi inserida. Comoção no meio do filme tamanha a simplicidade, pureza, poesia que o diretor Bill Forsyth conseguiu passar para a tela.

A música, grandiosa música de Knopfler em seus momentos mais astrais (ele consegue fazer um clima totalmente astral em vários momentos da trilha) me deslocou para dentro da tela, para lugares na Escócia absolutamente mágicos como Pennan, Aberdeenshire, praia de Camusdarach e eu fui mergulhando, mergulhando, mergulhando, desejando estar lá, viver lá, contemplar aquelas aldeias remotas com suas auroras boreais que o bilionário Felix Happer, magistralmente interpretado por Burt Lancaster, venera, ama.

Lembro que, conversando com Celles, disse que já sentia nas canções de Mark a bordo do Straits um forte componente visual. “Skateway”, por exemplo, é uma amostra disso e não foi à toa que está no álbum “Making Movies” (“Fazendo Filmes”), sensacional, absolutamente sensacional como tudo que o Dire Straits gravou.

Em 2001 assisti com meu amigo Siri Mark Knopfler ao vivo no antigo Metropolitan, na Barra. Ele estava lançando o álbum “Sailing to Philadelphia” e o local estava super lotado. Fiquei exatamente na primeira fila, a poucos metros do palco, bem na frente dele e, com certeza, não vou esquecer de cada segundo daquele show, que foi, sim, frio, distante. Em determinado momento fui lá na house mix (mesa de som) e pedi ao cara para subir o som da guitarra, que estava baixo demais. O cara, provavelmente inglês, olhou para mim com aquela cara de fastio e permaneceu de braços cruzados.

Antes do show acabar, um colega meu, jornalista, chegou e me disse que M.K. estava querendo saber “quem é o jornalista que fez vários especiais sobre o Straits na TV e no rádio e, ainda por cima, escreveu uma matéria de capa sobre mim num importante jornal (era o Jornal do Brasil)”. Perguntei ao colega, “o que isso significa?” e ele “meu chapa, significa que, depois do show, se você quiser ir conhecer o cara no camarim não haverá problema”. Não fui. Temor reverencial.

O álbum Tracker me pegou pelo pescoço. Banhado de blues, folk e slides guitars (universo tipicamente knopflerniano) o disco não economiza. É leve, eventualmente dá uma pesada (sempre pelo flanco folk), depois volta. Enfim, em se tratando de música, Mark Knopfler consegue fazer o que quer, o que é muito difícil num planeta afogado em tecnologia de ponta e mediocridade de quinta.

O Cinema deve um Oscar de melhor trilha a Mark Knopfler. Se não for Oscar, que seja algo similar. Afinal já foram trilhas sonoras magistrais, compostas para os mais variados filmes; ingleses, irlandeses, escoceses.

O Cinema deve um prêmio a ele e sabe disso. 


sábado, 14 de janeiro de 2017

Honestos e canalhas

Um novo secretário do presidente, nomeado ontem, está respondendo a um processo de enriquecimento ilícito (corrupção). Indicado por José Sarney, era superintendente de uma estatal no Nordeste e teria desviado quase três milhões de reais.

Não dá para entender. Por que antes de convidar alguém, o presidente não procura saber se esse alguém é honesto ou canalha? Não é difícil. Não faltam órgãos do governo que podem, em questão de poucas horas, atestar a lisura de alguém. Ontem mesmo, dia da nomeação do tal secretário todo cagado, começaram a boiar os coliformes fecais que ilustram a biografia de um outro safado, amigo do presidente, recentemente degolado do primeiro escalão pela opinião pública.

Vejo muita gente (eu, inclusive), enaltecendo o fato dos dois governos de Barack Obama não terem registrado um mísero caso de suspeita de corrupção. Não foi por acaso. Antes de cada funcionário de confiança ser nomeado passou por uma “constrangedora” (vários dizem isso) devassa na vida pessoal que envolve FBI, Receita Federal, policiais estaduais, escolas onde estudou, etc. Além disso, um questionário que é um tapa na cara e que fez muitos recusarem o convite que pergunta (estou exagerando, é claro) “quando você nasceu, teve vontade de roubar a chupeta do bebê que estava a seu lado no berçário?”.

Esse questionário não busca só a confissão quando indaga “você já roubou?”, mas sobretudo o desejo, o impulso, a intenção, a vocação para canalha do candidato. “Você já sentiu vontade de subornar um policial?”, “você já pensou em sair de uma lanchonete sem pagar a conta?” e por aí vai. Claro que quem não quiser responder não responde, mas aí adeus ao cargo.

Que mal há envolver a polícia, Ministério Público, Receita Federal, Serasa, etc, na filtragem de indicados para cargos públicos federais no Brasil? Por que esse procedimento simples, vulgo “bons antecedentes”, não é aplicado? Mais: por que nenhum parlamentar, da Câmara ou do Senado, sequer apresentou um projeto nesse sentido?


Finalizando, por que o presidente abre alas para a escória?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Livros da Semana - edição 31

Livrarias pesquisadas:

Travessa – www.travessa.com.br
Estante Virtual - www.estantevirtual.com.br
Amazon – www.amazon.com.br

Poema Sujo


120 páginas

Publicado originalmente em 1976, Poema sujo transformou a paisagem da poesia brasileira com sua torrente arrebatadora de versos, expressão máxima de uma subjetividade convulsa pela atmosfera sufocante da ditadura. O poema foi escrito na Argentina, onde o autor se encontrava exilado.

Sentia-me dentro de um cerco que se fechava. Decidi, então, escrever um poema que fosse o meu testemunho final, antes que me calassem para sempre”, escreveu Gullar. “Imaginei que poderia vomitar, em escrita automática, sem ordem discursiva, a massa da experiência vivida — lançar o passado em golfadas sobre o papel e, a partir desse magma, construir o poema que encerraria a minha aventura biográfica e literária.” Quarenta anos depois, o poema continua atual como nunca.

Pic - Pocket


128 páginas

Vô, a vida às vez não é feliz, às vez é feliz, e é sempre assim até o dia que você morre”. É assim que Pictorial Review Jackson (Pic), um menino negro do Sul dos Estados Unidos, vê o mundo – com a sutil inocência de uma criança.

Depois da morte do avô, ele se vê sozinho e sem perspectivas até Slim, seu irmão mais velho, resgatá-lo. Juntos, começam uma aventura da Carolina do Norte até a Califórnia, passando por Nova York, onde tudo é novidade aos olhos do garoto.

Com este último romance, Kerouac mostra sua capacidade de reinventar o próprio estilo e se declara herdeiro de Mark Twain, nessa que é sua mais doce história, narrada do ponto de vista do menino do interior. Inédito no Brasil, o livro, publicado em 1971, dois anos depois da morte do autor, começou a ser escrito bem antes, ainda na década de 50.

Se On the Road é o espelho da ferocidade da juventude, Pic traduz a ternura e a inocência do final da infância.

Born to run: autobiografia de Bruce Springsteen


496 páginas

Bruce Springsteen passou os últimos sete anos escrevendo a história de sua vida. O resultado é Born to run, livro, que se tornou um best seller instantâneo e carrega a mesma honestidade, humor e originalidade que Bruce imprime a suas canções. Nele, o músico descreve seu caótico processo de criação a obsessão pela carreira musical, o início em bares ao apogeu da E. Street Band e, com muita sinceridade, fala pela primeira vez das batalhas pessoais que inspiraram seus melhores trabalhos. 

Um livro para trabalhadores e sonhadores, pais e filhos, apaixonados e solitários, artistas, loucos, e qualquer um que já tenha desejado ser batizado nas águas do rio sagrado do rock and roll. E se torna indispensável por trazer a reflexão sobre o posicionamento do artista e o papel da cultura em um contexto de crise e perda de valores humanos.

Raramente uma lenda como Bruce contou sua própria história com tanta força e vigor. Como nas canções (“Thunder Road,” “Badlands,” “Darkness on the Edge of Town,” “The River,” “Born in the U.S.A,” “The Rising,” e “The Ghost of Tom Joad,” para ficar somente com algumas), sua autobiografia foi escrita com o lirismo de um poeta singular e a sabedoria de um homem que refletiu profundamente sobre suas experiências.

O Silêncio das Montanhas



352 páginas

O Silêncio das Montanhas traz como protagonista os irmãos Pari e Abdullah, que moram em uma aldeia distante de Cabul, são órfãos de mãe e têm uma forte ligação desde pequenos. Assim como a fábula que abre o livro, as crianças são separadas, marcando o destino de vários personagens.

Paralelamente à trama principal, Hosseini narra a história de diversas pessoas que, de alguma forma, se relacionam com os irmãos e sua família, sobre como cuidam uns dos outros e a forma como as escolhas que fazem ressoam através de gerações. Assim como em O Caçador de Pipas, o autor explora as maneiras como os membros sacrificam-se uns pelos outros, e muitas vezes são surpreendidos pelas ações de pessoas próximas nos momentos mais importantes.

Segundo o próprio Hosseini, o novo título "fala não somente sobre a minha própria experiência como alguém que viveu no exílio, mas, também sobre a experiência de pessoas que eu conheci, especial os refugiados que voltaram ao Afeganistão e sobre cujas vidas tentei falar tanto como escritor quanto como representante da Organização das Nações Unidas. Espero que os leitores consigam amar os personagens de O Silêncio das Montanhas tanto quanto eu amo".

Seguindo os personagens, mediante suas escolhas e amores pelo mundo - de Cabul a Paris, de São Francisco à Grécia -, a história se expanda, tornando-se emocionante, complexa e poderosa. É um livro sobre vidas partidas, inocências perdidas e sobre o amor em uma família que tenta se reencontrar.

Mentes Depressivas

As Três Dimensões da Doença do Século


Ana Beatriz Barbosa Silva

288 páginas

Em Mentes depressivas, a psiquiatra carioca Ana Beatriz Barbosa Silva ajuda a compreender e identificar um quadro depressivo, explica os diferentes tratamentos e suas associações. Além disso, fala sobre suas causas e trata separadamente sobre a depressão na infância, na adolescência, na terceira idade, além da depressão feminina.

Com uma linguagem simples e acessível, a autora disseca a depressão de forma inovadora ao abordar a doença do século por meio de suas três dimensões: física, mental e espiritual.
 





quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Herói de Niterói, estrela nacional

O ator e escritor Paulo Gustavo é um indiscutível fenômeno nacional. Lançado no final de dezembro, seu filme “Minha Mãe é uma peça 2” já foi visto por 5 milhões de expectadores, a maior bilheteria do país deste então. Aos 38 anos, sua estreia foi em 2004 quando integrou o elenco da peça "Surto". Na ocasião, apresentou a divertida Dona Hermínia, que viria se tornar uma de suas personagens mais conhecidas.

Trabalha em TV, teatro, cinema e graças a uma carreira competente e lapidada com extremo profissionalismo tornou-se uma celebridade. Seu monólogo “Minha Mãe é Uma Peça” que em 2013 foi para os cinemas sendo filme mais assistido no Brasil em 2013. Agora, a sequência da história é um recorde de bilheteria assim como a nova peça, “On line”, em cartaz no Teatro Oi Casa Grande (Rio). Ele já foi indicado ao "Prêmio Shell" de Melhor Ator e se formou na Casa de Arte das Laranjeiras (CAL).

Paulo Gustavo ama Niterói. Niterói ama Paulo Gustavo. De uma família conhecida e muito querida, ele nasceu na cidade e viveu até recentemente, mas sempre que pode faz visitas e é recebido calorosamente pelo enorme público. No segundo filme “Minha Mãe é uma Peça” mais uma vez o ator homenageia Niterói que é o palco onde tudo acontece. Belas imagens aparecem na telona, em especial a tradicional Padaria Beira Mar e o Campo de São Bento e, a todo instante, Paulo Gustavo faz referências a sua cidade.

Um herói local que hoje é estrela nacional. Por onde passa gera aclamação popular, grande audiência e robustas bilheterias. Na TV é um astro de ponta do canal Multishow, os ingressos para as suas peças são disputados a tapas e no cinema as filas não diminuem. Fruto de um trabalho sério, de um profissional dedicado, talentoso, antenado.

Valeu, Paulo Gustavo!